<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173</id><updated>2012-02-17T00:23:05.090-02:00</updated><title type='text'>Ponto Crítico</title><subtitle type='html'>"Tudo passa. E certo dia descobrimos que o tempo cobriu tudo com invisíveis mortalhas; e o passado é o porto de onde a nossa embarcação já se afastou há muito. Vemo-lo ao longe, por entre a neblina. Mas não há regresso.
Desesperado leitor: se achas que a dor de hoje te autoriza a tudo, lembra-te que és nada e que a tua vida será nada. E festeja essa certeza com a alegria sincera dos náufragos resgatados."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-1730905085025735272</id><published>2011-08-10T16:27:00.000-03:00</published><updated>2011-08-10T16:28:07.214-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:18.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;color:black;background:white; mso-font-kerning:18.0pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PRINCÍPIOS EDITORIAIS DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Desde 1925, quando O Globo foi fundado por Irineu Marinho, as empresas jornalísticas das Organizações Globo, comandadas por quase oito décadas por Roberto Marinho, agem de acordo com princípios que as conduziram a posições de grande sucesso: o êxito é decorrência direta do bom jornalismo que praticam. Certamente houve erros, mas a posição de sucesso em que se encontram hoje mostra que os acertos foram em maior número. Tais princípios foram praticados por gerações e gerações de maneira intuitiva, sem que estivessem formalizados ordenadamente num código. Cada uma de nossas redações sempre esteve imbuída deles, e todas puderam, até aqui, se pautar por eles. Por que, então, formalizá-los neste documento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade. A Era Digital é absolutamente bem-vinda, e, mais ainda, essa multidão de indivíduos (isolados ou mesmo em grupo) que utiliza a internet para se comunicar e se expressar livremente. Ao mesmo tempo, porém, ela obriga a que todas as empresas que se dedicam a fazer jornalismo expressem de maneira formal os princípios que seguem cotidianamente. O objetivo é não somente diferenciar-se, mas facilitar o julgamento do público sobre o trabalho dos veículos, permitindo, de forma transparente, que qualquer um verifique se a prática é condizente com a crença. As Organizações Globo, diante dessa necessidade, oferecem ao público o documento “Princípios Editoriais das Organizações Globo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;É possível que, para a maioria, ele não traga novidades. Se isso acontecer, será algo positivo: um sinal de que a maior parte das pessoas reconhece uma informação de qualidade, mesmo neste mundo em que basta ter um computador conectado à internet para se comunicar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Desde logo, é preciso esclarecer que não se tratou de elaborar um manual de redação. O que se pretendeu foi explicitar o que é imprescindível ao exercício, com integridade, da prática jornalística, para que, a partir dessa base, os veículos das Organizações Globo possam atualizar ou construir os seus manuais, consideradas as especificidades de cada um. O trabalho tem o preâmbulo “Breve definição de jornalismo” e três seções: a) Os atributos da informação de qualidade; b) Como o jornalista deve proceder diante das fontes, do público, dos colegas e do veículo para o qual trabalha; c) Os valores cuja defesa é um imperativo ao jornalismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O documento resultou de muita reflexão, e sua matéria-prima foi a nossa experiência cotidiana de quase nove décadas. Levou em conta os nossos acertos, para que sejam reiterados, mas também os nossos erros, para que seja possível evitá-los. O que nele está escrito é um compromisso com o público, que agora assinamos em nosso nome e de nossos filhos e netos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Roberto Irineu Marinho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;João Roberto Marinho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;José Roberto Marinho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:para-border-div;border:none;border-top:solid #EEEEEE 3.0pt; padding:19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;a name="definicao-do-jornalismo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;BREVE DEFINIÇÃO DE JORNALISMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;De todas as definições possíveis de jornalismo, a que as Organizações Globo adotam é esta: jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas. Qualquer fato e qualquer pessoa: uma crise política grave, decisões governamentais com grande impacto na sociedade, uma guerra, uma descoberta científica, um desastre ambiental, mas também a narrativa de um atropelamento numa esquina movimentada, o surgimento de um buraco na rua, a descrição de um assalto à loja da esquina, um casamento real na Europa, as novas regras para a declaração do Imposto de Renda ou mesmo a biografia das celebridades instantâneas. O jornalismo é aquela atividade que permite um primeiro conhecimento de todos esses fenômenos, os complexos e os simples, com um grau aceitável de fidedignidade e correção, levando-se em conta o momento e as circunstâncias em que ocorrem. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Antes, costumava-se dizer que o jornalismo era a busca pela verdade dos fatos. Com a popularização confusa de uma discussão que remonta ao surgimento da filosofia (existe uma verdade e, se existe, é possível alcançá-la?), essa definição clássica passou a ser vítima de toda sorte de mal-entendidos. A simplificação chegou a tal ponto que, hoje, não é raro ouvir que, não existindo nem verdade nem objetividade, o jornalismo como busca da verdade não passa de uma utopia. É um entendimento equivocado. Não se trata aqui de enveredar por uma discussão sem fim, mas a tradição filosófica mais densa dirá que a verdade pode ser inesgotável, inalcançável em sua plenitude, mas existe; e que, se a objetividade total certamente não é possível, há técnicas que permitem ao homem, na busca pelo conhecimento, minimizar a graus aceitáveis o subjetivismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;É para contornar essa simplificação em torno da “verdade” que se opta aqui por definir o jornalismo como uma atividade que produz conhecimento. Um conhecimento que será constantemente aprofundado, primeiro pelo próprio jornalismo, em reportagens analíticas de maior fôlego, e, depois, pelas ciências sociais, em especial pela História. Quando uma crise política eclode, por exemplo, o entendimento que se tem dela é superficial, mas ele vai se adensando ao longo do tempo, com fatos que vão sendo descobertos, investigações que vão sendo feitas, personagens que resolvem falar. A crise só será mais bem entendida, porém, e jamais totalmente, anos depois, quando trabalhada por historiadores, com o estudo de documentos inacessíveis no momento em que ela surgiu. Dizer, portanto, que o jornalismo produz conhecimento, um primeiro conhecimento, é o mesmo que dizer que busca a verdade dos fatos, mas traduz com mais humildade o caráter da atividade. E evita confusões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Dito isso, fica mais fácil dar um passo adiante. Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar. O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica. Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda. Algo bem diverso de um jornal generalista de informação: este noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas. Produz conhecimento. As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;É claro que um jornal impresso, uma revista, um telejornal, um noticiário de rádio e um site noticioso na internet podem ter diversas seções e abrigam muitos gêneros: o noticiário propriamente dito, os editoriais com a opinião do veículo, análises de especialistas, artigos opinativos de colaboradores, cronistas, críticos. E é igualmente evidente que a opinião do veículo vê a realidade sob o prisma das crenças e valores do próprio veículo. Da mesma forma, um cronista comentará a realidade impregnado de seu subjetivismo, assim como os articulistas convidados a fazer as análises. Livre de prismas e de vieses, pelo menos em intenção, restará apenas o noticiário. Mas, se de fato o objetivo do veículo for conhecer, informar, haverá um esforço consciente para que a sua opinião seja contradita por outras e para que haja cronistas, articulistas e analistas de várias tendências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Em resumo, portanto, jornalismo é uma atividade cujo propósito central é produzir um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:para-border-div;border:none;border-top:solid #EEEEEE 3.0pt; padding:19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;a name="secao-1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;SEÇÃO I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;OS ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO DE QUALIDADE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Para que o jornalismo produza conhecimento, que princípios deve seguir? O trabalho jornalístico tem de ser feito buscando-se isenção, correção e agilidade. Porque só tem valor a informação jornalística que seja isenta, correta e prestada com rapidez, os seus três atributos de qualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="isencao"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;1) A isenção:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Isenção é a palavra-chave em jornalismo. E tão problemática quanto “verdade”. Sem isenção, a informação fica enviesada, viciada, perde qualidade. Diante, porém, da pergunta eterna – é possível ter 100% de isenção? – a resposta é um simples não. Assim como a verdade é inexaurível, é impossível que alguém possa se despir totalmente do seu subjetivismo. Isso não quer dizer, contudo, que seja impossível atingir um grau bastante elevado de isenção. É possível, desde que haja um esforço consciente do veículo e de seus profissionais para que isso aconteça. E que certos princípios sejam seguidos. São eles:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) Os veículos jornalísticos das Organizações Globo devem ter a isenção como um objetivo consciente e formalmente declarado. Todos os seus níveis hierárquicos, nos vários departamentos, devem levar em conta este objetivo em todas as decisões;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Na apuração, edição e publicação de uma reportagem, seja ela factual ou analítica, os diversos ângulos que cercam os acontecimentos que ela busca retratar ou analisar devem ser abordados. O contraditório deve ser sempre acolhido, o que implica dizer que todos os diretamente envolvidos no assunto têm direito à sua versão sobre os fatos, à expressão de seus pontos de vista ou a dar as explicações que considerar convenientes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) Isso não quer dizer que o relato e/ou análise de fatos serão sempre uma justaposição de versões. Ao contrário, o jornalista deve se esforçar para deixar claro o que realmente aconteceu, quando isso for possível. Se uma apuração, durante a qual se ouvem várias fontes, estabelecer como fato que certa autoridade disse isso ou aquilo durante uma reunião fechada, o relato deve ser assertivo, sem o uso do condicional. Será dito que “a autoridade disse isso e aquilo”, em vez de “a autoridade teria dito isso e aquilo”. Se a autoridade negar a afirmação publicamente, deve-se registrar a atitude, não para invalidar a apuração, mas porque a negativa passa a ser ela própria uma informação para o julgamento do público. O condicional só será usado quando a apuração não for suficiente para que o jornalista consolide uma convicção;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) Ninguém pode ser perseguido por se recusar a participar de uma reportagem; da mesma forma, ninguém pode ser favorecido por fazê-lo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;f) Todos os jornalistas envolvidos na apuração, edição e publicação de uma reportagem, em qualquer nível hierárquico, devem se esforçar ao máximo para deixar de lado suas idiossincrasias e gostos pessoais. Gostar ou não de um assunto ou personagem não é critério para que algo seja ou não publicado. O critério é ser notícia;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;g) A hierarquia, numa redação, é fundamental para que o trabalho jornalístico possa ser feito a tempo e à hora. E a decisão final caberá sempre àquele que estiver no comando. Ocupantes de cargos de chefia e direção devem, contudo, ter ouvidos abertos a críticas e argumentações contrárias. O trabalho jornalístico é essencialmente coletivo, e errarão menos aqueles que ouvirem mais. Porque aquilo que pode parecer certo, acima de dúvidas, confrontado com outros argumentos, pode se revelar apenas fruto de gosto pessoal, idiossincrasia ou preconceito;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;h) É imperativo que não haja filtros na composição das redações. Quanto mais diversa for uma redação – em termos de gostos, crenças, tendências políticas, orientação sexual, origens social e geográfica – mais isenta será a escolha dos assuntos a serem cobertos, discutidos e analisados, e mais abrangente a acolhida dos pontos de vista em torno deles. Esse objetivo não se alcança estabelecendo-se cotas, mas simplesmente evitando-se filtros. Os jornalistas devem ser escolhidos entre os mais capazes em suas áreas e funções, entre aqueles que têm a democracia e a liberdade de expressão como valores absolutos e universais;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;i) As Organizações Globo são apartidárias, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;j) As Organizações Globo são laicas, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;k) As Organizações Globo repudiam todas as formas de preconceito, e seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;l) As Organizações Globo são independentes de governos, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;m) As Organizações Globo são independentes de grupos econômicos, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos. Por esse motivo, as decisões editoriais sobre reportagens envolvendo anunciantes serão tomadas a partir dos mesmos critérios usados em relação aos que não sejam anunciantes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;n) As Organizações Globo são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos. Isso em nenhuma hipótese abrirá espaço para a xenofobia ou desdém em relação a outros povos e culturas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;o) Os jornalistas das Organizações Globo devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção. Por exemplo, pode acontecer que atividades sociais ou econômicas de parentes tenham impacto no trabalho cotidiano ou eventual dos jornalistas. É possível também que haja relação de amizade entre jornalistas e personalidades públicas ou personagens que estejam em destaque no noticiário ou que venham a estar. Em casos dessa natureza ou assemelhados, os jornalistas nessa situação devem comunicar o fato a seus superiores, que deverão encontrar meios de superar o conflito. Jornalistas em cargo de chefia ou que lidem diretamente com assuntos econômicos não podem fazer investimentos diretos em empresas ou em suas ações na Bolsa de Valores para que não venham a ser acusados de publicar reportagens positivas ou negativas sobre elas em benefício próprio (o investimento em fundos é permitido). De maneira geral, todo jornalista, na administração de seus investimentos, deve evitar negócios com empresas ou instituições cujas atividades cubra cotidianamente. Em caso de dúvida, a direção deve ser consultada;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;q) Os jornalistas das Organizações Globo não podem se engajar em campanhas políticas, de forma alguma: nelas trabalhando, anunciando publicamente apoio a candidatos ou usando adereços que os vinculem a partidos. Em seus manuais de redação, os veículos devem criar normas de quarentena para receber de volta jornalistas que tenham pedido demissão a fim de trabalhar para partidos, candidatos ou governos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;r) Os veículos das Organizações Globo devem ser transparentes em suas ações e em seus propósitos. Isso significa que o público será sempre informado sobre as condições em que forem feitas reportagens que fujam ao padrão. Assim, para citar um exemplo, se for imperativo aceitar carona num avião governamental em determinada cobertura, isso será dito ao público claramente e, sempre que possível, o governo será ressarcido das despesas. Da mesma forma, quando uma decisão editorial provocar questionamentos relevantes, abrangentes e legítimos, os motivos que levaram a tal decisão devem ser esclarecidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;s) Os veículos das Organizações Globo estabelecerão normas, em seus manuais de redação, sobre como devem proceder seus jornalistas diante de convites e presentes. A regra geral é que nada de valor deve ser aceito;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;t) Todo esforço deve ser feito para que o público possa diferenciar o que é publicado como comentário, como opinião, do que é publicado como notícia, como informação. Fora do noticiário propriamente dito, os veículos das Organizações Globo buscarão ter um corpo de comentaristas, cronistas e colaboradores, fixos ou eventuais, que seja plural, representando o arco mais amplo de tendências legítimas em uma sociedade democrática. Articulistas, cronistas e colaboradores fixos têm de zelar para que os dados objetivos usados para sustentar suas opiniões estejam corretos. O mesmo deve acontecer com convidados, embora, neste caso, a responsabilidade pelo que é dito seja deles e não do veículo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;u) Os jornalistas das Organizações Globo agirão sempre dentro da lei, procurando adaptar seus métodos de apuração ao arcabouço jurídico do país. Como o interesse público deve vir sempre em primeiro lugar, buscarão o auxílio de especialistas para que não sejam vítimas de interpretações superficiais da legislação;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;v) Uma pessoa poderá ser apresentada como suspeita de crime ou irregularidade quando investigações jornalísticas, feitas segundo os preceitos deste documento, assim permitirem. A reportagem terá de trazer a versão da pessoa acusada, de forma ampla, se ela se dispuser a falar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;w) Denúncia anônima não é notícia; é pauta, mesmo se a fonte for uma autoridade pública: a denúncia deve ser investigada à exaustão antes de ser publicada (ver seção II item 4-e);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;x) Denúncias e acusações, feitas em entrevistas por pessoas devidamente identificadas, que desfrutem de credibilidade, seja pelo cargo que ocupam, seja pela história de vida, podem ser publicadas, sem investigação própria, mas, necessariamente, acompanhadas pela versão dos acusados, de preferência no mesmo dia, quando estes se dispuserem a falar. Denúncias feitas em entrevistas por pessoas sem credibilidade, como criminosos, por exemplo, mesmo se identificadas, devem ser exaustivamente investigadas, antes de serem publicadas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;y) Uma reportagem pode legitimamente apresentar uma pessoa como suspeita de crime ou irregularidade quando a suspeição partir oficialmente de alguma autoridade pública e estiver registrada em documento ou entrevista. O anúncio oficial de que alguém é suspeito de crime ou irregularidade é um fato, que pode ser registrado dependendo de sua relevância para a sociedade. Ao jornalista, cabe informar sobre o estágio em que se encontram as investigações, devendo sempre cobrar os indícios que levaram a autoridade a sustentar suas suposições, publicando-os, acompanhados da versão da pessoa acusada, se ela se dispuser a falar. Se a autoridade errar e culpar um inocente, o fato deve ser publicado com o mesmo destaque, e a polícia deve ser cobrada por seus erros;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;z) Os veículos jornalísticos das Organizações Globo devem priorizar sempre suas próprias investigações e publicar o que resultar delas apenas se houver convicção formada de que a reportagem é legítima. Dessa forma, não é automática a publicação de repercussões sobre reportagens de outros veículos. Isso só deve ocorrer se o exame da reportagem produzir, de imediato, a convicção de que nela há elementos de verdade. Do contrário, é imperioso que haja investigação própria e, somente depois, se for o caso, repercutir a reportagem. Há ocasiões em que a mera publicação de uma reportagem produz efeitos instantâneos. Quando for assim, publicam-se os efeitos, descreve-se a reportagem, mas ressaltando-se a sua origem e, de modo algum, acolhendo-a como verdadeira. Tudo dependerá do caso, do assunto, do momento e dos efeitos que ela produzir. Mas pode-se dizer, de modo geral e a título de exemplo, que um ministro emitir uma nota respondendo a uma reportagem não é motivo suficiente para que um veículo das Organizações Globo a repercuta, antes de investigação própria; a queda do ministro, porém, sim, justifica a publicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="correcao"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;2) A correção:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados. O compromisso com o acerto deve ser, portanto, inabalável em todos os veículos das Organizações Globo. É evidente que, depois de tudo o que aqui já foi dito sobre o conceito de “verdade”, não é demais dizer que estar correto é procurar descrever e analisar os fatos da maneira mais acurada, dadas as circunstâncias do momento. Nesse sentido, a correção é um processo, uma construção que vai se dando dia após dia. O jornalista investiga os fatos, pouco a pouco, e vai montando um quebra-cabeça. O retrato final estará ainda incompleto, à espera da História, mas terá de ser já, necessariamente, uma silhueta com contornos visíveis. Não há fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros, porém. Quando eles acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente, sem subterfúgios, num movimento que é ele próprio essencial à busca da informação correta. Um dos mecanismos que mais contribuem no controle de qualidade posterior à publicação das informações é a reação do público. É essencial, portanto, que todos os veículos das Organizações Globo tenham, cada um à sua maneira, estruturas que recebam amplamente as observações do público, críticas ou elogiosas, para processá-las, entendê-las e dar seguimento a elas. Na busca pela correção, é necessário seguir os seguintes princípios:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) Informações, para serem publicadas, devem ser confirmadas pelo maior número de fontes possível. Exceção feita às informações oficiais, de entidades públicas ou privadas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Informações e imagens enviadas pelo público pela internet só devem ser publicadas depois de averiguação quanto à sua veracidade. Na cobertura de eventos em que o trabalho de jornalistas esteja cerceado, haverá casos em que será necessária a publicação de informações e imagens assim obtidas, sem averiguação, mas o público deverá ser avisado de que não há como confirmar se são verdadeiras;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) O rigor com minúcias não é exagero, mas obrigação. Todos os dados de uma reportagem – nomes, datas, locais, horários, idades, endereços, referências históricas, descrições de processos, definições científicas, termos de um contrato, explicações sobre formas de governo, enfim, tudo o que de objetivo houver numa reportagem – devem ser exatos, corretos, sem erros;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) Todo repórter é responsável pela exatidão daquilo que apura, mas, como em jornalismo quase tudo se faz coletivamente, todos os envolvidos na edição de uma reportagem devem estar atentos para perceber inexatidões. Expressar dúvidas sobre dados de uma reportagem antes de sua publicação é a melhor maneira de torná-la mais exata;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) A revisão não é uma forma de controle ou censura. É parte integrante e fundamental do processo jornalístico, e sua principal função é evitar erros. Se o processo jornalístico prescindiu da figura clássica do revisor, foi apenas porque todos os envolvidos numa reportagem se tornaram revisores. Nesse sentido, nenhuma reportagem deve ser publicada apenas com o exame do autor: é indispensável que outros envolvidos no processo participem desse exame;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;f) Ferramentas tecnológicas hoje permitem o acesso rápido a bancos de dados confiáveis. Todas as redações das Organizações Globo devem viabilizar tal acesso, e seus jornalistas devem se impor como obrigação consultar tais arquivos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;g) Em reportagens que requeiram conhecimento técnico, a consulta a especialistas deve ser obrigatória. Nenhum jornalista precisa ser médico, químico, biólogo ou historiador. Mas, por isso mesmo, para não errar em assuntos técnicos, todo jornalista precisa se socorrer de assessoria especializada, ouvindo sempre mais de um técnico toda vez que o assunto for controverso;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;h) Quanto mais diversificado for o interesse dos jornalistas por disciplinas que não fazem parte de sua formação universitária básica, mais equipada estará uma redação para tratar dos múltiplos assuntos com que lida diariamente. Ilustrar-se continuamente é dever intransferível de todo jornalista: num mundo em constante evolução, nenhum jornalista deixa de estar em aprendizado contínuo. Os veículos das Organizações Globo, no entanto, devem montar programas e estruturas de treinamento para auxiliar seus jornalistas, subsidiariamente, nessa tarefa;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;i) Com esse mesmo objetivo, embora as Organizações Globo devam manter a prática de recrutar majoritariamente seus profissionais nas faculdades de Comunicação, seus veículos devem estar sempre abertos a acolher profissionais de outros campos que decidam se dedicar ao jornalismo, desde que demonstrem aptidão para tal;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;j) A análise crítica das edições passadas é um imperativo. É a verificação cotidiana de pontos negativos e positivos das reportagens que permite o aperfeiçoamento contínuo delas e a adesão a estes princípios editoriais. Todos os veículos das Organizações Globo devem ter as suas estruturas de análise, escolhendo aquelas que melhor se adaptam ao seu perfil;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;k) Os veículos das Organizações Globo devem ter estruturas para receber e processar as observações, positivas e negativas, vindas do público de uma maneira geral: os consumidores de suas informações, as fontes, os especialistas e os personagens de suas reportagens. Não se trata aqui de publicar ou deixar de publicar uma informação porque esta agrada a amplas camadas ou porque lhes desagrada: o dever de informar vem sempre em primeiro lugar. Conhecer a reação do público é fundamental porque contribui para a melhoria da qualidade da informação de muitas formas. Ajuda a conhecer possíveis erros, facilita o recebimento de novas informações sobre alguma cobertura e pode revelar o que é um fato em si mesmo: a própria reação do público. Essas estruturas devem ser capazes de discernir o que é manifestação espontânea e o que, em tempos de internet, é orquestração. Não há um modelo único: cada veículo deve encontrar aquele mais condizente com o seu perfil;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;l) Os erros devem ser corrigidos, sem subterfúgios e com destaque. Não há erro maior do que deixar os que ocorrem sem a devida correção;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;m) Os veículos das Organizações Globo usarão a norma culta da Língua Portuguesa, levando sempre em conta a sua evolução e as múltiplas possibilidades que ela acolhe. Gírias e neologismos serão evitados, sendo aceitos em declaração de entrevistados ou em reportagens mais leves, acompanhados, quando necessário, da explicação sobre seu significado. Cada veículo estabelecerá, em seu manual de redação, a padronização que considerar a mais apropriada. Mas editores evitarão que suas idiossincrasias em relação à língua se tornem norma;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;n) Os veículos das Organizações Globo têm obrigação de se fazer entender. Uma notícia tem de ser publicada de forma clara, para que o público a compreenda sem dificuldades. Nesse sentido, na edição de reportagens, recursos explicativos que facilitem o entendimento são uma obrigação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="agilidade"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;3) A agilidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A agilidade da produção jornalística é o que compensa, em larga medida, as suas imperfeições, se a compararmos a outras formas de conhecer a realidade. Em outras palavras, há um duplo sentido na afirmação de que o jornalismo produz uma primeira imagem dos fatos: a imagem é primeira, porque dela ainda não se têm os contornos definitivos; mas, também, é primeira porque é traçada logo após o ocorrido. A informação tem de ser prestada no menor espaço de tempo da melhor maneira possível, eis a equação diante da qual os jornalistas se veem todos os dias. Portanto, é atributo fundamental da qualidade da informação jornalística ser produzida com rapidez. Se a História pode dispor de anos de trabalho para fazer aflorar a realidade, o jornalismo dispõe de algumas horas (no máximo, de alguns dias, se a publicação for semanal ou mensal). É a celeridade com que traça o primeiro retrato dos fatos que ao mesmo tempo dá utilidade à produção jornalística e justifica as suas lacunas. A notícia tem pressa. E é por essa razão que os seguintes princípios devem ser perseguidos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) Os veículos das Organizações Globo terão sempre como prioridade investir em tecnologia capaz de dar celeridade ao trabalho jornalístico e à sua difusão. Deverão estar atualizados com o que de melhor houver em maquinaria, equipamentos, softwares e meios de transporte;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) A burocracia que envolve o lado administrativo das empresas jornalísticas deve levar sempre em conta a necessidade de dar celeridade ao trabalho jornalístico. Os veículos devem desenvolver processos que controlem orçamentos e despesas sem que estes se transformem em entraves à agilidade que o jornalismo requer;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) A rapidez necessária ao trabalho jornalístico não se confunde com precipitação: nenhuma reportagem será publicada sem que esteja apurada dentro de parâmetros seguros de qualidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) Deve-se perseguir o furo jornalístico, a informação exclusiva, em primeira mão, mas jamais se descuidar dos outros atributos da informação de qualidade: a isenção com que é produzida, ouvindo-se todos os lados nela envolvidos, e a correção dos dados nela apresentados. Notícia errada ou enviesada não é furo; é um golpe na credibilidade do veículo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) Como princípio geral, não se deve guardar notícia. Em geral, informação confirmada é informação publicada. Os veículos, no entanto, devem julgar quando uma reportagem deve ser publicada de imediato, quando pode esperar a próxima edição ordinária ou, se houver convicção de sua exclusividade, quando pode esperar por uma edição especial. O critério é a certeza de que a reportagem continuará a ser dada em primeira mão, e que a demora em publicá-la não acarretará prejuízos à sociedade. Quanto mais postergada for uma reportagem, mais completa e mais trabalhada ela deve ser;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;f) Deve-se ter humildade diante de furos de veículos concorrentes. Diante de casos assim, não se deve negar a realidade, mas entrar no assunto o mais rapidamente possível, tentando fazer mais e melhor, dando o crédito a quem de direito;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;g) Essa postura em nada se confunde com a adesão acrítica a reportagens veiculadas por concorrentes. Antes de serem publicadas em veículos das Organizações Globo, todas têm de ser confirmadas por verificações próprias. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de denúncias, de acordo com os procedimentos descritos no item 1-z desta seção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:para-border-div;border:none;border-top:solid #EEEEEE 3.0pt; padding:19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;a name="secao-2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;SEÇÃO II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;COMO O JORNALISTA DEVE PROCEDER DIANTE DAS FONTES, DO PÚBLICO, DOS COLEGAS E DO VEÍCULO PARA O QUAL TRABALHA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;background:white;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="diante-das-fontes"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;1) Diante das fontes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) Fazer e manter boas fontes é um dever de todo jornalista. Como a isenção deve ser um objetivo permanente, é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Se a relação de amizade com uma fonte for anterior à vida profissional do jornalista, este deve manter a direção do veículo informada, para que os conflitos possam ser evitados. O mesmo deve acontecer caso a relação fonte-jornalista, apesar dos esforços em sentido contrário, torne-se uma amizade ou algo maior;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) O respeito e a transparência devem marcar a relação dos jornalistas com suas fontes. Quando indagado por elas sobre o destino da informação que acaba de lhe dar, o jornalista deve responder com a exatidão possível;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) Deve-se sempre respeitar compromisso assumido com as fontes, principalmente aqueles relativos à preservação da identidade delas. Por esse motivo, esse tipo de compromisso deve ser apenas firmado com fontes de cuja credibilidade não se possa desconfiar (ver item 4-e, desta seção);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) Concedida uma entrevista exclusiva, uma fonte pode pedir alterações, acréscimos ou supressões, mas o jornalista julgará se o pedido se justifica. Haverá vezes em que o jornalista não concordará com a mudança, sendo, nestes casos, necessário registrar que a mudança foi solicitada, mas não aceita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="diante-do-publico"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;2) Diante do público:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) O público será sempre tratado com respeito, consideração e cortesia, em todas as formas de interação com os jornalistas e seus veículos: seja como consumidor da informação publicada, seja como fonte dela;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Cada veículo tem um público-alvo e deve agir de acordo com as características dele, adaptando a elas pauta, linguagem e formato. Mas, para as Organizações Globo, todo público tem um alto poder de discernimento e entendimento: o menos culto dos homens é capaz de decidir o que é melhor para si, escolhe visando à qualidade e entende tudo o que lhe é relatado de forma competente. Essa convicção deve ser levada em conta especialmente pelos veículos de massa que produzem informação para pessoas de todos os níveis de instrução. Nesse caso, a linguagem e o formato não devem ser rebuscados a ponto de afastar os menos letrados nem simplórios a ponto de afastar os mais instruídos. Se informarem em linguagem clara sobre assuntos de interesse de todos, serão sempre bem entendidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) Nenhum veículo das Organizações Globo fará uso de sensacionalismo, a deformação da realidade de modo a causar escândalo e explorar sentimentos e emoções com o objetivo de atrair uma audiência maior. O bom jornalismo é incompatível com tal prática. Algo distinto, e legítimo, é um jornalismo popular, mais coloquial, às vezes com um toque de humor, mas sem abrir mão de informar corretamente;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) A sensibilidade do público será levada em conta. Cenas chocantes receberão o tratamento devido de acordo com as características do público-alvo. Quanto mais indistinto o público, mais cuidados são necessários. Nesses casos, o público deve ter sempre a confiança de que não será surpreendido por cenas que afrontem os valores médios presumidos da sociedade. A título de exemplo, talvez seja necessário mostrar o vídeo ou a foto de um homem-bomba se explodindo, mas a cena pode ser congelada segundos antes do dilaceramento. Em resumo, a decisão de publicar ou não cenas potencialmente chocantes e de como tratá-las deve sempre levar em conta a sua relevância para o entendimento da questão abordada. A melhor saída é submeter a decisão à opinião do maior número de jornalistas de uma redação. De um grupo, sempre emerge mais facilmente o bom senso;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) Todo veículo jornalístico tem uma responsabilidade social. Se é verdade que nenhum jornalista tem o condão de, certeiramente, escolher que informações são “boas” ou “más”, é legítima a preocupação com os efeitos maléficos que uma informação possa causar à sociedade. Esse é um tema complexo, e sempre dependente da análise do momento. A regra de ouro é divulgar tudo, na suposição de que a sociedade é adulta e tem o direito de ser informada. A crença de que os veículos jornalísticos, ao não fazerem restrições a temas, estimulam comportamentos desviantes é apenas isso: uma crença;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;f) O jornalismo, contudo, não é insensível a riscos evidentes, mas estes são evitáveis quando se respeita outra regra de ouro: só se divulga informação relevante. Para citar um exemplo, um vídeo divulgado por um assassino em série pode e deve ser divulgado naquilo que é importante, mas não faz sentido deixar o criminoso ensinar como se articula um plano de assassinato em massa. Da mesma forma, não se publicam informações úteis para grupos criminosos, como o local aonde a polícia irá à cata de um sequestrador. E respeitam-se pedidos de pessoas que se considerem em risco com a publicação de informações que lhe digam respeito, como um policial que matou em ação um traficante perigoso e pode ser vítima de represália de seus comparsas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;g) Notícias sobre sequestros serão sempre publicadas. Estudos de experiências internacionais levaram as Organizações Globo à convicção de que a publicação de que uma pessoa foi sequestrada não põe a vítima em risco, mas a protege. A notícia será publicada com todas as ressalvas, de modo a não revelar ao bandido o planejamento da polícia e da família, nem dar informações que mostrem a situação econômica da vítima. Isso obriga o veículo a um acompanhamento do sequestro mais sóbrio, sem necessariamente a publicação diária de reportagens a respeito. O registro de solidariedade pública, quando relevante, ou de fatos que ajudem a família ou a polícia deve ser feito;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;h) A privacidade das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e lugar de trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a participar de reportagens;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;i) Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros – por definição, abdicam em larga medida de seu direito à privacidade. Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que envolva o maior número possível de pessoas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;j) O uso de microcâmeras e gravadores escondidos, visando à publicação de reportagens, é legítimo se este for o único método capaz de registrar condutas ilícitas, criminosas ou contrárias ao interesse público. Deve ser feito com parcimônia, e em casos de gravidade. Seu uso deve ser precedido da análise, pelas chefias imediatas, dos riscos que correrão os jornalistas caso venham a ser descobertos. A imagem e/ou o áudio de pessoas que não estejam envolvidas diretamente no que estiver sendo denunciado devem ser protegidos. Em seus manuais de redação, os veículos devem estabelecer suas normas de uso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="diante-dos-colegas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;3) Diante dos colegas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) De jornalistas de um mesmo veículo das Organizações Globo, espera-se espírito de colaboração. Todos numa redação têm de cooperar entre si, para que o trabalho seja o melhor possível;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Os envolvidos numa mesma reportagem – da apuração à edição – são responsáveis por sua qualidade. Devem agir como revisores uns dos outros, para bem do trabalho;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) Os jornalistas não devem nunca se furtar de opinar sobre reportagens que estejam sendo feitas por colegas, criticando, sugerindo, ajudando a encontrar caminhos. A decisão de publicar ou não uma reportagem, e de como tratá-la, é do editor responsável por ela, mas ele errará se menosprezar a opinião de colegas de qualquer nível hierárquico. Errará ainda mais quando se conduzir de tal modo que iniba os jornalistas a opinar ou ponderar a respeito do que está sendo feito. Vale sempre repetir: jornalismo é uma obra coletiva, e terá tanto mais êxito quanto mais pessoas participarem do processo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) As redações dos veículos das Organizações Globo são absolutamente independentes umas das outras e competem entre si pelo furo, pela reportagem exclusiva. Esta é uma tradição que vem desde a origem do grupo e que tem se mostrado profícua: evita a pasteurização do noticiário e estimula o pluralismo de abordagens. Isso não quer dizer que, levando-se em conta a convergência de mídias, não seja possível a construção de sinergias em torno do chamado noticiário básico – aquelas notícias obrigatórias a que todos os veículos têm acesso. Em outras palavras, faz sentido a disputa por assuntos exclusivos, faz sentido dar mais ênfase a determinados temas e não a outros, mas não há mal algum na troca de informações sobre a dimensão de um temporal ou a ocorrência de um assalto, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;a name="diante-do-veiculo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#333333;letter-spacing:-.25pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;4) Diante do veículo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;a) As redações são independentes na busca por notícias, mas há uma união de princípios sobre como obtê-las, sendo estes princípios editoriais sua maior expressão. Nenhum jornalista das Organizações Globo justificará falhas, alegando desconhecer este código. Desconhecê-lo será considerado um erro ainda maior;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;b) Os veículos das Organizações Globo expressam, em seus editoriais, uma opinião comum sobre os temas em voga. Os textos podem e devem divergir no estilo, no enfoque, na ênfase nesse ou naquele argumento, mas a essência é a mesma. Essa opinião deve refletir a visão do seu conselho editorial, composto por membros da família Marinho e jornalistas que dirigem as redações. Nenhum outro jornalista do grupo precisa, porém, concordar com tais opiniões, que, em nenhuma hipótese, influenciarão as coberturas dos fatos. Estas, como exposto aqui extensivamente, devem se pautar por critérios de isenção;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;c) Os jornalistas têm um dever de lealdade com os veículos para os quais trabalham. As informações a que têm acesso se destinam ao veículo e com ele devem ser divididas. Ninguém, somente o veículo, deve decidir o que fazer com elas, sendo certo que o seu destino será a publicação, se estiverem de acordo com os princípios explicitados neste documento. Da mesma forma, os veículos têm um dever de lealdade com seus jornalistas, e tudo devem fazer para protegê-los em sua atividade, fornecer-lhes meios adequados de trabalho e ampará-los em disputas provocadas por reportagens que publicam;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;d) A participação de jornalistas das Organizações Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: notícias por eles apuradas devem ser divulgadas exclusivamente pelos veículos para os quais trabalham ou por estes autorizados; procedimentos internos, projetos, ideias, planos para o futuro ou quaisquer outras informações relativas ao dia a dia das redações não devem ser divulgados, sob pena de tornar vulnerável o veículo em que trabalham em relação a seus concorrentes; os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção. Com base nestas premissas, cada veículo deve ter políticas próprias para presença de seus profissionais na internet, e que todos os jornalistas se obrigam a cumprir;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;e) O sigilo sobre as fontes é inviolável, e os veículos das Organizações Globo protegerão seus jornalistas na tarefa de mantê-lo em todas as instâncias, sob qualquer circunstância. O jornalista, porém, pode e deve dividi-lo com a direção do veículo, sempre que isso for fundamental para a tomada de decisão sobre publicar ou não uma informação. Isso não é quebra de sigilo, pois a direção se obriga a guardá-lo em todos os casos. Fontes que deliberadamente mintam para o jornalista, levando-o propositadamente a erro, podem ter seu nome revelado, não como represália, mas se essa medida for fundamental para a correção que o veículo terá de publicar na edição seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:para-border-div;border:none;border-top:solid #EEEEEE 3.0pt; padding:19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;a name="secao-3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#111111;background:white;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;SEÇÃO III&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:7.65pt;mso-outline-level:2; border:none;mso-border-top-alt:solid #EEEEEE 3.0pt;padding:0cm;mso-padding-alt: 19.0pt 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial; color:#111111;background:white;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;OS VALORES CUJA DEFESA É UM IMPERATIVO DO JORNALISMO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;As Organizações Globo serão sempre independentes, apartidárias, laicas e praticarão um jornalismo que busque a isenção, a correção e a agilidade, como estabelecido aqui de forma minuciosa. Não serão, portanto, nem a favor nem contra governos, igrejas, clubes, grupos econômicos, partidos. Mas defenderão intransigentemente o respeito a valores sem os quais uma sociedade não pode se desenvolver plenamente: a democracia, as liberdades individuais, a livre iniciativa, os direitos humanos, a república, o avanço da ciência e a preservação da natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Para os propósitos deste documento, não cabe defender a importância de cada um desses valores; ela é evidente por si só. O que se quer é frisar que todas as ações que possam ameaçá-los devem merecer atenção especial, devem ter uma cobertura capaz de jogar luz sobre elas. Não haverá, contudo, apriorismos. Essas ações devem ser retratadas com espírito isento e pluralista, acolhendo-se amplamente o contraditório, de acordo com os princípios aqui descritos, de modo a que o público possa concluir se há ou não riscos e como se posicionar diante deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A afirmação destes valores é também uma forma de garantir a própria atividade jornalística. Sem a democracia, a livre iniciativa e a liberdade de expressão, é impossível praticar o modelo de jornalismo de que trata este documento, e é imperioso defendê-lo de qualquer tentativa de controle estatal ou paraestatal. Os limites do jornalista e das empresas de comunicação são as leis do país, e a liberdade de informar nunca pode ser considerada excessiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Esta postura vigilante gera incômodo, e muitas vezes acusações de partidarismos. Deve-se entender o incômodo, mas passar ao largo das acusações, porque o jornalismo não pode abdicar desse seu papel: não se trata de partidarismos, mas de esmiuçar toda e qualquer ação, de qualquer grupo, em especial de governos, capaz de ameaçar aqueles valores. Este é um imperativo do jornalismo do qual não se pode abrir mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Isso não se confunde com a crença, partilhada por muitos, de que o jornalismo deva ser sempre do contra, deva sempre ter uma postura agressiva, de crítica permanente. Não é isso. Não se trata de ser contra sempre (nem a favor), mas de cobrir tudo aquilo que possa pôr em perigo os valores sem os quais o homem, em síntese, fica tolhido na sua busca por felicidade. Essa postura está absolutamente em linha com o que rege as ações das Organizações Globo. No documento “Visão, Princípios e Valores”, de 1997, está dito logo na abertura: “Queremos ser o ambiente onde todos se encontram. Entendemos mídia como instrumento de uma organização social que viabilize a felicidade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O jornalismo que praticamos seguirá sempre este postulado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:17.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt; font-family:&amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial;color:#333333;letter-spacing:-.25pt;background:white; mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-1730905085025735272?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/1730905085025735272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=1730905085025735272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1730905085025735272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1730905085025735272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/08/principios-editoriais-das-organizacoes.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-9028112966807186939</id><published>2011-06-05T19:01:00.001-03:00</published><updated>2011-06-05T19:04:30.064-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Crise de identidade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Tenho um sério problema com fisionomias. Esta dificuldade de me lembrar das pessoas já me colocou em algumas situações verdadeiramente constrangedoras. É muito comum pessoas me cumprimentarem, conversarem comigo e eu não ter a menor idéia de quem elas sejam. Como minha discrição ou timidez me impedem de perguntar o nome das ditas cujas acaba que tenho longos papos com completos desconhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dias desses estava revendo o álbum da minha formatura em jornalismo ocorrida no longínquo 1998. Tomei um susto. Na foto que mostra toda a turma, um monte de estranhos. Não que eu não me lembre do nome daquelas pessoas. Minha disfunção é bem pior. Eu simplesmente não me lembro de um dia tê-las conhecido. Convivemos praticamente todo santo dia durante quatro anos e é como se elas nunca tivessem passado pela minha vida. O leitor já deve estar imaginando: esse cara não bate muito bem. Tendo a concordar.&lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas o episódio mais exemplar deste meu probleminha com rostos se deu ainda na infância, quando tinha 12 anos. Naquela época – explico para os mais jovens – tirar uma foto 3x4 levava algum tempo. A revelação não era imediata como hoje. Não me lembro &lt;span&gt; &lt;/span&gt;por qual razão, precisei tirar tal foto. &lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;Um dia depois, voltando da aula no Estadual, passo no Foto Aurélio e retiro minhas fotografias. Ao chegar em casa, observando-as, não gostei de minha aparência. Mostrei pra minha mãe, que ficou espantada. Pensei: &lt;/span&gt;nossa, tô feio mesmo&lt;span&gt;. E minha mãe: &lt;/span&gt;Mas Lausamar, este não é você&lt;span&gt;. ??? &lt;/span&gt;Como não?? Eu vi as fotos. Eram minhas&lt;span&gt;. &lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;Não eram. Eu tinha pegado as fotos de outro garoto. Parecido comigo, mas não era eu. E a vergonha de voltar no Foto para trocar...Constrangido, imaginando que o atendente por certo me imaginaria um débil mental, disse timidamente que havia pegado as fotos erradas. Uma senhorinha de cabelos brancos que estava ao meu lado viu as fotos e notou: &lt;/span&gt;É meu netinho.&lt;span&gt; Os óculos dela eram mais eficientes do que os meus olhos. &lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:0cm;text-align:justify; text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Aliás, pensando bem, quem sabe o uso de óculos não resolva meu problema? Preciso agendar uma consulta com o Alexandre Canhada&lt;i style="font-weight: bold; "&gt;.        &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-9028112966807186939?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/9028112966807186939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=9028112966807186939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/9028112966807186939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/9028112966807186939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/06/crise-de-identidade-tenho-um-serio.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4326858736164065394</id><published>2011-06-05T18:59:00.001-03:00</published><updated>2011-06-05T19:01:16.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Em queda livre ou "o caso do elevador"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Domingo de manhã. Edifício 3 Poderes às moscas. Para adiantar alguns trabalhos da semana resolvi buscar meu notebook que estava na 360. Ao descer pelo elevador, ele para no 1º andar. Não sabia, mas começava meu drama. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A porta não abre. Aguardo alguns segundos e nada. De repente, o elevador despenca. Cai até a portaria, ou melhor, ultrapassa o piso da portaria em uns 70 centímetros. Não deu tempo nem de ter medo. Só senti o baque e cai de quatro, de gatão, que não é uma posição respeitável nem quando se está sozinho dentro de um elevador em queda. Já em pânico, pois meu estoque de coragem é pequenininho, começo apertar alucinadamente o botão pra porta abrir. Só abre a interna, a externa permanece fechada. Aperto a campainha. Ouço alguém dizer: _ &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Tem gente aí. Ufa, aleluia, vão me tirar daqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Qual o quê, o martírio só começava. Do nada o danado do elevador começa a subir de novo. Aí, o desespero foi completo. O bicho não parava de subir e eu pensava: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;_ Agora não tem jeito, se ele cair daqui eu me arrebento, danou-se&lt;/i&gt;. Nesta hora a gente comprova o acerto de Einstein na teoria da relatividade. Segundos viram uma imensidão de tempo. A ferrugem da minha prática religiosa desfez-se por encanto. Rezei uns cem Pai-Nossos, umas cinqüenta Ave-Marias, uns vinte Credos e até a oração Salve-Rainha, que nunca consegui decorar, rezei umas dez vezes. E o elevador não parava de subir. Chega ao 8º andar. Pensei:_ &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;É agora. Subir mais não dá. Ele vai cair.&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não caiu. A porta se abre e eu, mais amarelo que maracujá maduro, me arranco pra fora. Uma faxineira limpa o corredor e só consigo dizer que o elevador está com problemas, e desço pelas escadas. Os músculos do meu corpo se tornam autônomos e mexem sozinhos. Chego na rua e ao alívio de um espaço aberto com as pernas tremendo mais do que caboclo com maleita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Percebo depois desta experiência que já sofri acidentes com carrinho de rolemã, bicicleta, moto, carro, ônibus, e agora, elevador. O problema não é com eles, é comigo. E ainda querem que eu viaje de avião. Acho que não. Melhor não.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4326858736164065394?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4326858736164065394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4326858736164065394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4326858736164065394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4326858736164065394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/06/em-queda-livre-ou-o-caso-do-elevador.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4671768736552314875</id><published>2011-06-05T18:57:00.000-03:00</published><updated>2011-06-05T18:58:58.748-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Solidariedade genuína&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;          &lt;span class="Apple-style-span" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sou muito esquecido. Perco bolsa, livros, celulares, chaves, o que tiver nas mãos, com a maior facilidade. E sou um esquecido que tem moto. E isso causa um problema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Raramente, ao sair de moto, me lembro de levantar o suporte que a mantém de pé quando está estacionada, o popular pezinho. E sempre que faço isso, não ando cem metros sem que escute uma voz caridosa gritar _ Olha o pezinho, olha o pezinho! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Em algumas ocasiões estes gritos são quase que desesperados. Gente absolutamente desconhecida, tentando evitar que eu me esborrache logo à frente. &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Esta solidariedade genuína me comove. É gente verdadeiramente preocupada comigo, sem sequer saber quem sou. Por isso digo que continuarei a ter fé na humanidade enquanto houver alguém a alertar este esquecido: _ Olha o pezinho, olha o pezinho!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4671768736552314875?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4671768736552314875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4671768736552314875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4671768736552314875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4671768736552314875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/06/solidariedade-genuina-sou-muito.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7373136234698910302</id><published>2011-01-06T18:09:00.001-02:00</published><updated>2011-01-06T18:11:33.352-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma bela história. Por um texto que vale como um curso completo de redação jornalística. Lucas Mendes é dos bons.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="left" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:left; mso-outline-level:1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:17.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#333333;mso-font-kerning:18.0pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;i&gt;Da sarjeta a Harvard&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="left" style="text-align:left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;i&gt;Lucas Mendes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="left" style="text-align:left"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;De Nova York para a BBC Brasil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ingress" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:11.05pt; margin-left:0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Liz morava no Bronx, filha de pais viciados em heroína. Ambos morreram de Aids.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Aos 15 anos, pouco depois da morte da mãe e da transferência do pai para um abrigo de homens, Liz foi morar na rua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Em junho de 2009 ela se formou em Harvard.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;A história de Liz já foi comprada&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;pela televisão e está contada em livro, seminários, programas de rádio e tevê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Liz não é a primeira pobre novaiorquina que vai da sarjeta para Harvard, mas são casos tão raros que merecem atenção, especialmente num país socialmente cada vez mais desigual, com as classes média e baixa estagnadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Liz é um modelo para quem quer cortar a ajuda aos pobres e drogados, como os republicanos, e um modelo para os democratas, que querem reforçar os programas sociais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;A primeira lembrança de Liz de ver os pais com drogas foi aos 3 ou 4 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Da sala via os dois na cozinha, num ritual diário que envolvia fósforo, colher, injeção, fios. Depois, os olhos bonitos e arregalados da mãe, a euforia do pai e a prostração de ambos, no sofá, gastos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Liz e Lisa, a irmã mais velha, com frequência encontravam a geladeira vazia. Ela se lembra quando dividiram um tubo de dentifrício e um batom de proteção de lábios com sabor de cereja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Mas as duas não se sentiam maltratadas nem mal amadas pelos pais. Liz se lembra, em especial, do carinho da mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Depois da morte dela, quando foi morar na rua, o Bronx estava bem mais seguro que nas décadas de 70 e 80, mas era preciso saber onde encontrar uma escada, um banco de praça seguro, ou uma calçada para passar a noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;O título de seu livro biográfico,&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Breaking Night&lt;/span&gt;, é uma gíria entre os sem-teto e significa o momento que surge o primeiro raio de sol. Era hora de sair do prédio, do banheiro ou sofá dos amigos e amigas antes que os pais deles acordassem. Não gostavam que seus filhos desssem abrigo a filhos de drogados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;O pai de Liz e Lisa era voraz nas drogas e nos livros. Roubou dezenas deles da Biblioteca Pública de Nova York, lia e incentivava a leitura das filhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Quando morreu em 2006, aos cuidados de Liz que tinha suspendido a matrícula em Harvard, disse que a leitura tinha sido a contribuição dele para as filhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Talvez tenha vindo dele a disposição das duas de estudar mesmo nos momentos mais miseráveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Liz entrou na Humanities Preparation Academy, no bairro do Chelsea, em Manhattan e em apenas dois anos anos terminou o curso secundário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Nesta escola foi descoberta pelo New York Times que deu a ela uma bolsa, provavelmente o grande passo para a entrada em Harvard, onde, de 23 mil candidatos super qualificados, brilhantes, afluentes ou vindos da aristocracia acadêmica americana, a cada ano, só entram 2 mil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;A história de Liz no jornal não resolveu mas diminuiu o problema de dinheiro e o drama dela despertou outros impulsos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Na saída da escola foi abordada por uma mulher que se desculpou por não poder ajudar com dinheiro porque era pobre, mas se ofereceu para lavar a roupa dela toda semana, e durante seis meses nunca faltou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Semana passada Liz estava no programa “Talk of the Nation”, da NPR, a rádio pública. Em menos de uma hora o programa se tornou um confessionário. Filhos que tinham passado por situações parecidas, pais ou mães, alcoólatras, drogados, socialmente inúteis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Blake, o irmão e três irmãs foram criados pela mãe viciada em cocaína que acabou perdendo tudo que tinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Blake foi morar no velho carro, um Lumina 95 e saiu do banco de trás para a Washington University, uma das melhores do país, com uma bolsa generosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Lisa, a irmã mais velha de Liz, também terminou o curso universitário e é professora de crianças autistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Quase todas estas pessoas acham que venceram porque tiveram o que a maioria dos filhos fracassados não têm ou tiveram: amor materno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;O do pai também pode ser salvador mas são casos mais raros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;A mãe, por mais perdida, drogada, enlouquecida, é capaz de amar e de salvar os filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Liz Murray é parte desta minoria de sobreviventes mas acha que amor materno, ou paterno, não são as únicas salvações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#333333"&gt;&lt;i&gt;Da iniciativa do&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Times&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;à mulher que lavava as roupas dela, qualquer adulto ou organização pode salvar uma crianca ou adolescente. Esta é a ação da “Manifest Living”, um movimento criado por ela para transformar adultos indiferentes em protetores engajados.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7373136234698910302?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7373136234698910302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7373136234698910302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7373136234698910302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7373136234698910302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/01/uma-bela-historia.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3749054323816425316</id><published>2011-01-02T16:23:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T16:25:52.825-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eugênio Bucci faz excelente análise sobre a distribuição da verba publicitária pelo Estado brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;''Democratização'' ou mero desvio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eugênio Bucci* - O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A manchete da Folha de S.Paulo de terça-feira passada jogou luz sobre uma das mais soturnas caixas-pretas da administração federal: o uso de verbas públicas em campanhas publicitárias. Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículos, informou a chamada no alto da primeira página. A reportagem, assinada por Fernando Rodrigues, conta que de 2003 até hoje houve um aumento de 1.522% no número de órgãos de imprensa que recebem recursos federais como receita publicitária. Eram 499 em 2003 e somam hoje 8.094. Mas - atenção - não houve um crescimento significativo do gasto total. Os dois governos Lula investiram, em média, R$ 2,3 bilhões por ano em publicidade (aí incluídos os custos de produção das campanhas, mais as verbas de patrocínios destinadas a projetos esportivos e culturais), valor que não se distancia substancialmente do que foi empregado na gestão de Fernando Henrique Cardoso. A diferença entre eles foi o que a reportagem da Folha chama de pulverização.&lt;br /&gt;No linguajar de apoiadores do governo atual, a palavra mais adequada não seria pulverização, mas "democratização". Ontem, em discurso no complexo industrial e portuário de Suape, em Pernambuco, o próprio presidente Lula foi ainda mais retumbante. Vangloriou-se de ter resolvido "socializar" o dinheiro de publicidade. A tese do discurso do presidente e de seus apoiadores é primária: dar recursos públicos a muitos soa mais "democrático" do que dá-los a poucos. Verdade? Não necessariamente. Demagogia? Sem dúvida. Primeiro, porque o grosso do dinheiro foi para os veículos dominantes - como sempre, o principal foi para os de sempre. Depois, porque o atual governo usou alguns trocados não para tornar a sua comunicação mais eficiente, mas para fazer média com os jornais e as emissoras de menor porte.&lt;br /&gt;Antes de entender - e desmontar - as justificativas do discurso oficial de "democratização", lembremos que, sobre esse assunto, os governos se sucedem sem detalhar valores. Publicidade oficial, como já foi dito, é caixa-preta. O contribuinte não sabe quanto cada veículo recebeu dos cofres públicos e sabe menos ainda sobre os resultados dessas campanhas, pulverizadas ou não Os bilhões de reais despejados em propaganda rendem popularidade para quem governa, mas até hoje não se tem uma única prova de que realizem algo de bom para o interesse público - que, por definição, deveria ser apartidário. Se esses dados fossem divulgados, ficaria explícito que a verba de publicidade oficial vem sendo administrada, no Brasil, mais para melhorar a imagem de políticos (e massagear o ego e o caixa dos empresários de comunicação) e menos, muito menos, para atender ao interesse público.&lt;br /&gt;Nesse quadro, falar em "democratização" é quase um deboche. O gasto do Planalto em propaganda é uma enormidade: R$ 2,3 bilhões correspondem a quase um terço do que a Rede Globo faturou com publicidade ao longo de 2009. Na escala de grandeza do nosso mercado publicitário, é uma fortuna. O Estado brasileiro é um Estado anunciante: somadas, as campanhas dos governos federal, estaduais e municipais alcançam cifras escandalosas e vêm estatizando uma fatia expressiva do mercado.&lt;br /&gt;Além de deboche, a palavra "democratização" é um biombo novo para encobrir um vício velho: o uso de dinheiro público para amaciar a imprensa privada. Essa prática já deveria ter sido varrida pela cultura democrática, mas está aí, intacta, e cresce a cada ano. Não deveria ser assim. Quando compra espaço publicitário, o agente público deveria orientar-se pelo dever de buscar o melhor serviço pelo menor preço. Deveria buscar o veículo que lhe dá acesso à audiência pretendida nas melhores condições. Ponto. Quanto a isso, a compra de espaço publicitário pelo Estado não é diferente da compra de aparelhos de ar-condicionado, de computadores ou de vacinas. Há agentes públicos que se vangloriam de distribuir a verba publicitária de acordo com a participação dos veículos no mercado, dando a esse critério um peso aparentemente absoluto. É claro que se devem levar em conta as audiências gerais de cada veículo quando se concebe uma campanha governamental, mas esse não é nem deve ser o fator decisivo. Se fosse, o Estado deveria comprar vacinas não pela qualidade, mas pela participação de cada laboratório no mercado. Compraria um pouquinho de cada laboratório. O mesmo deveria ser feito com a compra de aparelhos de ar-condicionado e de computadores. Enfim, se esse for o critério determinante, teremos de dizer adeus ao princípio - democrático - das licitações.&lt;br /&gt;O argumento mais grave e mais falacioso, no entanto, é outro. Há burocratas que posam de justiceiros e garantem que "pulverizando" as verbas fortalecem os veículos "alternativos" contra a "mídia conservadora". Parece incrível, mas é o que dizem. Ora, se o governo quer estimular a diversidade da imprensa, que crie linhas de fomento, com financiamentos que possam ser - aí, sim, democraticamente - disputados pelos interessados, mediante regras públicas e transparentes. Usar dinheiro de publicidade para fortalecer os "alternativos" não consta das diretrizes legais para a publicidade oficial. Esse argumento, portanto, não tem sustentação legal. Se o gestor público que favorece jornaizinhos de parentes age mal, aquele que dá uma força aos sites dos correligionários age mal do mesmo modo. Nos dois casos, o servidor extrapola o seu poder discricionário. E, mais do que isso, deixa claro que, para ele, não importa se a mensagem oficial será recebida e compreendida pelo público esperado; seu negócio é fazer média com os veículos.&lt;br /&gt;Concentrada nos grandes ou "democratizada" nos pequenos, a publicidade oficial tem sido a moeda dos governos para relações promíscuas com a imprensa. Até quando?&lt;br /&gt;Em todo caso, feliz 2011.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*JORNALISTA, É PROFESSOR DA ECA-USP E DA ESPM &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3749054323816425316?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3749054323816425316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3749054323816425316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3749054323816425316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3749054323816425316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2011/01/eugenio-bucci-faz-excelente-analise.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5779501310229520355</id><published>2010-12-30T15:52:00.003-02:00</published><updated>2011-01-05T14:46:39.986-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;SER FLAMENGO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 12px; font-family: Arial, sans-serif, Verdana; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; font-size: 12px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 12px; font-family: Arial, sans-serif, Verdana; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif, Verdana; font-size: 12px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sou FLAMENGO. E isto me define. Todas as demais questões importantes na vida, sejam filosóficas, morais, éticas, religiosas, existenciais, passam por eu ser flamenguista. Causam-me admiração aquelas pessoas que se lembram quando começaram a torcer por um time. A mim isto soa inacreditável. Antes de ser Flamengo eu não era. Simples assim. Passei a existir e já era Flamengo. Tornei-me flamenguista anterior a concepção, anterior ao Big Bang, c&lt;/span&gt;inco minutos antes do nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5779501310229520355?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5779501310229520355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5779501310229520355' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5779501310229520355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5779501310229520355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/12/ser-flamengo-sou-flamengo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7781054934877236696</id><published>2010-12-28T10:16:00.002-02:00</published><updated>2010-12-29T10:00:40.733-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;CRÔNICA DE ANO NOVO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O término de um ano e o limiar de outro é época para todas as promessas: deixarei de fumar, beberei menos, me exercitarei mais, acharei tempo no trabalho para o lazer, darei maior atenção à família, etc, etc e etc.&lt;br /&gt;São tantas as promessas e todos nós as fazemos. E no final do novo ano fica sempre uma trava na alma pelas promessas não cumpridas. Mas não nos envergonhamos de fazê-las todas de novo.&lt;br /&gt;É estranho o que faz um simples movimento nos ponteiros de um relógio. O ponteiro que ultrapassa a meia-noite transforma o fato consumado em lembranças amargas ou felizes e nos brinda com as possibilidades do ano seguinte. Ano que recebemos sorrindo, abraçando amigos, acreditando que seremos melhores e que todos serão melhores também.&lt;br /&gt;Não adianta o razoável, o sensato, nos alertar que este novo ano é só nosso, que milhões de pessoas ainda não alcançaram o ano mil e que outros milhões já ultrapassaram o ano quatro mil. Para quê a sensatez, a razoabilidade em certas horas?&lt;br /&gt;O nome do ano é o que menos importa. Agradecemos e festejamos a possibilidade da nova chance, a potencialidade do próximo dia.&lt;br /&gt;O poeta diz que a nossa única missão no mundo é fazer a parte que nos cabe da melhor maneira possível. Que eu não moverei a montanha, nem devo tentar. Que tu não moverás a montanha, nem tentes. Que ele não moverá a montanha, e ele, sábio, nem tentará. Mas com o nosso esforço, com o vosso esforço, com o esforço deles, a montanha se moverá.&lt;br /&gt;Não me digam, não neste momento, que sonho sonhos impossíveis, utópicos. Que lanço desejos esperançosos aos quatros ventos como um Quixote de início de milênio. Não, não me venham com racionalidades. Tudo, menos o razoável.&lt;br /&gt;No girar das horas, no abraço no irmão, no boa-sorte desejado ao amigo, não creio, e por isso não me digam, que há impossibilidades no ano que surge. Um ano está morto, outro nasce, e tudo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7781054934877236696?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7781054934877236696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7781054934877236696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7781054934877236696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7781054934877236696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/12/cronica-de-ano-novo-o-termino-de-um-ano.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7454139257058151244</id><published>2010-12-16T17:27:00.001-02:00</published><updated>2010-12-16T17:33:08.154-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;“UTOPIA É O OUTRO NOME  DA ESPERANÇA”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;           &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A frase acima é do escritor português ganhador do prêmio Nobel e falecido este ano, José Saramago. Bela frase, e mais bela ainda quando identificada com uma conduta de vida. Escritor defensor do pensamento socialista Saramago rejeita a tese do fim das ideologias e acredita que discutir, reivindicar, brigar por maior igualdade entre todos, ainda é um sonho que merece, pelo menos, ser sonhado.&lt;br /&gt;           Há pessoas que decretam o fim da utopia. Certo presidente, em uma de suas primeiras entrevistas, disse que em toda ação política ou social do governo tem que se trabalhar com a idéia de que vinte milhões de brasileiros estão irremediavelmente condenados a exclusão.&lt;br /&gt;           A frase não causaria tanto espanto se dita por um burocrata qualquer, mas vinda de um presidente com um passado de esquerda e que era, em última análise, o principal responsável por qualquer possibilidade de mudança, era apenas um atestado de incompetência.&lt;br /&gt;           Prefiro Saramago. Aceitar que a situação de extrema miséria a que são condenados povos inteiros é um quadro imutável e qualquer ação será apenas paliativa é irresponsabilidade.&lt;br /&gt;           Participando de distribuição de cestas básicas em dias anteriores ao natal passado vi cenas constrangedoras. Pessoas que, por não estarem cadastradas, não recebiam as cestas, chegavam junto aos distribuidores e contavam um rosário de misérias. Doenças, deficiências, desemprego, eram os motivos apontados por elas para serem merecedoras da cesta natalina. Em alguns casos a pessoa parecia se esforçar para que sua situação, dramática, soasse ainda pior. Pessoas em situações lamentáveis dramatizando ainda mais estas situações.&lt;br /&gt;           E para conseguirem o quê? Migalhas. A não percepção por parte destas pessoas da humilhação a que se submetiam é o absurdo da cena. São seres relegados aos porões da sociedade. Para o poder público são apenas estatísticas ruins que comprometem a imagem do país em relatórios de instituições internacionais.&lt;br /&gt;           Chega novamente a época do Natal. Infelizmente estas cenas se repetirão. A comunidade alimentará seus párias. Muitos “patrocinadores” destes momentos de “solidariedade humana” nos outros dias do ano não moverão uma palha para modificar este quadro de degradação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7454139257058151244?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7454139257058151244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7454139257058151244' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7454139257058151244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7454139257058151244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/12/utopia-e-o-outro-nome-da-esperanca.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4528897363691000515</id><published>2010-12-02T14:48:00.003-02:00</published><updated>2010-12-02T15:02:41.796-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/TPfN6OUmftI/AAAAAAAAACg/Cvfu1EuoyH8/s1600/natal1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/TPfN6OUmftI/AAAAAAAAACg/Cvfu1EuoyH8/s400/natal1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546127866290667218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ENTÃO, É NATAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                O Natal me comove. Sei que pode parecer piegas, mas a época natalina é algo que mexe profundamente comigo. Há toda uma teia sentimental que envolve esta data e que nos faz ter boas lembranças e grandes expectativas. Assim como o inverno tem o poder de, forçosamente, tornar as pessoas mais elegantes, o Natal torna, mesmo que por curto espaço de tempo, as pessoas mais agradáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         Gosto do clima que envolve o Natal: a árvore, as luzes, o papai-noel, os cartões com suas mensagens bonitas, otimistas e edificantes, a troca de presentes, as visitas que fazemos e recebemos. É uma época de esperança, sobretudo. Acreditamos que seremos melhores e que o mundo será melhor também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         A nossa infância é marcada pelos natais. Sempre houve, e sempre haverá no meio cultural que nos rodeia, uma grande celebração natalina. As revistas, o cinema, a literatura e principalmente a televisão embarcam nesta mística e nos proporcionam momentos que guardaremos pelo resto de nossas vidas. Quem não se lembrará dos especiais de natal dos seus personagens preferidos nas histórias em quadrinhos ou nos desenhos animados? Do encanto dos filmes da Disney com temática natalina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         Enquanto somos pirralhos, o Natal só nos dá a alegria do presente ganho ou o sonho com o presente desejado. Também nos alegram os irmãos, primos, tios, avós e amigos que se encontram reunidos. Só um pouco mais crescidos podemos notar com nitidez o maior grau de amabilidade que cerca as relações entre as pessoas nesta época do ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         Apesar de sempre bem-vindo, o Natal não deixa de trazer algumas angústias. Todo ano, o que torna isto quase um lugar comum, a tevê mostra matérias em que crianças pobres de rincões do país ou mesmo das grandes cidades recebem presentes doados ou por entidades assistenciais, ou por empresas, ou por particulares. É impossível conter o arrepio que percorre o corpo e o desconforto ao ver o sorriso destas crianças, tão contentes com algo tão simples e barato. Saber que estes pequenos sentirão enorme gratidão, mesmo que seja a gratidão fugaz que só as crianças sabem sentir sem que com isso tornem menos puras suas almas, por algo que é um direito, é sempre comovente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                                       &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                                         ************************&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         Já havia terminado este texto quando entrou em meu escritório um guri de cerca de dez anos. Sujo, maltrapilho, sua pele escura queimada de sol. Pedia esmola para comprar alguma coisa, não me lembro o quê. Era a dura realidade miserável mostrando-se presente em um momento em que eu me sentia bem pensando no Natal e em todo seu simbolismo de fé em dias melhores e esperança na humanidade. Motivo para descrença? Não creio. É sim motivo para arregaçar as mangas e lutar cotidianamente por um Natal melhor para todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4528897363691000515?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4528897363691000515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4528897363691000515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4528897363691000515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4528897363691000515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/12/entao-e-natal-o-natal-me-comove.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/TPfN6OUmftI/AAAAAAAAACg/Cvfu1EuoyH8/s72-c/natal1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-602974776905168479</id><published>2010-12-02T14:26:00.004-02:00</published><updated>2011-01-06T19:52:34.821-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O artigo abaixo foi escrito em 2005. Diferente de tantos outros que escrevi, continuo concordando plenamente com este. Nesta época do ano na qual tantos universitários estão se formando, e alguns se sentirão no direito de serem chamados de doutor, republico-o como um alerta para evitar posturas ridículas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:20.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:20.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:20.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;DOUTORES DEMAIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não. O articulista não enlouqueceu. Pelo menos não a ponto de achar que as nossas universidades têm formado doutores demais. Ao contrário, continuam formando doutores “de menos”. E mesmo o aumento significativo que pode ser observado nos últimos anos produziu muito mais títulos do que verdadeiros produtores de conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os doutores em excesso, neste caso, são outros. O jornalista Sérgio Augusto, melhor crítico cultural de nossa imprensa e um de seus melhores textos, costuma afirmar que divide a humanidade entre os que gostam e os que não gostam do filme “Delicatessen”, um chatíssimo filme francês, e prefere manter distância dos primeiros. Comigo ocorre à mesma coisa, só que com aqueles que fazem questão de serem chamados de doutores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ter o título de doutor, conferido por uma universidade, colocado após o nome como referência de qualificação, é uma coisa. Outra, bem distinta, é usar este simples pronome para se diferenciar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Confesso que me soa patético quando ouço alguém dizer que faz questão de ser chamado de Doutor. Como se esta palavra lhe conferisse uma grandeza que imagina ter, mas sobre a qual não tem muita segurança, ou não precisaria deste tratamento para se destacar. Estas pessoas não percebem o ridículo desta postura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O sujeito alcança certo nível social e de ensino e começa a se achar superior. É, para ele, natural que as pessoas “comuns” passem a distinguí-lo como Doutor. Afinal, foram anos de estudos para que merecesse esta deferência. Por isso, faz questão de ostentá-la. E há também aqueles que sequer precisam de um diploma universitário para serem doutores. Suas posses lhes garantem isso. É direito herdado, marca de nascença. Afinal, são apenas os inferiores reconhecendo seus superiores, a plebe reverenciando sua elite.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Este ranço elitista é herdeiro da tradição “Casa Grande e Senzala”. Os que se consideram os senhores atuais buscam num singelo pronome de tratamento o reconhecimento de sua superioridade, a marca distintiva de sua posição social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Cursou Direito, Medicina, Engenharia? É Doutor. Ocupa cargo de chefia? É Doutor. Tem grana? É Doutor. E ainda usa paletó e gravata? É Doutoríssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Que fique cada um com sua tara opressora, seu nariz empinado, sua postura narcisística, exigindo ou esperando que lhes chamem de Doutor. Enquanto isso, continuarei chamando todos pelos seus nomes, sem lhes insuflar o ego.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quanto a mim, basta só meu nome, que pode até não ser dos mais bonitos, mas com o qual convivo desde que nasci, e esta relação até que não tem sido das piores&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-602974776905168479?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/602974776905168479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=602974776905168479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/602974776905168479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/602974776905168479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/12/o-artigo-abaixo-foi-escrito-em-2005.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-363135495862597280</id><published>2010-11-03T13:16:00.003-02:00</published><updated>2010-11-03T13:20:44.632-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O diploma para jornalistas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Marcelo Canellas escreveu a melhor defesa que vi para a necessidade do diploma para a prática do jornalismo. Vamos a ela:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;i&gt;Talvez pudéssemos prescindir da exigência do diploma para o exercício da nossa profissão se não lidássemos com a reputação dos outros. Mas, todos os dias, quando saímos para trabalhar, já sabemos: teremos de desvendar o engano, teremos de enfrentar o logro, teremos de desmascarar as aparências. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;i&gt;Reduzir o jornalismo a um mero conjunto de técnicas de redação que podem ser aprendidas com a simples leitura de um manual e que, somadas a algum talento para escrever, nos transformam num profissional de imprensa é desconsiderar a complexidade da matéria-prima do nosso ofício. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;i&gt;A vida, com todas as suas contradições, com sua natureza caótica, nunca aparece elucidada diante de nós. É necessário dispor de ferramentas teóricas para desvendá-la. Do contrário, ela nos enganará. A humildade intelectual é uma pré-condição para abraçar a carreira de jornalista. Admitir o jornalismo como uma forma de conhecimento que tem suas leis específicas é outra pré-condição.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;i&gt;Aprender jornalismo não é só aprender a escrever bem. Aprender jornalismo é aprender a conhecer o mundo objetivo. E conhecer o mundo em volta exige exercitar a mediação da inteligência. A humanidade ainda não concebeu espaço melhor para isso do que uma universidade. E ainda que as faculdades de jornalismo não sejam tão boas quanto gostaríamos que fossem, um ambiente de aprendizado, num país de tantos iletrados, provavelmente produza algo bom.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;&lt;i&gt;A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista não restringe o talento. Ao contrário, pode potencializá-lo dando-lhe estofo ético, e conferindo ao profissional da notícia o papel que lhe cabe: o de guardião de um bem público que pertence a toda a sociedade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-363135495862597280?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/363135495862597280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=363135495862597280' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/363135495862597280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/363135495862597280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/11/o-diploma-para-jornalistas-marcelo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2198201439159737640</id><published>2010-10-18T14:25:00.003-02:00</published><updated>2010-10-18T14:45:08.270-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O SOTAQUE DAS MINEIRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dos muitos textos que rodam pela net este a seguir destaca-se por ser delicioso e retratar um pouco desta alma mineira indecifrável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;(F.P.B. Netto)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Afinal, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais,como é que o falar sensual e lindo das moças de Minas ficou de fora?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: 'ouvi-la faz mal à saúde'. Se uma mineira, falando mansinho,me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz deperguntar: 'só isso?'. Assino, achando que ela me faz um favor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano,só pelo sotaque. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem,sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho. Não dizem: pode parar, dizem: 'pó parar' Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'onde queutô.'&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando -apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: 'cê tá boa?' Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Há outras. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: '- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.'&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Esse 'aqui' é outra delícia que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer 'olá, me escutem, por favor'. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Mineiras não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que,'apaixonado com'.Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: 'Ah, eu apaixonei com ele...'Ou: 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar,vai dizer: - 'Eu preciso de ir..' Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta... Só não me perguntem! Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá nafrente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:'- Ai, gente, que dó.'&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras... Não vem caçar confusão pro meu lado! Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro 'caça confusão'. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele 'vive caçando confusão'. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Ah, e tem o 'Capaz...'Se você propõe algo a uma mineira, ela diz: 'capaz' !!! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'!? com algumas toneladas de ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: 'ô dódôcê'. Entendeu? Não? Deixa para lá. É parecido com o 'nem...' . Já ouviu o 'nem...'?Completo ele fica: '- Ah, nem...' O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum.Você diz: 'Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?'. Resposta: 'nem...'&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão? Preciso confessar algo: minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: 'Ah, fui lá comprar umas coisas...'...- Que' s coisa? - ela retrucará.O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o 'que'! Ouvi de uma menina culta um 'pelas metade', no lugar de 'pela metade'. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:- Ele pôs a culpa 'ni mim'.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas...Ontem, uma senhora docemente me consolou: 'preocupa não, bobo!'. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau, pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'.É útil deixar claro o destinatário do tchau...Na verdade, aqui se fala tiau!!!É como eu me despeço docê!&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2198201439159737640?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2198201439159737640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2198201439159737640' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2198201439159737640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2198201439159737640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/10/o-sotaque-das-mineiras-dos-muitos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5260525901710709345</id><published>2010-10-15T08:45:00.004-03:00</published><updated>2010-10-15T09:44:38.435-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE  ERRADO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;(Jô Soares)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 18pt; COLOR: blue"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O material escolar mais barato que existe  na praça é o professor!&lt;br /&gt;É jovem, não tem experiência.&lt;br /&gt;É velho, está  superado.&lt;br /&gt;Não tem automóvel, é um pobre coitado.&lt;br /&gt;Tem automóvel, chora de  "barriga cheia'.&lt;br /&gt;Fala em voz alta, vive gritando.&lt;br /&gt;Fala em tom normal,  ninguém escuta.&lt;br /&gt;Não falta ao colégio, é um 'caxias'.&lt;br /&gt;Precisa faltar, é um  'turista'.&lt;br /&gt;Conversa com os outros professores, está 'malhando' os  alunos.&lt;br /&gt;Não conversa, é um desligado.&lt;br /&gt;Dá muita matéria, não tem dó do  aluno.&lt;br /&gt;Dá pouca matéria, não prepara os alunos.&lt;br /&gt;Brinca com a turma, é  metido a engraçado.&lt;br /&gt;Não brinca com a turma, é um chato.&lt;br /&gt;Chama a atenção, é  um grosso.&lt;br /&gt;Não chama a atenção, não sabe se impor.&lt;br /&gt;A prova é longa, não dá  tempo.&lt;br /&gt;A prova é curta, tira as chances do aluno.&lt;br /&gt;Escreve muito, não  explica.&lt;br /&gt;Explica muito, o caderno não tem nada.&lt;br /&gt;Fala corretamente, ninguém  entende.&lt;br /&gt;Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.&lt;br /&gt;Exige, é  rude.&lt;br /&gt;Elogia, é debochado.&lt;br /&gt;O aluno é reprovado, é perseguição.&lt;br /&gt;O aluno  é aprovado, deu 'mole'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o professor está sempre errado, mas, se  conseguiu ler até aqui,&lt;br /&gt;agradeça a ele!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5260525901710709345?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5260525901710709345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5260525901710709345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5260525901710709345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5260525901710709345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/10/o-professor-esta-sempre-errado-jo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3125954523374996394</id><published>2010-10-14T10:44:00.000-03:00</published><updated>2010-10-14T10:45:19.300-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;As duas grandes tendências no mundo dos negócios jornalísticos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Postado por Carlos Castilho em 8/10/2010 às 16:14:04 no Observatório da Imprensa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O jornal impresso que as pessoas recebem de manhã na porta de casa já quase uma relíquia para a grande maioria das indústrias jornalísticas que se transformaram em impérios da comunicação graças às edições em papel.&lt;br /&gt;Contrariando as previsões pessimistas sobre a sobrevivência de grupos como The New York Times, Guardian, O Globo, The Washington Post e The Dallas Morning News , eles hoje passaram a se definir mais como produtores de serviços informativos. O papel e as rotativas já não constam mais do discurso dos principais executivos da indústria dos jornais.&lt;br /&gt;Trata-se de uma mudança importante porque ela trouxe, como consequência, uma extaordinaria diversificação dos canais de informação oferecidos ao público. Ao comemorar 125 anos de existência de seu jornal, há duas semanas, o diretor do diário americano The Dallas Morning News Jim Maroney foi curto e grosso: "Nós não somos mais uma empresa de jornais. A edição impressa é apenas um dos nossos produtos".&lt;br /&gt;Outras indústrias jornalísticas — como o poderoso grupo News Corp., do multimilionário australiano Rupert Murdoch, e Grupo Folha, no Brasil — têm se mostrado mais lentas na transição da cultura do papel para a da segmentação de produtos informativos em plataformas multiplas.&lt;br /&gt;Começam a se esboçar duas tendências: a dos que apostam tudo na multiplicidade de produtos e a dos que colocam suas fichas no nicho da informação impressa de alta qualidade. No primeiro caso estão empresas como o New York Times e o Dallas News , cuja "cara" está hoje muito mais associada aos seus respectivos portais na web do que às primeiras páginas das edições impressas.&lt;br /&gt;Por seu lado, os jornais de Murdoch e a própria Folha de S.Paulo parecem convencidos de que o papel terá vida longa como marca das respectivas empresas, e investem na construção da imagem de provedores de informação qualificada. O grupo News Corp. é hoje o principal defensor do acesso pago à internet, uma estratégia que parece mais preocupada com a valorização dos seus produtos offline do que na rentabilidade dos serviços online.&lt;br /&gt;A reinvenção das empresas jornalisticas mais atentas às transformações provocadas pela emergência da web como canal de comunicação está sendo feita por meio de uma gigantesca operação de mudança de valores entre os encarregados da produção de conteúdos informativos.&lt;br /&gt;O New York Times, por exemplo, criou um sistema de consultas aos seus usuários que os transformou quase em consultores editoriais. Duas vezes ao mês, o jornal envia questionários aos seus usuários na web com perguntas que vão desde consultas sobre a melhor forma de redigir uma notícia, o posicionamentos de editoriais, como cobrir ou não um determinado tema.&lt;br /&gt;O Times está criando também a sua rede social para captura de informações, chamada extra-oficialmente de News.Me (Minhas Notícias). O projeto, que deve ser lançado até o fim do ano, é na verdade uma espécie de Orkut formado por jornalistas amadores, em que os participantes são fornecedores informais de notícias.&lt;br /&gt;A personalização no fornecimento de notícias pela web é uma tendência que vem se consolidando no mercado de informações desde 2008, quando o sistema de buscas Google deu aos leitores do serviço Google News a possibilidade de armarem o seu próprio cardápio informativo.&lt;br /&gt;A oferta de produtos informativos diversificados obriga também as empresas jornalísticas a valorizar muito mais os seus usuários porque eles serão a fonte primordial de notícias, agora não mais produzidas apenas com o material de repórteres, correspondentes ou fornecido por fontes governamentais, corporativas e ONGs.&lt;br /&gt;Jim Maroney, do Dallas Morning News, um veterano jornalista cuja trajetória foi toda ela com base na informação impressa, admitiu numa carta dirigida à Redação: "Nós tinhamos um produto só e queriamos que ele servisse a todos os nossos leitores. Nós eramos como Henry Ford, criador da máxima `você pode escolher o carro que quiser, contanto que seja preto´. Agora nós queremos entregar o jornal que você quiser, no formato que você desejar e na hora em que você precisar".&lt;br /&gt;O projeto News.Me, do NYT, vai ainda mais longe porque incorpora o leitor como produtor de informações. Uma atitude como esta era considerada herética até bem pouco tempo atrás por todos os executivos de indústrias jornalísticas.&lt;br /&gt;Mas toda essa reengenharia corporativa no mundo da imprensa ainda esbarra numa grande dúvida. Como os novos projetos se tornarão sustentáveis no médio e longo prazos, num ambiente informativo onde a grande incógnita é o comportamento do público? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3125954523374996394?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3125954523374996394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3125954523374996394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3125954523374996394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3125954523374996394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/10/as-duas-grandes-tendencias-no-mundo-dos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3637763003010689095</id><published>2010-10-12T11:18:00.004-03:00</published><updated>2010-10-12T11:30:42.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o aborto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estava pronto a escrever um artigo sobre a questão do aborto que anda dominando a campanha política. Eis que me cai nas mãos este artigo publicado na Ilustrada ontem. Como exprime quase na exatidão o que penso e o faz com um brilhantismo do qual certamente eu não disponho, apenas o republico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2010/10/luiz-felipe-ponde-vai-encarar.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;LUIZ FELIPE PONDÉ - Vai encarar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou contra o aborto. Sou da elite intelectual, PhD e pós-doc, falo línguas e escrevo livros. Vai encarar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;SOU CONTRA o aborto. Não preciso de religião para viver, não acredito em Papai Noel, sou da elite intelectual, sou PhD, pós-doc., falo línguas estrangeiras, escrevo livros "cabeça" e não tenho medo de cara feia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Prefiro pensar que a vida pertence a Deus. Já vejo a baba escorrer pelo canto da boca do "habitué" de jantares inteligentes, mas detenha seu "apetite" porque não sou uma presa fácil.Lembre-se: não sou um beato bobo e o niilismo é meu irmão gêmeo. Temo que você seja mais beato do que eu. Mas não se deve discutir teologia em jantares inteligentes, seria como jogar pérolas aos porcos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse mesmo "habitué" que grita a favor do aborto chora por foquinhas fofinhas, estranha inversão...Não preciso de argumentos teológicos para ser contra o aborto. Sou contra o aborto porque acho que o feto é uma criança. A prova de que meu argumento é sólido é que os que são a favor do aborto trabalham duro para desumanizar o feto humano e fazer com que não o vejamos como bebês. E não quero uma definição "científica" do início da vida porque, assim que a tivermos, compraremos cremes antirrugas "babyskin" com cartão Visa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora o tema é o "retorno" do aborto. O aborto entrou na moda neste segundo turno. É claro que esse retorno é retórico. Desde Platão, sabe-se que a democracia é um regime para sofistas e retóricos.A relação entre democracia e marketing já era sabida como essencial desde a Grécia Antiga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por que o espanto quando os candidatos, sabendo que grande parte da população brasileira é contra o aborto (talvez por razões religiosas vagas, talvez por "afeto moral" vago), se lançam numa batalha pelo espólio do "direito à vida"?O marketing é uma invenção contemporânea, mas a necessidade dele é intrínseca a qualquer técnica que passe pelo convencimento de uma maioria, desde a mais tenra assembleia de neandertais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A democracia é, na sua face sombria, um regime da mentira de massa. Quando essa mentira de massa é contra nós, reclamamos.Não há nada de evidentemente justo em termos morais ou de moralmente "avançado" na legalização do aborto. O que há de evidente em termos morais é a desumanização do feto como processo retórico (exemplo: "Feto não é gente") e a defesa de uma forma avançada de "safe sex": "Quero transar com a "reserva de comportamento legal" a meu favor. Se algo der errado, lavo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E não me venham com "questão de saúde pública". Esgoto é questão de saúde pública. A defesa do aborto nessas bases é apenas porque o aborto legal é mais barato. Resumindo: "Safe sex, cheap babies". E não me digam que o feto "é da mulher". O feto "é dele mesmo". E não me digam que "todo o mundo avançado já legalizou o aborto", porque esse argumento só serve para quem "ama a moda" e teme a solidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não pretendo desqualificar a angústia de quem vive esse drama. Longe de mim! Mas em vez de gastarmos tanta "energia social" na defesa do aborto, por que não usarmos essa energia para recebermos essas crianças indesejadas?Vem-me à mente dois exemplos, aparentemente de campos "opostos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Deveríamos aprender com a Igreja Católica e seu esforço de criar redes de recepção dessas crianças, aparando as mães em agonia e seus futuros filhos à beira da morte.Por outro lado, são tantos os casais gays masculinos (os femininos sofrem menos porque dispõem de "útero próprio") que querem adotar crianças e continuamos a julgá-los, equivocadamente, penso eu, incapazes do exercício do amor familiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou contra a legalização do aborto porque o considero um homicídio. Muita gente não entende essa implicação lógica quando supõe que seriam razoáveis argumentos como: "A legalização do aborto permite a escolha livre. Se sou contra, não faço. Se minha vizinha for a favor, ela faz".Agora, substitua a palavra "aborto" pela palavra "homicídio", como fica o argumento? Fica assim: "A legalização do homicídio permite a escolha livre. Se sou contra, não faço. Se minha vizinha for a favor, ela faz".Quem é a favor do aborto não o é por razões "técnicas", mas por "gosto" ideológico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3637763003010689095?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3637763003010689095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3637763003010689095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3637763003010689095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3637763003010689095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/10/sobre-o-aborto-estava-pronto-escrever.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7226532461852140322</id><published>2010-10-07T09:59:00.005-03:00</published><updated>2010-10-07T10:50:37.687-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo isento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Por ser estreita a senda - eu não declino,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Nem por pesada a mão que o mundo espalma;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Eu sou dono e senhor de meu destino;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;Eu sou o comandante de minha alma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Confesso que sai atordoado do debate ocorrido ontem na abertura da 4ª Semana de Comunicação. E, mais do que atordoado, decepcionado. Decepcionado não apenas com os rumos que a conversa tomou e que redundou em um clima melancólico ao final. Mas decepcionado também com minha atuação, ou a falta dela, depois das falas dos convidados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Na minha primeira intervenção coloquei de modo implícito a minha discordância sobre as opiniões emitidas pelos debatedores que praticamente assumiram a impossibilidade da prática de um jornalismo isento na imprensa local. E aí foi o meu erro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Deveria ter sido explícito, claro, direto. Ontem mesmo, em outra situação, alguém me qualificou como um diplomata, um conciliador. Há horas em que este meu excesso de bom senso me incomoda. Depois do que foi dito não era hora para conciliação, era hora para o conflito. Conflito de idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É certo que todos estavam ali como convidados e não cabia a mim ser deselegante, mas deveria ter deixado minha discordância mais acentuada. Com atraso, do qual me arrependo muito, deixo minhas idéias sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Fazer jornalismo local em cidade pequena é mesmo muito difícil. Mas a rendição não pode ser o caminho. Devemos sempre nos lembrar que a prática do bom jornalismo é serviço de utilidade pública. O público tem o direito de ser informado e a imprensa tem o dever de informar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Informar não é noticiar aquilo que agrada ao anunciante ou ao político de plantão. Permitir que o desejo de não contrariar interesses paute o trabalho jornalístico é não fazer jornalismo. É melhor jornalismo nenhum do que jornalismo amordaçado ou que não queira desagradar. Tenham certeza que este causa mais mal do que aquele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não sou idiota para não perceber as enormes pressões as quais estão submetidos os veículos de imprensa. Há um delicado jogo de negociação com interesses econômicos e políticos. Na hora da tomada de decisões um parâmetro deve ser seguido: o leitor é o patrão e o juiz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A vida é feita de escolhas. Quase sempre nossa conduta é pautada por solitárias decisões pessoais. A palestra feita pelo Bruno ontem é exemplo disso. Ele adora ser quadrinista. Viu que isso não dava dinheiro e não permitia o projeto que tinha para sua vida. Partiu pra outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É isso mesmo. Jornalismo em cidade pequena não dá dinheiro se não for submetido às benesses do poder? Vá vender alface. O que não pode é prometer ao público um produto, matérias jornalísticas, e entregar outro, trabalho de assessoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;"Não sou escravo de ninguém. Ninguém, senhor do meu domínio. Sei o que devo defender. E, por valor eu tenho e temo o que agora se desfaz."&lt;/em&gt; Os versos de Renato Russo expressam bem o que penso sobre o comportamento defendido ontem no debate. Acredito no jornalismo sério, justo, isento. E que é possível em cidades pequenas, médias e grandes. Em veículos locais, regionais ou nacionais. E por isso sou professor de jornalismo. No dia em que perder esta crença vou só advogar ou, se for preciso, vender alfaces.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7226532461852140322?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7226532461852140322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7226532461852140322' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7226532461852140322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7226532461852140322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/10/jornalismo-isento-por-ser-estreita.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-1134694358171048540</id><published>2010-06-08T11:02:00.002-03:00</published><updated>2010-06-08T11:15:39.718-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vídeo Bensaúde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e meu irmão Aluízio criamos a idéia e o texto de um comercial de 30" para o Plano de Saúde Bensaúde de São José do Rio Preto. A produção é da agência Messagio. Vejam como ficou:&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-95a856353011a21b" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D95a856353011a21b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1333654858%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2AD6377EF4805DBE42E2E6824936C96A677053B9.16384D61C23FAEF761920DB4C9CA8C1F3F9DD141%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D95a856353011a21b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBIpQdDTt_ZrtdZO_J8hUooK9L-g&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D95a856353011a21b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1333654858%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2AD6377EF4805DBE42E2E6824936C96A677053B9.16384D61C23FAEF761920DB4C9CA8C1F3F9DD141%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D95a856353011a21b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBIpQdDTt_ZrtdZO_J8hUooK9L-g&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-1134694358171048540?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/1134694358171048540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=1134694358171048540' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1134694358171048540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1134694358171048540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/06/video-bensaude-eu-e-meu-irmao-aluizio.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-8747305477038380281</id><published>2010-05-24T08:55:00.005-03:00</published><updated>2010-05-24T11:14:40.396-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/S_qJvO1EWjI/AAAAAAAAABo/flTxhkODJvM/s1600/LOGO.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474839741549795890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/S_qJvO1EWjI/AAAAAAAAABo/flTxhkODJvM/s400/LOGO.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Neste sábado, dia 22, tivemos a apresentação do filme "Tempos Modernos" no CINE UEMG. A apresentação foi da professora Daniele Jacon, socióloga. A presença de público me deixou satisfeito. Concorrendo com as opções habituais de um sábado à tarde e ainda com a final da Liga dos Campeões, ter mais de 50 pessoas assistinto a um clássico de Chaplin é uma conquista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor ainda perceber que gostaram. Jovens que jamais viram Carlitos comentavam que haviam gostado muito. E pediam sugestões de novos títulos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Quando se fala em cultura creio que o simples discurso da facilidade, de que se deve dar às pessoas apenas aquilo com que elas estão familiarizadas, não pode prosperar. É possível, é necessário arriscar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Dia 29 teremos o "Incrível Exército de Brancaleone", com apresentação do professor José Ricardo, antropólogo, da Universidade Federal de São Carlos. Um de meus filmes prediletos em todos os tempos, menos famoso do que a obra de Chaplin, espero que ele também consiga ter um bom público. Que sairá satisfeito.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-8747305477038380281?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/8747305477038380281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=8747305477038380281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/8747305477038380281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/8747305477038380281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/05/cine-uemg-neste-sabado-dia-22-tivemos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/S_qJvO1EWjI/AAAAAAAAABo/flTxhkODJvM/s72-c/LOGO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4318690003442119916</id><published>2010-05-23T11:51:00.000-03:00</published><updated>2010-05-23T11:53:02.327-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;CECÍLIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Autora de voz própria e peculiar dentro de nossa poesia moderna, Cecília escreveu o que há de melhor no lirismo de nossas letras e, ao mesmo tempo, uma obra-prima da poesia social, “Romanceiro da Inconfidência”.&lt;br /&gt;Deve-se ler Cecília Meireles sempre. Como exemplo da força e beleza de sua poética, reproduzo um poema que é verdadeira jóia literária. Escrito logo após a segunda guerra, é extremamente atual, nos dias que vivemos.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lamento do oficial pelo seu cavalo morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nós merecemos a morte,&lt;br /&gt;         porque somos humanos&lt;br /&gt;         e a guerra é feita pelas nossas mãos,&lt;br /&gt;         pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,&lt;br /&gt;         por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens&lt;br /&gt;         que trazemos por dentro, e ficam sem explicação .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,&lt;br /&gt;         os cálculos do gesto,&lt;br /&gt;         embora sabendo que somos irmãos.&lt;br /&gt;         Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados&lt;br /&gt;         de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!&lt;br /&gt;         Que delírio sem Deus, nossa imaginação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         E aqui morreste!Oh, tua morte é a minha, que, enganada&lt;br /&gt;         recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,&lt;br /&gt;         ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Animal encantado – melhor que nós todos – que tinhas&lt;br /&gt;                            [ tu com este mundo dos homens?&lt;br /&gt;         Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada&lt;br /&gt;         em carne e sonho, que os teus olhos decifravam...&lt;br /&gt;         Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos...&lt;br /&gt;         Como vieste a morrer por um que mata seus irmãos!&lt;br /&gt;                            &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4318690003442119916?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4318690003442119916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4318690003442119916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4318690003442119916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4318690003442119916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/05/cecilia-autora-de-voz-propria-e.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7067822207656412221</id><published>2010-05-21T15:18:00.002-03:00</published><updated>2010-05-24T11:18:02.988-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Abobrinhas, tomates, Gran Torino, Bandeira, esperas...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou uma criatura de hábitos, de rotinas. A quebra da normalidade sempre me angustia, desconforta. Acomodação, dirão uns. Medo do novo, dirão outros. É um jeito de se levar a vida, direi eu. Nem melhor, nem pior. Meu jeito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentro destas rotinas está o domingo. O meu jeito de viver o domingo. E o meu domingo perfeito certamente será muito diferente do domingo perfeito de quase todos: céu cinzento, frio, chuva fina, sem missas, fórmula1 de manhã, almoço com amigos, jogo do Flamengo à tarde, Manhattan Connection à noite, e o sono dos justos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta rotina de domingo há a inescapável visita à feira. A compra de abobrinhas, tomates, frangos caipiras, as pechinchas da hora da xepa, o pastel, a conversa com os amigos, os cumprimentos aos conhecidos. Sempre igual, e sempre muito bom. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E há a sessão cinema que, na falta de um, torna-se sessão DVD. Muitas vezes, é pipoca sem compromisso, entretenimento puro. Em outras, a profundidade é o prato do dia. Nem sempre os filmes entregam o que prometem, mas quando o fazem é deleite puro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi assim um domingo com Gran Torino. O antepenúltimo filme de Clint Eastwood, disponível nas locadoras já há bastante tempo, é uma pequena obra-prima. Pequena porque filme de baixo orçamento, feito em pouco mais de um mês. Só que Clint hoje é um arquiteto da imagem com pleno domínio sobre sua arte. Como a idade fez bem ao velho durão de Hollywood. É o grande nome vivo do cinema clássico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cinema não é fábula, não precisa ter lição de moral ao seu término. Estes filmes que pretendem passar uma mensagem edificante quase sempre são apenas chatos. Já Gran Torino é cinema de outro calibre e nos dá uma lição de redenção, de tolerância, de modo seco, direto. É um soco bem dado no fígado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passei este filme para a turma na qual dou aula de ética jornalística. E o que tem a ver este filme com ética jornalística?, perguntarão os idiotas da objetividade. E quem disse que jornalista tem que ler ou ver apenas temas ligados ao seu mundinho?, digo eu. Após o término do filme, havia um silêncio respeitoso. Conseguir um silêncio, ainda por cima respeitoso, de uma sala de universitários não é tarefa fácil. Mas as pessoas reconhecem quando estão diante de uma grande obra de arte. Era o caso. As garotas da sala estavam com os olhos vermelhos pelo final impactante.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;A estes hábitos de domingo vão se somando outros. Claro que aos poucos, sem pressa. Um fato que incomoda muitos se tornou pra mim um prazer. Falo das filas dos bancos. Endoideceu, vejo o leitor balbuciar. Ninguém, em sã consciência, pode gostar de fila de banco. É verdade. Também não gosto. Só que ultimamente descobri um remédio para estas chatices. Qual o milagre? Livros de bolso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estes livros fáceis de encontrar, fáceis de comprar (são baratos) podem ser um eficiente alívio para o infortúnio das filas. Nos últimos meses as benditas tem me auxiliado a colocar leituras em dia. Para suportar a lerdeza do atendente, o chato da frente a reclamar que é um absurdo o que os bancos fazem, o chororô do bebê de colo, o remédio é literatura na veia. E assim livros de Quintana, Cecília, Bandeira e outros vão sendo lidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E as filas, aliás, me permitiram redescobrir Manuel Bandeira. Que poeta extraordinário. Por trás de uma poesia aparentemente fácil, cotidiana, revela-se um olhar maduro, melancólico, algumas vezes de uma tristeza quase física. Benditas filas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7067822207656412221?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7067822207656412221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7067822207656412221' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7067822207656412221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7067822207656412221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/05/abobrinhas-tomates-gran-torino-bandeira.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6399092961509061709</id><published>2010-04-06T10:55:00.001-03:00</published><updated>2010-04-06T10:57:00.848-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dependência química – o beco tem saída&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Fazendinha”, este é o nome pelo qual é conhecida a Comunidade Terapêutica São Francisco de Assis. Foi criada há 11 anos por entidades espíritas de Frutal. Situa-se cerca de 10 km da cidade, na zona rural, tendo um alqueire quadrado de terras usadas como refúgio por aqueles que procuram se libertar do vício seja este droga ou álcool.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante todo este tempo os coordenadores e voluntários espíritas lutaram em busca de sua sede própria. Por meio de rifas e campanhas conseguiram adquirir a sonhada sede. Mas para a manutenção, uma vez que funcionavam por meio de doações, os coordenadores e voluntários encontraram muitas dificuldades. Quando em setembro de 2009 a Prefeitura entrou como parceira, ganharam mais força para funcionar. A prefeitura sugeriu na época que fosse uma entidade ecumênica, passando a fazer parte à comunidade católica e também evangélica. O papel da prefeitura é manter os profissionais que lá atuam e também alimentação da entidade. Familiares dos internos também participam com uma ajuda na alimentação, não que isto seja obrigatório. Esta ajuda é dada por vontade própria.&lt;br /&gt;A Comunidade hoje comporta até 17 internos, todos homens, porém são 13 os ocupantes, pois no dia 14 de março passado houve a graduação de quatro deles. Há um interno com idade de 16 anos, assim como também um de 49. No regimento da comunidade há regras quanto à aceitação de dependentes de outras cidades e também é proibida a internação de mulheres O que acontece é que poderão ser acolhidos dependentes da região, mas se houver vagas disponíveis.&lt;br /&gt;Projeto&lt;br /&gt;O nome do projeto é RESGATE, tendo como objetivo o resgate total do ser humano, seja com a família, com a sociedade, como também resgatar uma vida comum como cidadão.&lt;br /&gt;Em quase todos os casos são os próprios dependentes que buscam ajuda. O que se vê no local é que são pessoas com expectativa de se recuperarem e bem humoradas. Porém, quando a família obriga que façam o tratamento a maioria desiste logo. Há algo que diferencia a comunidade de outros centros de recuperação, como clínicas, por exemplo, pois ninguém os proíbe de saírem do local, e não existe médico. Eles não tomam medicações para deixarem o vício, apenas são instruídos e acompanhados por profissionais como psicólogas que trabalham com a família e com o dependente, terapeuta ocupacional, professora de educação física, assistente social, coordenador, monitores que são ex-dependentes, e toda comunidade que faz visitas levando a palavra de Deus para confortá-los. Em conversa com um dos moradores da casa há seis meses, e hoje monitor, tem-se a certeza de que a recuperação vem após um aumento da espiritualidade, não esquecendo, é claro, que cada um precisa fazer sua parte com determinação.&lt;br /&gt;Além do acompanhamento por profissionais, eles ocupam o tempo com tarefas diárias em forma de escala. Plantam, criam galinha, porco, cuidam do jardim, fazem limpeza da casa, cozinham e qualquer outra tarefa diária que existe em uma casa de família.&lt;br /&gt;Para que se entre na Comunidade é preciso que haja um querer do dependente. Depois então que é feita toda a triagem, quando o dependente passa por vários exames, tanto médicos como psicológicos. O interno entra na comunidade, fica durante 90 dias em fase de desintoxicação, só depois deste tempo é que ele vai para outra fase do tratamento. Passa por entrevista com a psicóloga, quando é avaliado se interno irá continuar ou não, sabendo que quem toma decisão final é o próprio dependente. Se acontecer dele não querer ficar, é liberado.&lt;br /&gt;Enquanto o interno está em tratamento é feito um trabalho do lado de fora da Comunidade pela psicóloga da família Dra. Edna Rodrigues de Matos e o Coordenador Geral da Comunidade Padre Marcio Andre Ferreira Soares, em busca de preparar a família e também a volta da vida rotineira do futuro ex-dependente. Este trabalho se dá na busca por um trabalho e também da aceitação da família, quando estiver preparado para voltar.&lt;br /&gt;Depois de 90 dias sem sair da Comunidade começa uma nova fase no tratamento. O interno pode sair em busca de trabalho, mas a noite está de volta. Após conseguir este trabalho, ele passa só os finais de semana na comunidade, e assim continua durante um ano e dois meses, sendo acompanhado pelo Coordenador e também psicólogo. Só depois deste tempo ele recebe alta e é considerado liberto dos vícios.&lt;br /&gt;Família&lt;br /&gt;Em conversa com uma das Psicólogas da Comunidade, Sabryna Ribeiro Bseis, ela nos contou que praticamente tudo gira em torno da família. Tanto o envolvimento com a droga, quanto à importância dela no resgate deste dependente. Mas como afirma a própria psicóloga não existe uma culpa direta da família, uma vez que todo ser humano é responsável pelos seus atos.&lt;br /&gt;O que acontece é que normalmente há uma participação da família no envolvimento tanto com a droga, quanto com o álcool, uma vez que hábitos são copiados por filhos. Se o pai ou mãe fazem uso de bebida alcoólica, ou até mesmo de drogas ilícitas, o filho cresce com pensamento de normalidade nestas atitudes, e quando se vê já está dependente também.&lt;br /&gt;Logo que este filho ou filha procure por ajuda é porque já se encontra em estado avançado de dependência. E mesmo que a Comunidade ajude, levando e trabalhando com este dependente de forma a desintoxicá-lo, trabalhando seu lado espiritual, enfim, o prepara para voltar à vida normal, se a família não estiver pronta para recebê-lo de nada adiantará. Será ainda mais difícil se adaptar, e haverá uma chance enorme de voltar a ser dependente químico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6399092961509061709?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6399092961509061709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6399092961509061709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6399092961509061709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6399092961509061709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/dependencia-quimica-o-beco-tem-saida.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5549953015376803419</id><published>2010-04-05T17:15:00.003-03:00</published><updated>2010-04-06T10:58:17.249-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;VOTAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Os quinze textos anteriores e o texto acima são matérias jornalísticas produzidas pelos alunos do 3º período de Comunicação Social da UEMG. Estas matérias são trabalho prático da disciplina Redação Jornalística III. Peço a todos os alunos do curso que venham "fuçar" no blog que votem, em forma de comentário, no texto que consideram o melhor. O mais votado será publicado. Participem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5549953015376803419?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5549953015376803419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5549953015376803419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5549953015376803419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5549953015376803419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/votacao-os-quinze-textos-anteriores-sao.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3821656101373840792</id><published>2010-04-05T17:03:00.005-03:00</published><updated>2010-04-05T17:08:45.642-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Batalha do Dia-a-Dia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Natalina de Lima Barbosa. Natalina porque nasceu no dia 25 de dezembro de 1960. Teve uma infância comum e aos 14 anos mudou-se para a capital paulista, onde permaneceu boa parte de sua vida. Casou e lá teve dois filhos, Kátia e Rodrigo. Passado pouco tempo seu marido falece, e D. Natalina então se viu obrigada a voltar para Frutal.&lt;br /&gt;De uma segunda união, nasceu seu 3° filho Cinomar. Porém este relacionamento não prospera e também chega ao fim. D. Natalina então, pega seus filhos e resolve tentar novamente a sorte em São Paulo.&lt;br /&gt;Sua trajetória de luta estava longe de acabar. Lá, seu filho Rodrigo com apenas 15 anos conhece Alcilene e começam um relacionamento. Tudo normal se Alcilene não tivesse 28 anos, 5 filhos e fosse separada. Alcilene fica grávida e diante da difícil situação não se conforma. Tenta de várias formas o aborto e com isso só consegue fazer com que as crianças (eram gêmeos) viessem de forma prematura, aos seis meses, e com muitos problemas de saúde.&lt;br /&gt;Então Alcilene, que só queria aventura, rejeita as crianças e D. Natalina adota os meninos André Luiz e Luiz Henrique como se fossem seus. Nasceram com 26 cm, 400 gramas, hérnia umbilical, problemas pulmonares, entupimento de artéria, pneumonia, hemorragia intracraniana e paralisia cerebral.&lt;br /&gt;Os primeiros 7 anos foram de peregrinações entre Hospitais para cirurgias de correção, AACD para fisioterapias e Núcleos Assistenciais.&lt;br /&gt;São Paulo é uma cidade com grandes recursos, mas também com grandes problemas. Se para pessoas com a saúde perfeita é difícil, o que sobraria pra mãe de gêmeos portadores de necessidades especiais?&lt;br /&gt;Mais uma vez D. Natalina volta para Frutal.&lt;br /&gt;Frutal é uma cidade pequena, mas acolhedora, e o problema de um é também o da comunidade.&lt;br /&gt;As crianças hoje são bem assistidas na APAE, já que as cirurgias e tratamentos mais complicados foram feitos em São Paulo.&lt;br /&gt;Atualmente André Luiz tem paralisia localizada que afeta a coordenação motora direita, impossibilitando-o de andar durante toda a vida e forçando-o a ser canhoto. Tem um atraso cognitivo de dois anos e uma diferença de 10 cm na perna esquerda. Luiz Henrique sofre com a falta da junta em três vértebras e tem 7 cm de diferença entre a perna esquerda e direita. São crianças que tiveram muita força de vontade aprenderam a lidar com as dificuldades e também contaram com um anjo chamado mãe Natalina em suas vidas.&lt;br /&gt;Na escola passaram por certas discriminações, embora hoje já sejam os “queridinhos”. Fizeram até uma rifa para uma cadeira de rodas elétrica para o André, já que sua dificuldade é maior. E assim os dias vão passando.&lt;br /&gt;D, Natalina não foi privilegiada somente na data de seu nascimento. Deus colocou em seu caminho duas crianças especiais e assim ela pode evoluir mais do que a maioria de nós. Apesar de todas as batalhas, quando a conhecemos podemos ver que não falta amor entre ela e as crianças, são pessoas que irradiam alegria.&lt;br /&gt;Uma lição de vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3821656101373840792?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3821656101373840792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3821656101373840792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3821656101373840792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3821656101373840792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/batalha-do-dia-dia-natalina-de-lima.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5124433656722734952</id><published>2010-04-05T17:03:00.004-03:00</published><updated>2010-04-05T17:08:26.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ninho vazio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Síndrome que atinge mães quando os filhos deixam o lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Certamente você já ouviu aquela famosa frase: "a gente cria os filhos para o mundo". Parece um pouco batido, mas quem é pai e quem é mãe sabe como isso é verdade.&lt;br /&gt;Quando os filhos atingem a idade adulta, tornam-se independentes e partem para outra moradia, as mães podem experimentar uma emoção contraditória. De um lado, orgulho e sensação de missão cumprida. De outro, tristeza pela perda da presença deles. Essa situação, corriqueira na vida das famílias, pode converter-se em fonte de um problema de saúde conhecido entre os psicólogos como “síndrome do ninho vazio”.&lt;br /&gt;A expressão foi criada nos Estados Unidos, onde faz parte da tradição familiar os filhos deixarem a casa dos pais quando entram na universidade. Vão para outra cidade, para outro Estado, e começam uma vida totalmente diferente; freqüentemente moram em uma república de estudantes, têm de cuidar da própria vida - em suma, tomam-se independentes.&lt;br /&gt;Não é uma independência isenta de riscos. O consumo de álcool, e às vezes de drogas, é alto nessas repúblicas. Isto, associado à ausência, explica a ansiedade dos pais, sobretudo das mães - a síndrome do ninho vazio é mais freqüente entre elas.&lt;br /&gt;Segundo o filósofo e psicoterapeuta Romário Vieira a mulher fica exposta à solidão e ao desalento, que podem desencadear desde males como alergia, dermatite, distúrbio intestinal, dificuldade respiratória ou febre sem motivo aparente até depressão e alcoolismo.&lt;br /&gt;A maternidade ainda ocupa um lugar privilegiado na vida da mulher. Mesmo que ela trabalhe, os filhos consomem seu tempo, seus pensamentos, suas emoções e no caso da mulher que se separou e ficou com a guarda dos filhos, a adaptação à nova situação fica ainda mais difícil, pois, quem cuida dos filhos, cria um laço afetivo maior.&lt;br /&gt;“Sempre me surpreendo com meus filhos quando chegam nos feriados, nas férias, pois trazem consigo o conhecimento adquirido na nova vida, como minha filha também relata que ao retornar dos estudos está mais fortalecida.” É o que diz a dona de casa Inês Queiroz, mãe de dois filhos que moram fora, Letícia, cursando o último ano de Direito em Ribeirão Preto, Gustavo, o 3º ano de Agronomia em Uberaba. Ela espera estar preparada para quando Leandro, seu filho caçula, ainda cursando o ensino médio, seguir o seu caminho também. “Após a saída de Letícia e Gustavo senti que algo nos unia ainda mais apesar da distância, que hoje classifico em valores como amor, respeito e companheirismo.”&lt;br /&gt;Inêz está se preparando para essa nova fase da vida como mulher, mãe e administradora, buscando amparo na religião, conciliando o trabalho com atividades físicas e filantrópicas que a ajudam a se reestruturar, se prevenindo para que não se instale males como a síndrome do ninho vazio.&lt;br /&gt;“Claro que são difíceis as mudanças que acontecem em nossas vidas, principalmente quando deparamos com separações afetivas, pois não é fácil cortarmos o cordão umbilical que nos une. Contudo, ameniza sabermos que esta trajetória é para o bem e o crescimento de cada um” completa Inêz, numa demonstração de serenidade.&lt;br /&gt;"Estar bem consigo mesma é a única solução para enfrentar o problema. A mulher que construiu uma vida interessante para si certamente vai sofrer menos", diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ou seja, a melhor solução é manter uma vida rica e repleta de objetivos fora do lar mesmo quando os filhos ainda são adolescentes. Se mesmo assim a tristeza avançar, é hora de procurar a ajuda de um terapeuta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5124433656722734952?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5124433656722734952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5124433656722734952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5124433656722734952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5124433656722734952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/ninho-vazio-sindrome-que-atinge-maes.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-9077960294853033155</id><published>2010-04-05T17:00:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:09:08.708-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O mundo dos Orixás&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Culto dos ancestrais afro-brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Embora a palavra “Macumba” seja utilizada para se referir aos cultos afro brasileiros, como Candomblé e Umbanda, os seguidores dessas religiões se recusam a aceitar tal denominação. A origem da palavra “makumba” é quimbundo e significa instrumento de percussão de origem africana.&lt;br /&gt;No censo de 2000, em uma população que ultrapassava 160 milhões de habitantes, pouco mais de 525 mil &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mortesubita.org/jack/cultos-afros/teoria/diferencas-entre-umbanda-candomble-e-quimbanda"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;pessoas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; se declararam adeptas do Candomblé e da Umbanda, embora outros tantos milhares de não-adeptos freqüentem terreiros e tendas como "clientes". Os dados também revelaram que existem 397.431 Umbandistas e 127.582 Candomblecista.&lt;br /&gt;Aos olhos do leigo, Umbanda e Candomblé são duas formas de denominar um mesmo culto. Mas na verdade, são duas religiões distintas, unidas apenas pelas roupas, pelos atabaques e pelo uso do transe mediúnico.&lt;br /&gt;A começar pelas origens, o Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente e foi trazida para o Brasil através do fluxo da escravatura. Escravos de diversas tribos e nações Africanas continuaram a cultuar no Brasil os Orixás negros, suas divindades, e estiveram na origem da criação das chamadas “Casas de Santo” (Ilê), onde continuaram com os seus rituais e preceitos Africanos. As diversas origens das tribos, e as diversas regiões do Brasil onde se implantaram, deram origem às diversas Nações do Candomblé, onde o Ketu, &lt;/span&gt;&lt;a title="Língua Yoruba" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_Yoruba"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Língua Yoruba&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; (Iorubá ou Nagô em Português) é tido como o mais tradicional.&lt;br /&gt;A Umbanda, única religião criada no Brasil, foi fundada em 1908 pelo Médium &lt;/span&gt;&lt;a title="Zélio Fernandino de Moraes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9lio_Fernandino_de_Moraes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Zélio Fernandino de Moraes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, sob a influência do &lt;/span&gt;&lt;a title="Caboclo das Sete Encruzilhadas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo_das_Sete_Encruzilhadas"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Caboclo das Sete Encruzilhadas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, na cidade de Niterói e reúne conhecimentos do Catolicismo, do Kardecismo, do Budismo, do Islamismo e do Candomblé, de onde tirou a forma de vestir dos médiuns (roupas de baianas), o uso dos atabaques (instrumentos de percussão) e a nomenclatura de sete dos Orixás (Oxalá, Iyemonjá, Oxun, Xangô, Oxósse, Exú e Nanã) – adaptando também para estes Orixás cores diferentes das utilizadas no Candomblé. A Umbanda, portanto advém do sincretismo católico-feitichista, necessário numa época de grande repressão das religiões africanas no Brasil, em que era proibido o culto dos Orixás na sua forma de origem, e esta adaptação tornou-se necessária. Hoje, existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências que utilizam a palavra Umbanda, como as indígenas (Umbanda de Caboclo), as africanas (Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.&lt;br /&gt;No Candomblé os cânticos são em línguas africanas (Iorubá ou Banto), dependendo da nação de origem daquele grupo. Os cânticos da Umbanda são em português. No Candomblé o culto é voltado unicamente aos Orixás que são considerados deuses e não espíritos. Na Umbanda trabalham com espíritos como caboclos, pretos-velhos e ciganos, entre outros. No candomblé, só os Orixás podem provocar a possessão; a nenhum espírito que tenha tido vida na terra, é permitido este fenómeno. Na Umbanda é permitida a incorporação de qualquer tipo de entidade.Um dos pontos em que também Candomblé e Umbanda têm pontos de vista diferentes é no que se refere ao culto de uma das divindades mais conhecidas popularmente, por tanto se recorrer a ela para a realização de todo o tipo de trabalhos: Exú.&lt;br /&gt;Candomblé é uma religião "&lt;/span&gt;&lt;a title="Monoteísta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsta"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;monoteísta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;", embora alguns defendam a ideia que são cultuados vários deuses, o deus único para a Nação &lt;/span&gt;&lt;a title="Ketu" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ketu"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ketu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; é &lt;/span&gt;&lt;a title="Olorum" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Olorum"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Olorum&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, para a Nação &lt;/span&gt;&lt;a title="Bantu" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bantu"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bantu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; é &lt;/span&gt;&lt;a title="Nzambi" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nzambi"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nzambi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e para a Nação &lt;/span&gt;&lt;a title="Jeje" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeje"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Jeje&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; é &lt;/span&gt;&lt;a title="Mawu" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mawu"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mawu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da &lt;/span&gt;&lt;a title="Igreja Católica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Igreja Católica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com &lt;/span&gt;&lt;a title="Oferenda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oferenda"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;oferendas de animais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Comida ritual" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comida_ritual"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;vegetais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e minerais, &lt;/span&gt;&lt;a title="Cantiga de candomblé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cantiga_de_candombl%C3%A9"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;cânticos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, danças e &lt;/span&gt;&lt;a title="Roupa de baiana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roupa_de_baiana"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;roupas especiais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, como é o caso do Deus Cristão que na maioria das vezes são confundidos. O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na &lt;/span&gt;&lt;a title="África" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;África&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades", que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a &lt;/span&gt;&lt;a title="Tabela Orixas-Voduns-Nkisis" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabela_Orixas-Voduns-Nkisis"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;lista de divindades&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser "identificados" com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="Orixá" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Orixás&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico. Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários "patronos" Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros apenas são cultuados em árvores pela coletividade.&lt;br /&gt;Umbanda e candomblé são duas religiões respeitáveis, porém tão distintas quanto o protestantismo e o catolicismo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-9077960294853033155?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/9077960294853033155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=9077960294853033155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/9077960294853033155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/9077960294853033155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/o-mundo-dos-orixas-culto-dos-ancestrais.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7779987894325867451</id><published>2010-04-05T16:55:00.004-03:00</published><updated>2010-04-05T17:10:14.467-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Asilo&lt;/span&gt; Pio XII – um porto seguro.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fundado há 50 anos pelo missionário Frei Gabriel que veio da Itália e se engajou nas causas sociais do Brasil, especialmente na região de Frutal, o Asilo Pio XII, que inicialmente era uma casa de acolhimento para crianças, jovens e idosos cresceu e passou por grandes mudanças. A intensa demanda de pessoas em situações de risco e desfavorecidas fez com que a obra de Frei Gabriel se disseminasse na cidade e outras instituições surgissem, a Casa da Criança, a Santa Casa e a Igreja Nossa Senhora Aparecida.&lt;br /&gt;A Instituição Asilo Pio XII conta com uma equipe de 43 profissionais separados em turnos. São assistente social, fisioterapeuta, psicóloga, nutricionista e enfermeiras que amparam os idosos e dão toda a estrutura necessária para um envelhecimento sadio. O idoso precisa de carinho, atenção e cuidados, assim como uma criança e muitos deles não possuem ou não encontram em suas famílias, por isso um local como o asilo além de cuidar possibilita a essas pessoas atividades da vida diária que são ministradas de acordo com sua capacidade motora e mental.&lt;br /&gt;A expectativa de vida do brasileiro é cada vez maior, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que tem como critérios educação, longevidade e renda, em 2009 foi considerado de alto desenvolvimento no país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que 14,5 milhões, uma fatia de 8,6% são de idosos. De acordo com as projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS) até 2025 a população idosa no Brasil crescerá 16 contra 5 vezes a população total, o que nos dará a colocação de sexto país de maior população idosa.&lt;br /&gt;Chegar à terceira idade é atingir uma etapa que merece ser vivida com tranqüilidade e conforto. A qualidade de vida e o bem-estar são preocupações constantes do Asilo Pio XII. Os mantimentos são lacrados em gavetas e separados dos metais que são separados dos plásticos. A limpeza das louças acontece em pias separadas da higienização dos alimentos. As roupas são numeradas e organizadas para que um não use a do outro, pois são lavadas em conjunto com produtos hospitalares que fazem a desinfecção das vestimentas. Os idosos fazem cinco refeições diárias, e os que precisam de dietas especiais tem cardápio diferenciado. A entidade já passou por várias reformas e a preocupação maior é que o local seja cada vez mais apropriado às limitações dos idosos e também tenham privacidade e se sintam verdadeiramente em casa.&lt;br /&gt;O Asilo tem projetos de ressocialização que são importantes para manter o contato com a sociedade, porém um problema encontrado pela terceira idade é a falta de acessibilidade, faltam rampas e transportes adequados que facilitem a locomoção deles, por isso os passeios ficam cada vez mais escassos. O resgate do vínculo familiar é outro projeto ativo que incentiva a visita e participação dos familiares.&lt;br /&gt;As contribuições da comunidade frutalense, como leilões, quermesses, carnês mensais, campanhas de arrecadação, os recursos governamentais e o Fundo de Assistência Nacional ajudam nas despesas e manutenção do local, porém segundo a assistente social do Asilo Pio XII, Lilian Cristina Viscone da Silva o maior problema ainda é o financeiro, o asilo é um local amplo, abriga muitos idosos e tem um grande número de funcionários, isso gera um custo alto para manter uma obra de tamanha proporção. São 53 idosos dos quais apenas 12 são semi dependentes, ou seja, conseguem se locomover sozinhos, o restante, 41 são totalmente dependentes para a realização de suas atividades. A Instituição tem capacidade limite para 60 idosos, mas hoje com 53 não recebe mais por não conseguir suprir a necessidade de todos se esse número aumentar.&lt;br /&gt;Seu Ary Benine, 75 anos, de Monte Azul Paulista apesar de ser um morador recente possui um vínculo há mais tempo com a Instituição. Após o falecimento de sua esposa, 10 anos atrás, a filha Leila Aparecida Benine que é deficiente foi morar no Asilo. Desde a infância ela apresentava dificuldades nos movimentos e na fala. Vários médicos foram consultados e segundo seu Benine não conseguiram um tratamento que causasse evolução no caso de Leila, por isso a levaram para o Asilo Pio XII onde ela recebe acompanhamento diário de profissionais de saúde. Seu Ary relata que não recebe visitas de seu outro filho, mesmo morando próximos, hoje só tem a companhia da filha e ainda assim se sente só.&lt;br /&gt;Outra moradora, a mais velha em idade, dona Maria Leonel Brasileiro de 85 anos, carinhosamente apelidada de Fiuca pela mãe, foi morar no asilo após o falecimento de seu marido, há 19 anos. Fiuca nos conta que morou durante um tempo com seus irmãos e por não ter se adaptado ela mesma ligou e solicitou a ida para a Instituição. Depois de sofrer três derrames e o último ter ficado hospitalizada por 20 dias, agora passa todo tempo na cadeira de rodas e dependente da ajuda das enfermeiras. Ela admite que não gosta de ficar sozinha e que no Asilo tem a companhia de outras pessoas já que os irmãos apenas a visitam em datas especiais como em seu aniversário e no Natal.&lt;br /&gt;A sociedade deve se preparar, se aprimorar para garantir ao idoso uma situação confortável e digna. Para quem já viveu tanto as conquistas se tornam esquecidas e os laços de afeto cada vez menos sólidos. O tempo é passageiro e em cada momento da vida temos um novo olhar do mundo, na velhice esse olhar se afunila, porém a sabedoria se acumula. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7779987894325867451?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7779987894325867451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7779987894325867451' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7779987894325867451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7779987894325867451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/asilo-pio-xii-um-porto-seguro.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7238883844503670393</id><published>2010-04-05T16:55:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T17:09:54.961-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SÓ UM RETRATO NA PAREDE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por traz de um olhar desgastado com o tempo, existem muitas histórias de vida.&lt;br /&gt;Os idosos acreditam que a família seja a principal responsável por dar a eles a atenção necessária. Quando isto não acontece, esses idosos se sentem sozinhos, ignorados ou até mesmo, abandonados, levando ao sentimento de solidão.&lt;br /&gt;A partir deste sentimento de vazio sentido por eles, pode ocorrer o surgimento de doenças ligadas ao estado emocional como, por exemplo, a depressão. Além do que, por estarem em uma fase mais frágil da vida, essas pessoas podem já ter algum tipo de doença comum à idade (hipertensão, é uma delas), mas que pode se agravar, quando não tem o apoio psicológico que necessitam da família, para se tratarem devidamente.&lt;br /&gt;Outro caso comum de solidão na terceira idade, acontece quando os filhos já adultos, desistem de morar com os pais e vão organizar suas próprias vidas. Apesar das muitas experiências vividas e compartilhadas ao longo de todos esses anos, os idosos podem não saber como lidar com esse afastamento dito normal dos filhos. Outros fatores também podem ocorrer como o asilamento, os maus-tratos, a dependência de outras pessoas para cuidar deles, etc.&lt;br /&gt;O senhor João Batista Ribeiro, 70 anos, e sua esposa, a senhora Magnólia de Paula Ribeiro, 69 anos, vivem histórias parecidas com a de diversas outras pessoas da Terceira Idade. Com vários anos de união, o casal possui vários filhos e netos, mas vivem a solidão a dois.&lt;br /&gt;Em uma casa espaçosa e confortável, aqueles dois poucos moradores, se perdem e meio a tantos cômodos, onde habita o vazio. Para amenizar a saudade, a estante no canto de uma sala, é cenário para muitas fotos de seus filhos (as), netos (as), genros e noras, a família completa e perfeita aos olhos do casal, ali residem, em um local especial.&lt;br /&gt;A saúde frágil, requer cuidados e exercícios físicos. Apesar dessa precisão que seu João e dona Magnólia têm de se exercitarem, a falta de informação e mobilidade, não permite que eles cumpram essa tarefa importante que é cuidar da saúde. Eles alegam não saber exatamente onde acontecem essas atividades recreativas.&lt;br /&gt;O sorriso do casal diante do assunto ‘família’ não é totalmente sincero. Apesar da alegria em falar das pessoas que amam, eles não escondem o enorme buraco no peito, a saudade infinita. Além dos porta-retratos usados como lembrança, Pedro e Magnólia costumam ir passear no sítio durante os finais de semana, onde mora um de seus filhos e a nora, sendo este, o mais recente casamento da família Ribeiro. Este é um momento de descanso, descontração e hora de matar um pouco a saudade. Dá pra ver nos olhos do casal a satisfação ao falar dessas visitas!&lt;br /&gt;Todos os filhos deles têm suas vidas estruturadas e horários rigorosos, mas nem por isto se esquecem de seus adorados pais. É notável que a casa vazia incomoda seu João e dona Magnólia, mas nesse momento, a expressão ‘Solidão na Terceira Idade’, é substituída por ‘Companheirismo’ entre os dois.&lt;br /&gt;E enfim, enquanto os filhos não fazem uma visitinha de costume, os porta-retratos continuam a ser a companhia do casal...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7238883844503670393?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7238883844503670393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7238883844503670393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7238883844503670393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7238883844503670393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/so-um-retrato-na-parede-por-traz-de-um.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4140898548186113775</id><published>2010-04-05T16:44:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:10:58.291-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reencontro online&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é: Nós vivemos sem computador? Sem todo esse avanço da comunicação? Para aprofundarmos mais sobre esse tema procuramos nas ruas da cidade de Frutal/MG, histórias de pessoas que mudaram sua vida radicalmente por conta do avanço da comunicação, mais especificamente com a chegada da internet.&lt;br /&gt;Podemos constatar vários casos como o de Marina, 19 anos que conheceu seu namorado através de um chat e segundo Marina, nunca havia antes encontrado alguém tão especial. Eles namoram há 2 anos. Conhecemos também o Antonio, 36 anos, casado, publicitário, que fala sobre seu atual emprego em uma agencia de publicidade, conseguido através de uma conversa com um amigo no MSN. Antonio declara ter visitado várias empresas distribuindo seu currículo, mas só conseguiu seu trabalho depois de uma conversa online. Mas o fato que mais chamou a atenção foi o de uma senhora. D.Joana Maria Ribeiro de Jesus, moradora da Rua Dom Bosco, 617, 56 anos, mãe de 3 filhos, natural de Itaueira/PI. Em 1980, já casada e com uma filha de 2 anos, saiu de Itaueira/PI, devido ao emprego de seu esposo que trabalhava de encarregado numa firma de eletricidade e precisava sempre estar viajando no Brasil a fora. Com o passar dos anos e já com 2 filhos veio morar em Frutal onde fixaram residência, devido as crianças já estarem em idade escolar. No ano de 1983 teve seu terceiro filho aqui em Fruta.&lt;br /&gt;Dona Joana nos conta: “Os anos se passaram e eu perdi o contato total com meus familiares, quantas noites de sono perdi com saudades dos meus irmãos e irmãs e sem noticias deles eu sofri muito. Minha família eram apenas meus esposo Erotides, (68) meus filhos Gardenia, (31) estudante de Com. Social, Marcus(29), estudante de direito e Roberto (27) formado em geografia e atualmente estudante de direito e meus dois netinhos Mateus (9) e Ester (4). O meu filho caçula, vendo meu sofrimento e aflição em poder reencontrar meus familiares que não via a mais 29 anos, tinha acabado de colocar internet em casa e num dia de muitas pesquisas ele encontrou um site em itaueira/PI, o Itaueiranet, ele não pensou duas vezes em enviar um e-mail pedindo informações sobre nossos parentes.”&lt;br /&gt;Neste email, Roberto disse que a sua mãe nasceu em Itaueira e há mais de trinta anos foi embora para o Estado de Minas Gerais. Disse ainda que a sua mãe se chamava na época Joana Maria Soares e que deixou irmãos em Itaueira e que ela morava perto do antigo bar do Sr. Manoel do Bar, esposo de Dona Mariquinha. Ele falou também sobre o contato com pessoas da família Gualberto e que pessoas dessa família são padrinhos de uma irmã sua. Roberto disse também que tem uma tia que se chama Francisca e que é casada com um senhor chamado Quirino e moram em Itaueira.&lt;br /&gt;O jovem pediu a quem conhecesse alguma dessas pessoas citadas naquela reportagem que entrassem em contato com ele pelo seu e-mail&lt;br /&gt;E deu certo! O dono do site, Ronye, coincidentemente era parente da madrinha de Gardenia e conseguiu localizar seus irmãos e trocar seus telefones. Posteriormente Ronye entrou em contato com Roberto e Gardenia pelo Orkut e msn, podendo trocar mais informações sobre o paradeiro dos seus tios. Confira trechos de uma das conversas de Ronye e Gardenia pelo msn:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;oi Gardenia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;sou o Ronye&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Oi...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;tudo bem e vc?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;tudo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;vi sua foto com seus padrinhos&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nossa! Que bom!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;são meus parentes&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eles são CIPRIANO tb&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Entaum... parece um sonho...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;agora só não consegui identificar sua Tia&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;mas to tentando&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;tah, eu agradeço. Mais... onde meus padrinhos estão morando?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;tua mãe deixou quantos irmãos aqui&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;aqui em Itaueira&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;os 2&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;mas fa quanto tempo q tua mãe não fala com as irmãs?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;+ ou - 30 anos...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;q coisa&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;eu vou fazer 30&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;mas pq perdeu o contato&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;saí daí com uns dois anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eles não tinham casa própria e ela escrevia muito e não tinha resposta.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;sei&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ela escrevia pro Osvaldo, tio da Djanira.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;pois vou te passar o numero da casa do irmão dos teus padrinhos&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;quem?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;esse osvaldo(Dada) ja morreu faz tempo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Demazinho&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;o Valdermarzinho?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sei...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Isso mesmo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;que legal&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ronye ITAUEIRA/PI diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;ele é vereador aqui&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gardenia diz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Joana falou pela primeira vez com um de seus irmãos pelo telefone em julho de 2008 e depois disso conseguiu contato com todos os outros, vindo a saber então que uma de suas irmãs falecera. Em fevereiro de 2009 D. Joana foi passar o feriado de carnaval com seus familiares que não via há mais de 29 anos e alguns há mais de 35 anos. D. Joana fala de sua emoção: “Eu não acreditava, foi um sonho que realizei em minha vida, eu esperava encontrar meus irmãos e precisava disso antes de morrer. Agradeço muito a Deus por mais essa benção!” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4140898548186113775?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4140898548186113775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4140898548186113775' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4140898548186113775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4140898548186113775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/reencontro-online-pergunta-e-nos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3130565680703625004</id><published>2010-04-05T16:43:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:11:16.594-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vinda de universidade estadual transforma rotina da cidade de Frutal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pequena cidade frutalense aos poucos se transforma para se adaptar a chegada de novos moradores por conta da universidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desde o surgimento em Frutal da UEMG, Universidade do Estado de Minas Gerais, a cidade passou e ainda passa por muitas mudanças.&lt;br /&gt;Muitas dessas mudanças são comportamentais, já que a pequena população de 54.819 habitantes está tendo que se acostumar com a vinda, cada vez em maior número, de novos moradores. A medida que a universidade se consolida, o número de universitários estrangeiros aumenta.&lt;br /&gt;O Campus de Frutal é novo, foi oficialmente inaugurado apenas em fevereiro deste ano. A expectativa é que em 2014 a UEMG atenda a 5 mil alunos. O crescimento de Frutal em função da universidade é praticamente inevitável.&lt;br /&gt;Os moradores mais antigos reclamam, alegam não saber se o crescimento populacional, em tão pouco tempo, será favorável para a cidade, além da vontade de conservar os costumes e tradições de cidade pequena.&lt;br /&gt;Mas muitos frutalenses enxergaram uma oportunidade de ganhar dinheiro com o crescimento da UEMG.Observando que Frutal não atende a demanda de imóveis disponíveis para os estudantes, muitos moradores tiraram daí a idéia de transformarem suas residências em pensões para estudantes ou alugar imóveis para os recém-chegados.&lt;br /&gt;Segundo relatos de moradores essa é uma ótima oportunidade de aumentar a renda. No entanto a tarefa não é fácil.&lt;br /&gt;José Carlos, 58 anos, optou alugar cômodos de sua casa pra moças. “Colocar alguém em casa que mal conhecemos é difícil,mas se der certo a pessoa se torna praticamente parte da família”, afirma José carlos.&lt;br /&gt;A universidade modifica e modificará ainda mais toda a cidade. O crescimento, ordenado ou não, é inevitável e práticas como essas serão cada vez mais comuns.&lt;br /&gt;Maria Antonieta, 53 anos, esposa do Sr. José Carlos, ainda acrescenta ,”Frutal só tem a ganhar.Além da oportunidade que os próprios frutalenses ganharam, estudar em uma universidade estadual sem sair da cidade”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3130565680703625004?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3130565680703625004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3130565680703625004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3130565680703625004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3130565680703625004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/vinda-de-universidade-estadual.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6351409269267238953</id><published>2010-04-05T16:41:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T17:11:33.237-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alcoólatra ou bebe socialmente?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considerada uma doença social o alcoolismo atinge grande parte da população mundial, não importando sua classe social, econômica, racial ou mesmo faixa etária. Ninguém nasce alcoólatra, muito menos decide ser um, a evolução da dependência é quase imperceptível para quem bebe e por não se tratar de um vício não tem cura. É uma doença que qualquer um pode desenvolver dependendo dos seus hábitos e da predisposição.&lt;br /&gt;Então como saber se uma pessoa é alcoólatra? É difícil de prever, porém existem alguns fatos indicadores: o histórico de alcoolismo e doenças como a depressão na família são alguns desses aspectos. Outro indicador que favorece o desenvolvimento da dependência é a disfunção nas famílias onde há a ausência paterna ou materna, com predominância de violência, seja ela física ou verbal, sendo impossível manter um dialogo familiar. Os traumas da infância também podem ser considerados como fatores de risco para o desenvolvimento da dependência.&lt;br /&gt;Mas como não confundir o simples prazer de beber com alcoolismo? Quando o álcool começa a ser necessário e indispensável não pode mais ser prazeroso. A freqüência do consumo produz o aumento da tolerância ao álcool, ou seja, o organismo passa a necessitar cada vez mais de doses alcoólicas para realizar funções do dia a dia. Por ser difícil definir o comportamento de um alcoólatra a OMS (Organização Mundial da Saúde) adotou alguns critérios para identificação do alcoolismo como, por exemplo, o aumento da tolerância ao álcool e sintomas de abstinência como: suores e tremores nas mãos, coração acelerado, náuseas e etc. Sintomas que desaparecem com o uso da bebida alcoólica.&lt;br /&gt;Alguns estudiosos classificam o alcoolismo em algumas fases: Na fase inicial há a dependência emocional sem a dependência física.O álcool torna-se um parceiro frequente em ambientes sociais. Na fase dois há a dependência emocional ainda sem a dependência física, porém percebe-se o aumento progressivo da tolerância ao álcool. Em seguida vêm as fases problemáticas nas quais a dependência é física e emocional, com grande tolerância ao álcool, quando o ato de beber afeta a vida social. E por último, a dependência física e emocional gera sequelas físicas permanentes, como prejuízo da memória e fortes danos hepáticos.&lt;br /&gt;Uma pessoa pode desenvolver o alcoolismo dependendo dos seus hábitos, porém não existe diferença entre quem bebe cerveja e quem bebe destilado. O importante é a quantidade total de álcool ingerido. Uma garrafa de cerveja equivale a aproximadamente duas doses de destilados, a diferença é apenas na diluição. O que importa é a predisposição orgânica e psicológica e a quantidade de consumo de álcool.&lt;br /&gt;Reconhecer que a bebida se tornou um problema e que não consegue mais beber normalmente é uma das maiores dificuldades de um alcoólatra. Para ajudar quem tem dificuldade com a bebida o AA (Alcoólicos Anônimos) desenvolveu um questionário sobre a maneira de beber e seus efeitos. Anote o número de SIM respondidos.&lt;br /&gt;1. Já tentou parar de beber por uma semana( ou mais), sem conseguir atingir o objetivo?&lt;br /&gt;2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?&lt;br /&gt;3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?&lt;br /&gt;4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?&lt;br /&gt;5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?&lt;br /&gt;6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?&lt;br /&gt;7. A bebida já criou problemas no seu lar?&lt;br /&gt;8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?&lt;br /&gt;9. Apesar de provar o contrário, você continua afirmando que bebe quando quer e para quando quer?&lt;br /&gt;10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses por causa da bebida?&lt;br /&gt;11. Já experimentou alguma vez “apagamento” durante uma bebedeira?&lt;br /&gt;12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida se não bebesse?&lt;br /&gt;Se você respondeu SIM quatro vezes ou mais o AA alerta que você tem claras tendências para o alcoolismo.&lt;br /&gt;Quando perguntamos se existe alguma diferença entra uma pessoa que bebe pouco todos os dias e uma que bebe muito aos finais de semana percebemos que o dependente pesado já apresenta a síndrome de abstinência, por isso ele necessita beber diariamente para aliviar os sintomas da síndrome. Se tratando do alcoólatra o padrão de uso varia de pessoa pra pessoa além do grau de dependência. É importante acrescentar que o grau mais elevado da síndrome de abstinência coloca em risco a vida do indivíduo e necessita de cuidados médicos e internação especializada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6351409269267238953?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6351409269267238953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6351409269267238953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6351409269267238953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6351409269267238953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/alcoolatra-ou-bebe-socialmente.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2940064593518797108</id><published>2010-04-05T16:39:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T17:12:05.008-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Novas empresas no Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As dificuldades de mercado e a burocracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ENG-MINAS, empresa frutalense em funcionamento há 1 ano e 4 meses, é exemplo do quão é complicado iniciar qualquer tipo de empreendimento no Brasil. O proprietário V.S.R. relatou que a dificuldade de início é colocar no papel todo investimento a ser feito.&lt;br /&gt;"A dificuldade é a seguinte: a gente tem que pensar de antemão o que vai ter que gastar, pra por no papel qual será a determinação. Se determinarmos um valor, 40 ou 50 mil, por exemplo, podemos jogar 40 ou 50 por cento a mais", relatou.&lt;br /&gt;Para piorar, além do alto investimento, um imenso e duradouro processo para abertura de firma deve ser travado pra que, enfim, o empreendimento possa entrar em funcionamento legal.&lt;br /&gt;Confira o passo a passo para abertura de empresas no Brasil:&lt;br /&gt;1) Fazer uma consulta do CPF do empresário junto a Receita Federal, para verificar se consta algum tipo de pendência com o Governo Federal (empresas não canceladas, IRPF e outros impostos atrasados). Caso haja algum problema, o empreendedor deve primeiro regularizar a situação para depois abrir a empresa. Caso contrário, a Receita não emite o cartão do CNPJ da nova firma.&lt;br /&gt;2) Realizar uma pesquisa de nomes na Junta Comercial de seu estado, pois nossa legislação não permite que duas empresas tenham nomes iguais. Essa pesquisa, para ser bem fundamentada, deve ser extensiva ao INPI, setor de proteção ao registro de marcas e patentes.&lt;br /&gt;3) Verificar se os documentos da sede da nova empresa estão em ordem.&lt;br /&gt;4) Contratar um contador especializado em legislação de empresas.&lt;br /&gt;5) O último passo é a formalização do empreendimento, com os seguintes procedimentos:&lt;br /&gt;a) Registrar o contrato social na Junta Comercial do seu estado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Obter o CNPJ junto à secretaria da Fazenda da receita Federal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) Conseguir a inscrição junto à Secretaria da Fazenda de seu respectivo estado (isso apenas em se tratando de empresa mercantil).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;d) Obter a inscrição do cadastro do contribuinte municipal junto a prefeitura do município sede da empresa.&lt;br /&gt;e) Se a empresa for do setor alimentício, providenciar sua inscrição no setor de vigilância sanitária.&lt;br /&gt;f) Se a empresa tiver um ramo de atividade de indústria ou a ela equiparada, verificar se há necessidade de inscrição junto a Cetesb.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;g) Empresas de profissão regulamentada, tais como sociedades de médicos, dentistas, contadores, advogados, psicólogos, administradores, terão que obter o visto prévio de seus respectivos órgãos de classe, isto é, os conselhos regionais.h) Providenciar junto a uma gráfica a confecção de talões de notas fiscais, de serviço ou de venda mercantil, para registrar as receitas da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um estudo feito pelo Banco Mundial, o Brasil é o sexto país em termos de complexidade para se abrir uma empresa em todo mundo. Essas 14 ou mais etapas só não são mais burocráticas que países como Haiti, Moçambique, Laos ou Indonésia.&lt;br /&gt;Enquanto no Brasil a abertura de empresa leva, em média, 152 dias, na Austrália tudo pode ser feito via internet e se gasta incríveis 24 horas.&lt;br /&gt;Após enfrentar o árduo processo legal de abertura, V.S.R. relata que o início das atividades comerciais é muito complicado. O investimento em propagandas comerciais locais é necessário para que possa posicionar sua marca no mercado local.&lt;br /&gt;V.S.R. ressalta também que o lucro do investimento será de fato visto anos após a abertura da empresa.&lt;br /&gt;O mesmo estudo feito pelo Banco Mundial, em 2004, revela que iniciar uma empresa no Brasil e dar continuidade é inóspito, mesmo comparado a países mais pobres e atrasados. O estudo “Fazendo Negócios 2004” mostra que a atividade empresarial no país enfrenta uma combinação de fatores institucionais adversos quase sem paralelo no mundo: Justiça lenta, leis trabalhistas retrógradas, burocracia dantesca e desestimuladora para abrir uma empresa e até para conseguir fechá-la. "Em seu conjunto, o número de regras e complicações no Brasil supera o da maioria dos países da pesquisa", disse Simeon Djankov, coordenador do estudo do Banco Mundial.&lt;br /&gt;O mercado brasileiro, por si próprio, é complicado. A saturação de empreendimentos e a crise financeira já são dois obstáculos que os novos empresários devem milagrosamente superar. Já não bastasse isso, ele deve combater, também, o processo burocrático que toda empresa teme e luta, mas nem sempre vence.&lt;br /&gt;Tudo isso dá uma boa noção de como a burocracia toma conta dos processos que envolvem a relação entre os empreendedores e o governo. É lamentável ver tantas pessoas batalhando para colocar sua marca no mercado e ver o sistema burocrático de seu país fazendo de tudo para dificultar seu progresso.&lt;br /&gt;Resta perguntar o que o governo ganha com toda essa burocracia. Imaginar que, quanto mais rápido uma empresa pode ser considerada legalmente aberta, mais rápido ela pagará impostos ao governo, pode até parecer ingênuo, mas também pode ser considerado bastante inteligente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2940064593518797108?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2940064593518797108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2940064593518797108' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2940064593518797108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2940064593518797108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/novas-empresas-no-brasil-as.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7632055213350228329</id><published>2010-04-05T16:37:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T17:12:25.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diabetes: o Mal do Século&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com mais de 246 milhões de pessoas no mundo afetadas pela doença o diabetes desbanca a depressão e é considerado o mal do século.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;São 5:45. O celular desperta, é hora de tomar o comprimido que controla o diabetes. Logo depois, volta a dormir até 6:30, quando acorda para tomar 40 unidades de insulina Lantus e 4 unidades de insulina Regular, para que desta forma consiga tomar seu café da manhã sem alterações em sua glicemia (taxa de açúcar no sangue).&lt;br /&gt;É assim que começa o dia de Corina de Lima, 44, professora, que leciona das 7 da manhã até às 8 e meia da noite, com intervalos pequenos no dia, que servem para resolver seus pequenos problemas cotidianos e também são destinados para outras aplicações de insulina.&lt;br /&gt;Esta é a realidade de centenas de milhares de pessoas que vivem o tormento da fuga dos doces e o controle momentâneo de sua glicemia, que se dá através do exame feito em casa mesmo, pelo Glicosinito, aparelho que mede em segundos, através de picadas no dedo, o nível da diabetes.&lt;br /&gt;Corina afirma que vive com as pontas dos dedos furadas, devido ao exame, que chega a realizar mais de 6 vezes ao dia. “Às vezes acho que estou presa, ou melhor, acorrentada a uma vida de remédios, limitações e autocontrole” afirma Corina.&lt;br /&gt;Frutal tem um crescente número de diabéticos, o que preocupa a secretaria municipal de saúde. No entanto, não é só essa cidade mineira que vive esta situação. O mundo todo assiste o crescimento dessa doença, que começa a ser definida pelos médicos como o mal do século, desbancando a depressão.&lt;br /&gt;A preocupação maior está no número de adolescentes e crianças que herdaram ou adquiriram a doença. Especialistas afirmam que é preciso ter muito cuidado com os desfechos ao que o diabetes pode levar. Cegueira, amputações, doenças cardíacas, são as complicações mais freqüentes entre as pessoas que não conseguem controlar a doença.&lt;br /&gt;O diabetes ganhou destaque no cenário mundial. O dia 14 de novembro é o Dia Mundial de Controle do Diabetes, data na qual associações de diabéticos e profissionais de saúde promovem diversas atividades para divulgar as causas, os sintomas, o tratamento e suas complicações. Enquanto a ciência luta para desvendar os mistérios dessa doença, os diabéticos vão tentando se adequar aos novos hábitos de vida.&lt;br /&gt;“Há mais de 10 anos que sou diabética, mas afirmo que ainda não consegui me afastar dos doces. A resistência é muito mais psicológica do que física, e para mim a proibição passa a ser mais tentadora” lamenta a professora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7632055213350228329?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7632055213350228329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7632055213350228329' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7632055213350228329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7632055213350228329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/diabetes-o-mal-do-seculo-com-mais-de.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2341558007204230456</id><published>2010-04-05T16:35:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:12:44.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O machismo e a ignorância da sociedade atual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesmo com tantas evoluções, o preconceito contra a mulher perdura até hoje.Saiba como essas idéias podem influenciar a sociedade e conheça alguns casos machistas que deixaram marcas profundas na vida de muitas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Com raízes na cultura greco-romana, o machismo era pouco questionado pelas mulheres. Só a partir do século XX, quando as mesmas passaram a ter maior acesso ao conhecimento, elas começaram a reivindicar pelos seus direitos e pela igualdade. A mulher sempre foi vista, em certas culturas, como a dona de casa que cuida dos filhos e que apóia o marido em qualquer situação. O homem, o “chefe” da casa, seria aquele disposto a cuidar da família e de sustentá-la da melhor forma possível. Até hoje, no Brasil, os indícios desta classificação podem ser observados.&lt;br /&gt;Com a crença de que homens são superiores às mulheres, o machismo tem como consequência a violência doméstica, o abuso sexual e a infidelidade.&lt;br /&gt;A senhora C.D. de 60 anos, com mais de 40 de casada, conta uma história similar a muitas outras que ilustram bem a sociedade machista na qual vivemos. C.D. sempre almejou uma carreira profissional, entretanto, o marido não permitia que ela trabalhasse, alegando que não precisava, pois ele recebia um bom salário. Dona C.D era dependente dele em tudo, principalmente quando se tratava de dinheiro. “Se eu quisesse 5 reais pra comprar alguma coisa pra mim ou pra casa eu tenho que pedir pra ele. É muito humilhante!’’. Com o tempo, ocorreu uma diminuição significativa no salário do marido, e ela comenta que tudo poderia ter sido diferente se tivesse seguido uma carreira “É inevitável pensar como poderia ter sido meu futuro se eu tivesse uma carreira profissional e não dependesse de ninguém. Eu era nova, e tinha muitos sonhos. Hoje quem nos ajuda são nossos filhos. O salário do meu marido caiu muito, se não fossem eles, não sei o que seria de nós.”&lt;br /&gt;No caso dessa senhora a história não foi diferente para sua filha, que se casou com um rapaz violento e alcoólatra. C.D conta, emocionada, que quando ela mais precisou da severidade do marido, ele se mostrou indiferente, e não fez nada para ajudar a filha.&lt;br /&gt;O machismo é uma marca que fica eternamente na vida de muitas mulheres, pois elas se vêem fracas e oprimidas. Entretanto, vale à pena ressaltar que o machismo é um comportamento herdado das origens da civilização humana, do período de formação da sociedade. O conceito atual, entretanto, é resultante de um atraso comportamental de quem ainda não conseguiu observar as alterações nos costumes.&lt;br /&gt;Em fevereiro de 2010, um caso chocou a população paraense. A adolescente Samira alegou que era abusada pelo pai desde seus 8 anos de idade. O pai chegou a ser preso por cinco meses, mas acabou solto. No colo de Samira, uma criança com cerca de 3 anos. A garotinha é, ao mesmo tempo, sua filha e meia-irmã. Ou seja, a criança é filha e neta do pai de Samira, um agricultor de 43 anos. No início do ano passado, ele migrou de Pau d’Arco (PA) para Colinas, no sudeste do Maranhão, levando a jovem. Pouco tempo depois, ele foi denunciado à CPI pela irmã mais velha de Samira.&lt;br /&gt;O caso da jovem paraense exemplifica os tantos casos de abuso sexual infra-familiar. O pai vê a filha como propriedade sua, “O corpo da mulher foi encarado o tempo todo como propriedade. Antigamente, ela casava e tinha de mudar de nome, passar para o homem, como fosse uma escritura”, relata a advogada Leila Paiva, coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. “Qualquer um que tenha uma atitude machista contribui para que haja violência contra a criança e o adolescente, para que sejam tratados como objeto”, diz Leila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lei Maria da Penha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agredida pelo marido, o professor universitário Marco Antônio Herredia, durante seis anos, Maria da Penha, (também conhecida como Leticia Rabelo) foi vítima de tentativa de homicidio, na primeira vez, em 1983, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. Após as tentativas de homicídio, Maria da Penha resolveu não se calar e está constantemente engajada em projetos sociais de apoio às mulheres vítimas da violência e da impunidade.&lt;br /&gt;Esta lei alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas. A legislação também aumentou o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos e prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Política Mach ista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sediada no Chile, a ONG Latinobarômetro desde 1995 faz consultas regulamente sobre valores e opiniões na América Latina. Pesquisadores da ONG decidiram analisar sobre a discriminação da mulher na política, afim de entender a relação do eleitorado com as mulheres.&lt;br /&gt;O resultado da pesquisa é uma sociedade latino-americana ainda preconceituosa quando o assunto são as mulheres no poder. O Brasil encontra-se na média regional, não chega a ser tão preconceituoso como a América Central, mas também não é tão democrático como o Uruguai.&lt;br /&gt;Segundo a Latinobarômetro, a discriminação de gênero é um dos indicadores mais potentes para prever o grau de tolerância e de democracia que existe em um país. 1/3 dos entrevistados acha que os homens sabem lidar melhor com a politica que o sexo oposto.&lt;br /&gt;Três temas fundamentais para medir a discriminação que as mulheres sofrem nas sociedades latino-americanas foram abordados: o trabalho, o dinheiro e a política.&lt;br /&gt;Algumas perguntas foram repetidas, feitas anos atrás, e chegou-se a conclusão que que não há evolução com relação ao trabalho e à política, mas em relação ao dinheiro se observa mudança para melhor no espaço de cinco anos.&lt;br /&gt;Infelizmente, o papel da mulher para muitas pessoas ainda é cuidando dos filhos e do lar. Idéia arcaica que deveria ser repensada, pois muitas mulheres tiveram um papel muitíssimo importante na história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mulheres e a História&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, houve uma mudança cultural dos papéis atribuídos às mulheres. Muitas tiveram um papel essencial para tais mudanças e acabaram colocando seus nomes na história. Entre elas se destacam Anita Garibaldi, "a heroína de dois mundos", Betty Friedam, americana, uma das precursoras do feminismo, que escreveu vários livros sobre o tema; Caroline Herschel, astrônoma e matemática alemã; Frida Kahlo, pintora mexicana; Katharine Graham, jornalista americana, a primeira mulher poderosa da mídia e presidente do The Washington Post; Cleópatra, Elizabeth I, Evita Perón, Indira Gandhi, Lady Di, Joana D’Arc, Madre Teresa de Calcutá, Margaret Thatcher, Maria Bonita, Marilyn Monroe e Simone de Beauvoir, entre outras, tiveram grande importância em diversas áreas.&lt;br /&gt;A luta pela democratização das relações de gênero persistiu e com a Constituição Federal de 1988 na qual a mulher conquistou a igualdade jurídica.&lt;br /&gt;Apesar dos preconceitos, o homem deixou de ser o chefe da família e a mulher passou a ser considerada um ser tão capaz quanto o homem.&lt;br /&gt;Se a repressão perdurou por várias fases históricas, e ainda há pessoas com idéias retrógradas, hoje muitas mulheres respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos como o avanço no mercado de trabalho (apesar do sexo masculino ainda ganhar mais) e o direito ao voto. É como diz a frase da primeira dama da Califórnia, Maria Shriver: "Mulheres bem-comportadas não fazem história.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2341558007204230456?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2341558007204230456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2341558007204230456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2341558007204230456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2341558007204230456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/o-machismo-e-ignorancia-da-sociedade.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6633853830370151965</id><published>2010-04-05T16:31:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:13:07.549-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pé de pato, mangalô, três vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Sexta-feira 13, mês de agosto, um gato preto cruza seu caminho enquanto você passa embaixo de uma escada. Assustado com essa cena? Se a resposta é sim você faz parte do time dos supersticiosos.&lt;br /&gt;Mas afinal, o que são superstições? Trata-se de crenças sem base na razão, que levam o indivíduo a criar falsas obrigações, temer coisas inofensivas ou até depositar confiança em coisas absurdas para evitar que algo ruim aconteça ou para atrair uma boa conseqüência.&lt;br /&gt;Esses pensamentos têm origem em um passado no qual o homem enxergava o mundo de uma forma mágica, acreditando que diversos fatores sobrenaturais podiam interferir diretamente no seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;Passadas de geração em geração, essas crendices incorporaram-se em nosso dia-a-dia. São hábitos e gestos que, por vezes, são feitos quase que involuntariamente. Por exemplo: levantar com o pé direito, bater três vezes na madeira para isolar coisas ruins.&lt;br /&gt;Até mesmo algumas pessoas que não se dizem supersticiosas, acabam, em algum momento, se deixando levar por essas crenças. É o caso de Elizângela Diniz, 28, universitária, que quando questionada, afirmou não ser supersticiosa, porém ao longo da entrevista revelou ter certas “manias” quando assiste a jogos de futebol.&lt;br /&gt;Já em outros casos essas práticas ditam o modo de viver de muitos. Pessoas que realmente acreditam que esses hábitos mudarão suas vidas para o bem ou para o mal, e que, de certa forma, vêem essas consequências acontecerem de verdade.&lt;br /&gt;É o caso de Maria das Graças, 58, dona de casa, que diz não poder ver três urubus juntos no céu que coisas ruins já começam a acontecer no seu dia. “Eu procuro nem olhar para o céu, pra evitar ver o que não quero. Quando acontece de eu ver apenas um urubu, eu já olho pra baixo pra não correr o risco de ver mais dois. Eu não acho que seja coisa da minha cabeça, acredito mesmo que minhas superstições são verdadeiras e realmente influenciam na minha vida. Sou prova viva disso.”&lt;br /&gt;Pessoas consagradas também não ficam livres das superstições. Um exemplo é o Rei Roberto Carlos, que já chegou a nunca marcar shows no dia 13, gravar discos em agosto ou usar roupas de cor marrom, roxa ou preta. No caso do cantor, essas “manias” preencheram sua vida de uma maneira tão forte, que evoluíram para o chamado “Transtorno Obsessivo Compulsivo” ou “TOC”. Doença em que a pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis e que, apesar de parecerem sem sentido, são difíceis de afastar de sua mente, só sendo aliviados temporariamente por determinados comportamentos.&lt;br /&gt;Diante disso, fica a dúvida: as superstições são mesmo pequenos gestos inofensivos ou deve-se ter mais atenção com elas? O que se sabe é que esses costumes já foram incorporados na nossa cultura e dificilmente serão esquecidos. Mas fica o alerta para o risco de se entregar completamente a essas crendices e ter a vida controlada por elas.&lt;br /&gt;De qualquer forma, as superstições foram uma forma que alguns encontraram de aliviar medos e ansiedades de um futuro incerto. Mesmo que elas possam apresentar o chamado “efeito placebo”, ou seja, apenas funcionar por causa da força do pensamento de quem a faz, elas não deixam de ser um modo de superar esses medos.&lt;br /&gt;E se até Niels Bohr (1885 - 1962), ganhador do Prêmio Nobel de física, mantinha uma ferradura pregada acima da porta de sua casa para trazer a satisfação a ela, por que não se pode fazer uma figa para chamar a sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Embora muitas pessoas sigam rigorosamente algumas superstições, quase ninguém sabe de onde elas vieram. Algumas têm origens sobrenaturais, outras absurdas e outras propositais. O hábito, por exemplo, de bater na madeira para espantar o azar vem de vários povos antigos, como os índios do continente americano. Eles acreditavam na crença de que as árvores eram as moradas dos deuses. Então sempre que eles sentiam alguma culpa era só bater na madeira para pedir perdão.&lt;br /&gt;Já o azar atraído pelos gatos pretos vem da Idade Média, quando se acreditava que as bruxas se transformavam nos felinos negros para andarem livremente pela noite. Por isso, a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Já para os místicos, quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.&lt;br /&gt;No caso dos sete anos de azar quando se quebra um espelho a história teve origem com os antigos gregos que tinham um método divino em que era utilizada uma tigela com água para refletir o futuro da pessoa que olhava. Durante a consulta, se a tigela caísse e quebrasse significava que a pessoa morreria ou teria péssimos dias. Os romanos acrescentaram que o infortúnio duraria sete anos. Quando os primeiros espelhos apareceram, ainda na idade media, a superstição passou a ter caráter econômico: dizia-se aos empregados que quebrar os objetos dava azar, já que eles eram muito caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exemplos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Veja agora algumas superstições e explicações* sobre elas:&lt;br /&gt;Se apontar para uma estrela, nascerá uma verruga no seu dedo - &lt;em&gt;além do mais, é feio apontar para os outros.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não vista roupa ao avesso - &lt;em&gt;isso ainda não está na moda.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Se cair um garfo, é porque um homem vai chegar – &lt;em&gt;claro, o garfo manda um sinal sonoro que somente os homens escutam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Se a palma da mão esquerda coçar, sinal de dinheiro chegando - &lt;em&gt;ou simplesmente porque você não trata dessa sua alergia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não abra guarda-chuvas dentro de casa - a&lt;em&gt; menos que você não tenha onde se esconder da goteira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Se comer um biscoito grudado no outro, sinal de que terá gêmeos. - &lt;em&gt;Sim! Os biscoitos grudados fizeram um acordo com a genética humana.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Se tropeçar ao descer uma escada, atrairá a morte. - &lt;em&gt;É obvio, dependendo do numero de degraus você pode atrair a morte bem mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Passar em baixo de uma escada traz azar - &lt;em&gt;principalmente se em cima dela estiver um pintor segurando varias latas de tinta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* essas explicações têm o objetivo de fazer uma leitura bem humorada das superstições, não querendo ofender quem acredite nelas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6633853830370151965?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6633853830370151965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6633853830370151965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6633853830370151965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6633853830370151965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/pe-de-pato-mangalo-tres-vezes-sexta.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4282158581089260555</id><published>2010-04-05T16:30:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T17:13:39.934-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Criminalidade preocupa frutalenses&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguidos casos de furtos e tentativas de homicídios deixam população de Frutal em alerta&lt;br /&gt;Nas últimas semanas a cidade de Frutal tem enfrentado uma onda de criminalidade preocupante. Diversos casos de furtos e tentativas de homicídio têm ocorrido em diferentes pontos do município, levando a população a se questionar sobre o que estaria causando esse aumento dos delitos.&lt;br /&gt;A cidade de Frutal, de acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contava com 51.766 habitantes em 2007. A estimativa de população atual é de cerca de 55.000 pessoas, o que equivale a aproximadamente 6,2% de crescimento, quase o dobro da média do país, que é de 3,4% no mesmo período.&lt;br /&gt;Com o crescimento evidente de Frutal, é normal que áreas que contribuem para o IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade cresçam também, como a saúde e a educação; do mesmo modo, índices prejudiciais ao bem-estar da vida na cidade, como o trânsito e a criminalidade, apresentam a mesma tendência.&lt;br /&gt;Um dos casos que corroboram essa tendência ocorreu no último domingo, dia 14. Os jovens A.C.N.(27), D.R.F.(17) e V.W.J.B.(20) entraram em contato com a polícia alegando terem sido vítimas de vários disparos efetuados por um carro modelo Gol BX, de cor bege, no bairro XV de Novembro. Localizado pouco depois pela Polícia Militar, o carro pilotado pelo senhor C.M.V. foi abordado e seu condutor conduzido a Delegacia de Polícia, de onde foi levado para o Hospital Frei Gabriel, devido a uma agressão pela vítima D.R.F. durante a confecção do boletim de ocorrência.&lt;br /&gt;Outro caso ocorrido no mesmo dia foi o de um adolescente não identificado, que foi alvejado por um disparo quando se encontrava na Praça da Abadia, sendo atingido no ombro esquerdo. De acordo com o relato do mesmo, o disparo também teria partido de indivíduos residentes do bairro XV de Novembro, pra onde os mesmos teriam fugido.&lt;br /&gt;Morador de Frutal desde que nasceu, M.C.A., de 27 anos, declara que apesar de ter sido assaltado à mão armada pela primeira vez recentemente, ainda se sente seguro na cidade, mas que se as ocorrências continuarem aumentando gradativamente, a situação pode chegar a um nível alarmante.&lt;br /&gt;Uma das medidas tomadas para controlar a criminalidade foi mais uma reunião entre a Polícia Militar e a Polícia Civil de Frutal, realizada na sede da Copasa na quarta-feira dia 10. Parte do Programa Ação Integrada de Segurança Pública, o Aisp, a discussão foi útil não apenas para debater os delitos que já ocorreram, mas também para tomar medidas preventivas visando melhorar a segurança da cidade, de acordo com o capitão Marcelo Geraldo Lemos, sub-comandante da 4º Companhia Independente de Polícia Militar. “A união entre a Polícia Militar e a Policia Civil tem trazido bons resultados”, diz o capitão Marcelo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4282158581089260555?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4282158581089260555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4282158581089260555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4282158581089260555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4282158581089260555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/criminalidade-preocupa-frutalenses.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-8214289807782716515</id><published>2010-04-05T16:28:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T17:14:03.194-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Março: o mês delas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O dia 8 de março é marcado por comemorações pelo dia Internacional da Mulher. No entanto, estas comemorações e homenagens não se restringem apenas à data em si, mas ocorrem por todo o mês fazendo reverência às muitas mulheres que fizeram história na conquista da independência feminina. Essas mulheres serão eternizadas pela coragem e força que exerceram na luta pela defesa de seus direitos como cidadãs e na conquista pelo mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Em meio a este rol de “mulheres coragem” existem muitas que não são conhecidas, mas que também foram grandes combatentes na busca de seus ideais.&lt;br /&gt;Para homenagear estas combatentes anônimas, um exemplo que serve como modelo de mulher que vive a frente do seu tempo, é a comerciante Delfina Luzia do Carmo que, aos 74 anos, comemora 37 de atividade no comércio.&lt;br /&gt;A empresária veio com a família para Frutal no ano de 1969, trazendo na bagagem o sonho de oferecer aos cinco filhos uma vida digna, com boa educação e ensino de qualidade. “Mas como formá-los se mal tinha leitura?”- relembra a entrevistada- ao que responde convicta: “Era preciso trabalhar!”.&lt;br /&gt;Logo, tratou de por em prática suas ideias. Começou a trabalhar como costureira e, em 8 de agosto de 1973, associou-se à cunhada Angelina e, juntas, montaram uma loja voltada ao público feminino.&lt;br /&gt;Com trabalho e esforço conseguiu educar e formar seus filhos. “Juceir se formou professora, mas atualmente não exerce a profissão; Julmair é dentista; Adair, médica pediatra; Adi formou-se em economia e hoje é empresário e fazendeiro”, ela cita satisfeita a formação oferecida aos filhos. Aci, irmão gêmeo de Adi, faleceu em um acidente aos 33 anos. Cerca de cinco anos após a morte do filho, veio a ficar viúva.&lt;br /&gt;Dona Delfina, como é conhecida, sente-se orgulhosa quando lembra que sua loja era uma das mais requintadas da época. Segundo ela, a única do segmento que sobreviveu ao longo dos tempos. Apesar de todas as dificuldades em manter a loja, Dona Delfina conseguiu consolidar a empresa que figura como destaque no ramo. O sucesso empreendedor reflete também nas colaboradoras. Erci, que há 35 anos trabalha com fidelidade, relata ter construído sua vida trabalhando na loja, e Edilene, que completou 12 anos de dedicação e companheirismo.&lt;br /&gt;Além de empresária dedicada, ela é muito preocupada em fazer caridade. Católica praticante, é membro da Pastoral da Saúde e é Ministra Extraordinária da Eucaristia- cargos exercidos por ela frente à igreja. Em 2007, conheceu parte da Europa junto a um grupo de amigas da igreja, realizando um sonho de muitos fiéis católicos que é o de conhecer o Vaticano.&lt;br /&gt;Dona Delfina entre as funcionárias Erci e EdileneA idade não é empecilho para a comerciante que viaja pessoalmente a São Paulo para comprar mercadorias para sua loja. Muito dinâmica e com muito vigor, adora viajar e conhecer novos lugares, mantendo-se sempre alegre e sorridente. E, em meio a tantas mulheres batalhadoras, dona Delfina fica como exemplo de superação e coragem na conquista de seus ideais provando, mais uma vez, toda a força poder da mulher ao longo dos anos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-8214289807782716515?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/8214289807782716515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=8214289807782716515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/8214289807782716515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/8214289807782716515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/marco-o-mes-delas-o-dia-8-de-marco-e.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-925484093941352931</id><published>2010-04-05T16:26:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T17:14:22.297-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em busca da terra do Tio Sam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“E quem não quer conhecer a terra do Tio Sam?” - Kêmyla Izabel Borges, 21 anos, sobre a experiência de viver na América.&lt;br /&gt;Um dos símbolos mais famosos dos Estados Unidos trata-se de Tio Sam, nome que veio de uma lenda urbana, que conta que soldados americanos, no norte de Nova York recebiam barris de carne com as iniciais U.S. (de United States, que significa "Estados Unidos" em português) estampadas, teriam brincado, dizendo que as iniciais significariam Uncle Sam ("Tio Sam"), uma referência ao dono da companhia fornecedora da carne. O nome, presente na literatura do país, teve grande utilização na guerra anglo-americana em 1812. Com o passar do tempo se popularizou, obteve um desenho com cores da bandeira do país e o cartunista thomas Nast, em 1870, inspirou-se no rosto do presidente Abraham Lincoln para dar vida visual a este símbolo.&lt;br /&gt;Contudo, uma questão intriga muitas pessoas. Por quê, mesmo em tempos de crise econômica, os EUA, a querida terra do Tio Sam, continua sendo alvo para a busca de uma vida melhor?&lt;br /&gt;Matheus Souza Santos, de 14 anos, estudante, trabalha em uma pequena empresa de forros e divisórias na cidade de Frutal e diz: “tenho o sonho de ir para os EUA em busca de trabalho e principalmente aprender inglês, uma língua que aprecio e tenho vontade de aprimorar”.&lt;br /&gt;A fala do entrevistado remete ao célebre conceito do the american way of life (o estilo de vida americano), que mais que um simples dizer, é de fato um estilo de vida, que surgiu no século XVII, mas só ganhou fama durante a Guerra Fria, e que, convenhamos, ainda tem a melhor publicidade do mundo, pois é sonho, desejo, fixação, não só dos brasileiros, mas de vários outros países, o grande exemplo econômico do capitalismo universal.&lt;br /&gt;Em 1980 o Brasil entrava em crise, por toda a década o país enfrentou problemas inflacionários gravíssimos, recessão econômica, exportações paradas, levando o país a tomar medidas drásticas, como as restrições de créditos, aumento de juros, corte nos gastos públicos e alteração da política salarial. Esta época ficou conhecida por toda América Latina como “a década perdida”, e a decepção da maioria dos brasileiros com tantos planos econômicos falidos, motivou milhares de pessoas a deixarem sua terra natal, buscando melhorias no setor de emprego e também na qualidade de vida. Os brasileiros enxergaram o quão mais verde era grama do vizinho.&lt;br /&gt;Kêmyla relata: “desde criança tive vontade de viver, conhecer a cultura, saber de fato como é morar na América do Norte; também pela língua, que sabemos que hoje é o mais comum no mundo todo; portanto, olhando por uma perspectiva profissional pude enxergar "oportunidades" nessa experiência”. Hoje ela esta morando em Mililani Town, uma pequena cidade localizada no centro da ilha de Oahu. Chegou á cidade por meio do Au-Pair, um programa que dá a oportunidade de estudar, trabalhar como babysitter (babá) e viver nos EUA como membro de uma família americana. O salário é "razoável" considerando os benefícios que se obtém.&lt;br /&gt;Matheus é um exemplo de pessoa que tem fascínio pelos EUA. Ele gostaria de conhecer Nova York e Nova Jersey, por serem centros movimentados, com alta tecnologia; “gostaria de trabalhar com informática, fazer cursos, trabalhar em escritórios, ganhar mais pelo que faço, sendo valorizado de verdade. Os Estados Unidos pode me dar uma visão ampla sobre empregos, por ter multinacionais e empresas renomadas”.&lt;br /&gt;Essa nação é um dos maiores centros culturais do mundo, berço de sociedades literárias, cheia de museus que descrevem o mundo por milênios, com a paixão pelo beisebol, basquete, hóquei e o futebol americano. Esse país representa muito mais do que a maior economia do mundo, com exemplos de uma sociedade bem sucedida em cada metro quadrado de seu território. Assim, a entrevistada Kêmyla completa: “nas horas vagas, aqui em Mililani Town, vou para a praia; mas há alguns parques, além de interessantes centros culturais, e a noite, temos varias opções, desde requintados restaurantes a night clubs animadíssimos, pub's, cinemas e etc, o país todo é assim, um sonho”.&lt;br /&gt;Em suma, esse mundo chamado EUA, que está em constante crescimento, e que mesmo enfrentando sua maior crise econômica, não perde a pose, continua recebendo todas as nações. Os estadunidenses ainda acreditam na superação, e na sua terra mãe, para se manter como grande exemplo de determinação e perseverança no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-925484093941352931?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/925484093941352931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=925484093941352931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/925484093941352931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/925484093941352931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2010/04/em-busca-da-terra-do-tio-sam-e-quem-nao.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4610679907183715604</id><published>2009-10-02T11:20:00.001-03:00</published><updated>2009-10-02T11:22:42.384-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O próximo passo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como na vida das pessoas a data do aniversário é um bom momento para realizar um balanço do que se tem feito e quais os novos rumos a seguir, no aniversário de uma cidade também não é diferente.&lt;br /&gt;Frutal tem muito a comemorar? Sem dúvida. Os últimos anos têm sido pródigos em realizações para a cidade. As indústrias, a UEMG, o fortalecimento do hospital Frei Gabriel - são inúmeras as conquistas.&lt;br /&gt;Esta onda de desenvolvimento não pode ser passageira. É necessário que se crie um ambiente favorável para que este crescimento continue acontecendo de forma consistente e progressiva. Aliar o desenvolvimento físico ao desenvolvimento intelectual e cultural é o próximo passo.&lt;br /&gt;Sempre disse que a gente de Frutal reproduzia com perfeição as mazelas e as qualidades que se via na população do país. Está na hora de se começar a mudar este quadro. Se é importante manter qualidades como a capacidade de improvisação, a generosidade, o empreendedorismo, é fundamental combater maus costumes como o do compadrio, da politicagem miúda, do jeitinho, do levar vantagem, da falta de compromisso com o que é público.&lt;br /&gt;Nesta mudança, a vinda do campus de uma universidade estadual pode ser o divisor de águas. O cotidiano acadêmico qualifica o modo de pensar de uma comunidade. Gente vinda de todos os cantos deste país estará na cidade participando do seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;Esta efervescência intelectual de alunos e professores não pode ser desperdiçada. Os projetos de uma Frutal do século XXI devem passar, necessariamente, pelo debate desta massa crítica que estará plenamente disponível em nossa cidade.&lt;br /&gt;A evolução da educação, da saúde, das práticas administrativas, enfim, da qualidade de vida do cidadão frutalense, pode estar atrelada ao bom uso que se fizer deste imenso potencial transformador que o conhecimento possui. &lt;br /&gt;Por que não fazermos de Frutal um laboratório de novas práticas de gestão pública, de iniciativas de mudanças sociais e econômicas, de transformações educacionais e ambientais?&lt;br /&gt;Mudar o país, o estado, até mesmo a região, pode estar fora de nosso alcance. Tornar nossa cidade em um modelo de comunidade progressista e próspera é possível. Só depende de nós. Que saibamos ter a coragem e a ousadia que distinguem os visionários, responsáveis por todas as revoluções.    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                              &lt;br /&gt;Parabéns Frutal, parabéns frutalenses. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4610679907183715604?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4610679907183715604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4610679907183715604' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4610679907183715604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4610679907183715604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/10/o-proximo-passo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3105458811934789018</id><published>2009-08-24T09:04:00.001-03:00</published><updated>2009-08-24T09:06:52.596-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma observação contundente sobre estes tempos que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“ A corrupção nasce junto com a política. Nem por isso tem de ser considerada um dado da paisagem. Tentar transgredir as regras do jogo faz parte do jogo. Mas é preciso punir aquele que for malsucedido, aquele que for pego. E quem escapa? Bem, o que a gente não sabe, os cofres públicos sentem, é claro. Mas, se não o sabemos, não há como punir. O mal maior está no malfeito descoberto que resta impune. A impunidade desmoraliza as instituições e rebaixa o padrão de exigências dos cidadãos, tornando-os mais tolerantes com o intolerável.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="ÉTICOS PROFISSIONAIS, CORRUPÇÃO E POLÍTICA" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eticos-profissionais-corrupcao-e-politica/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÉTICOS PROFISSIONAIS, CORRUPÇÃO E POLÍTICA &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Reinaldo Azevedo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vejo que alguns analistas políticos lastimam o que chamam a “decadência” do PT ou a “perda de seus valores éticos”. E fico cá me perguntando, cheio de certezas: não terá sido sempre assim? É que o partido não tinha tido a chance de demonstrar todo o seu talento. As coisas, as pessoas e as instituições não se tornam aquilo que essencialmente não são. Se o PT não tivesse a intimidade fundadora com a corrupção, não teria se deixando corromper. É simples. Tanto a pobreza quanto a riqueza podem gerar o santo e o bandido. A diferença que faz um e outro não está no meio, mas no indivíduo, em suas escolhas. O PT não se transformou nisso que vemos porque o sistema político o forçou a tanto. Dado o sistema político, ele escolheu ser assim.&lt;br /&gt;Pessoas que participaram da fundação da legenda e que a deixaram faz tempo — alguns rompendo pela esquerda; outras, pela direta; outras ainda ficaram apenas enfaradas — relatam que, também em matéria partidária, o menino é o pai do homem; o PT inicial definiu o PT que aí está. Não há contradição nenhuma. Quem quiser maiores esclarecimentos deve procurar saber por que Cesar Benjamin e Paulo de Tarso Venceslau romperam com o partido. Não tenho a menor intimidade ideológica com eles. Mas o que relatam indica que houve apenas uma mudança de escala. Quando menino, o PT tinha uma amoralidade de menino; adulto, tem uma amoralidade de adulto. “Mas é só ele?”, logo pergunta um petista tentando dividir o fardo.&lt;br /&gt;Não! A corrupção nasce junto com a política. Nem por isso tem de ser considerada um dado da paisagem. Tentar transgredir as regras do jogo faz parte do jogo. Mas é preciso punir aquele que for malsucedido, aquele que for pego. E quem escapa? Bem, o que a gente não sabe, os cofres públicos sentem, é claro. Mas, se não o sabemos, não há como punir. O mal maior está no malfeito descoberto que resta impune. A impunidade desmoraliza as instituições e rebaixa o padrão de exigências dos cidadãos, tornando-os mais tolerantes com o intolerável.&lt;br /&gt;Por que o PT é um desastre ético para o Brasil? Estaria ele obrigado a ser mais correto do que os outros? Não tem ele também, como refletiu certa feita uma bruxa disfarçada de pensadora de esquerda — ou seja, uma bruxa disfarçada de bruxa —, o direito de fazer das suas, a exemplo das outras legendas? Pra começo de conversa, ninguém tem o direito de fazer a coisa errada. Ocorre que o PT é a única legenda fundada sob a bandeira da “ética na política” — transformando numa espécie de horizonte utópico o que deve ser apenas um meio, um instrumento, da ação política. Atuar politicamente para tornar o mundo “ético” costuma ser a vocação de ditadores. Quem entendia do riscado já percebia ali uma das sementes do que viria.&lt;br /&gt;Partidos políticos dignos desse nome têm projetos de poder e se obrigam a pensar a sociedade no seu conjunto. Não são curas de aldeia, não são bedéis de colégio, não são catecúmenos. Ser ético não é um de seus objetivos, mas construir uma usina pode ser. Ser ético não é um de seus objetivos, mas erguer escolas pode ser. Ser ético não é um de seus objetivos, mas implementar programas sociais pode ser. A ética atravessa verticalmente todos esses temas. É preciso ser ético construindo usinas, escolas e programas sociais. É preciso ser ético para tomar um sorvete — ou você ainda acaba roubando o sorveteiro.&lt;br /&gt;Quando o PT assumiu como bandeira “a ética na política”, ele a seqüestrou. Tomando o lema como horizonte, passou a justificar todas as suas ações em nome daquele devir, daquela utopia. Não demorou, e logo começou o esforço para justificar o que não parecia compatível com a sua pureza. Se alguém se torna o dono da ética, tudo o que ele fizer estará imantado por essa vocação. Se o dono da ética é também seu monopolista, está feito: pode mentir, pode roubar, pode matar. A alegoria perfeita para esse comportamento, não tem jeito, é mesmo A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Assim agiram os porcos depois que fizeram a sua revolução contra os fazendeiros bípedes. Com o tempo, os novos donos do poder perceberam que era preciso celebrar a paz com os Sarneys — e, para tanto, foi preciso até eliminar alguns adversários internos.&lt;br /&gt;O PT ainda está convencido de que é dono da ética e que pode usá-la como escudo. O senador Aloizio Mercadante deu a prova inconteste do que digo. Cheio de indignação, em nome da ética, anunciou seu descontentamento com a ordem de Lula para salvar José Sarney e disse que renunciaria à liderança. Horas depois, subia à tribuna de um Senado quase vazio — dos petistas, restou apenas um para ouvir o seu trololó — e anunciava o dia do “Fico”. Começou com “aquilo” roxo e terminou com “aquilo” amarelo… Nos dois casos, Mercadante estava sendo “ético”.&lt;br /&gt;Eu não tenho grandes ilusões sobre esse partido ou aquele. O que espero é que se organizem para fazer o que tem de ser feito, empregando os tais meios éticos, uma obrigação. Acontece que há na imprensa, não só na brasileira, e em certos setores bem-pensantes a vocação para a mistificação e a mitificação.  Vejo o que se dá agora com Marina Silva.&lt;br /&gt;Os criadores de mitos tentam nos fazer crer que ela rompeu com o PT porque, afinal, já não suportava aquela “ética”. É mesmo? Quer dizer que ela suportou bem o caso Waldomiro, o mensalão e o dossiê dos aloprados, mas não resistiu à MP da Amazônia? Podia conviver com a ética que abrigava aquelas práticas e achou que só o suposto desatino do governo na área ambiental é que o tornou impróprio? Posso até achar, como acho, que Marina cria problemas para o PT. Mas não vou aplaudi-la por isso.&lt;br /&gt;Eu não tenho a menor paciência para éticos profissionais. Cedo ou tarde, acabam, a exemplo de Lula, aderindo à Teoria da Bravata.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3105458811934789018?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3105458811934789018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3105458811934789018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3105458811934789018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3105458811934789018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/08/uma-observacao-contundente-sobre-estes.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7226669215911489467</id><published>2009-07-20T10:57:00.001-03:00</published><updated>2009-07-20T10:59:16.412-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma lição do maior dos modernistas, nestes tempos cinzentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que diria Graciliano Ramos ao ver Lula e Collor sorrindo abraçados em Palmeira dos Índios? E ao ouvir o presidente dizer que não se pode governar por compadrio? O autor de Vidas Secas foi prefeito da mesma cidade alagoana durante dois anos, 1928 e 1929, e sobre esse período escreveu relatórios administrativos que, por seu artesanato verbal, dispensam qualquer modorra de burocracia. Já reunidos em livro, são parte integrante de sua grande obra.&lt;br /&gt;Um deles dizia: “Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restaram poucos: saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem com suas obrigações e, sobretudo, não se enganam nas contas. Devo muito a eles.” E: “Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos disparates. Todos os meus erros, porém, foram da inteligência, que é fraca. Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. Não me fizeram falta.”&lt;br /&gt;O discurso é parecido, embora muito mais mal escrito, mas a diferença está na ação. Collor, afinal, é agora um nome-chave de Lula na CPI da Petrobras, como Sarney tem sido fundamental para o acordo entre PT e PMDB para o apoio a Dilma Rousseff. Ambos representam a oligarquia que impera na máquina pública em todos os níveis e que Graciliano criticou nos relatórios e em obras como São Bernardo. Ele certamente não aprovaria o compadrio com esses dois poderosos clãs regionais.&lt;br /&gt;Ao ser informado dos atos secretos do Senado, talvez repetisse: “Há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal.” Não compreenderia os cargos distribuídos a genros, mordomos, motoristas, netos; as verbas desviadas para uma fundação cujo estatuto contradiz a autoridade; os enganos nas próprias contas. Compreenderia menos ainda a complacência a tais práticas sob alegação de que são feitas por homens incomuns, acima do bem, do mal e das leis.&lt;br /&gt;Graciliano não era de mensalões, de jardins, de Delúbios e PC Farias; era o contrário disso tudo. Foi prefeito tão correto que se viu obrigado a renunciar. Melhor para a literatura, que ganhou romances como Angústia. Pior para a política, cujas cenas não provocam outro efeito senão o que descreve a mesma palavra. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Do blog do Daniel Piza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7226669215911489467?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7226669215911489467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7226669215911489467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7226669215911489467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7226669215911489467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/07/uma-licao-do-maior-dos-modernistas.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-665699894833100478</id><published>2009-06-22T17:23:00.006-03:00</published><updated>2009-06-22T17:47:47.441-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sj_qmT-mL3I/AAAAAAAAABg/gToqmsJAXL8/s1600-h/lamounier_alias.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350252826258190194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sj_qmT-mL3I/AAAAAAAAABg/gToqmsJAXL8/s400/lamounier_alias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Corrupção - um mal brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma boa entrevista com o sociólogo Bolívar Lamounier sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Admitamos: somos corruptos'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ganharia se assumisse a queda que tem para a transgressão e os ilícitos, afirma Bolívar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria - O Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SÃO PAULO - A história de Daniel Dantas se confunde com a do Brasil nos últimos 15 anos. Aluno dileto do economista Mário Henrique Simonsen, foi cogitado para o Ministério da Fazenda no governo Fernando Collor e teve atuação de destaque na venda de estatais. É também uma história passada na iniciativa privada, sempre sinuosamente entrelaçada com a política e o governo. Primeiro, pelas mãos de Antonio Carlos Magalhães, conterrâneo e protetor político. Então, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, nas estreitas relações com economistas ligados ao Plano Real, como Pérsio Arida e Elena Landau. Agora, no governo Lula, com petistas como Luiz Eduardo Greenhalgh e José Dirceu.Dantas dominou manchetes e conflitos acionários, cultivou inimigos poderosos na iniciativa privada e no Planalto. Preso pela Polícia Federal, provocou uma briga jamais vista, com procuradores e juízes federais se levantando contra o Supremo Tribunal Federal. É uma história que insinua profundos veios de corrupção nas entranhas do Estado. "O Brasil é essencialmente corrupto e precisamos encarar isso", diz o cientista político Bolívar Lamounier, autor, com outros estudiosos, de Cultura das Transgressões no Brasil (Ed. Saraiva). "Vivemos há cem anos a ilusão de que com o crescimento econômico e a melhoria educacional tudo vai melhorar. O País está mais rico e, ao que tudo indica, mais corrupto. Existem avanços. O Ministério Público, a Polícia Federal, a própria Justiça. Mas, na avaliação do professor, temos uma política pior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Daniel Dantas tem demonstrado habilidade de criar uma teia de sustentação em todos os governos. O que isso diz a respeito do Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o chamado capitalismo político. Ele faz crescer sua fortuna pelos contatos políticos e o recebimento de informação privilegiada. O Brasil tem uma formação patrimonialista, ou seja, o Estado é o verdadeiro detentor da riqueza. Seu poder é avassalador. O emaranhado jurídico é tal que se tornou impossível manter uma empresa sempre em ordem. Daí a capacidade de pressão do governo ser devastadora. A influência do Estado em setores por natureza oligopólicos como telecomunicações, energia ou aviação é ainda maior. Desse jeito, um sujeito que tenha capacitação técnica e audácia, como Daniel Dantas, precisa de contatos políticos para se sustentar empresarialmente. É evidente que o caso dele, que dizem ter recorrido até a empresas de espionagem, é extremado. Mas todo grande empresário brasileiro precisa de uma relação simbiótica com o governo. Porque a mão do governo está presente em tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Essa é a origem da corrupção no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema da corrupção é muito mais profundo. Hoje estamos muito desarmados intelectualmente para compreender suas origens. O que nos sobra são dois consensos. O primeiro é de que a corrupção é generalizada na sociedade e todos discordamos do comportamento de todo mundo. O segundo é que a impunidade é ampla. Há uma total incapacidade de aplicar as leis. Se fôssemos punir, segundo o que manda a lei, toda a corrupção que há no País teríamos que pôr na cadeia metade da população. O que está acontecendo, agora, é uma tentativa de sair dessa síndrome da impunidade. Por isso um juiz federal manda prender, no Supremo mandam soltar, o juiz pede novamente a prisão. Mas daí pode haver um excesso do juiz federal, uma arbitrariedade, criando um clima de insegurança jurídica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que não debelamos a corrupção?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque a enxergamos por uma ótica otimista. Atribuímos tudo ao passado: à colonização, aos portugueses, à formação do País. É uma análise evolucionista. Temos a impressão de que vamos em direção a algo melhor. O que atrapalharia seriam os grilhões do passado. Isso não é necessariamente verdade. Essa leitura esconde outra premissa, o conceito do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau. O homem é bom, mas a sociedade o corrompe. No Brasil, a elite é ruim, mas o povo é essencialmente bom. Essa impressão é profundamente superficial. O Brasil é essencialmente corrupto. A verdade é a seguinte: nada indica que estamos a caminho de um mundo melhor. Corrupção e clientelismo não estão dando sinais de terem diminuído. Acho que estão aumentando. Quando o governo diz que temos mais informação sobre corrupção e só por isso ela aparece mais, isso soa como uma afirmação tão válida quanto qualquer outra. Só poderia aceitá-la se o governo tivesse uma lista com todos os corruptos e quanto desviaram ao longo dos tempos. No Brasil, a transgressão é generalizada e ocorre sempre por motivos econômicos. Há casos passionais, mas esses existem em qualquer sociedade e são a exceção. Estelionato, assalto, corrupção, o crime brasileiro tem causas econômicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quais as causas da corrupção brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São três. A primeira é o crescimento econômico. Lá nos anos 50, desenvolvimentistas, acreditávamos que o enriquecimento do País levaria a uma população mais bem educada e enfim teríamos um Estado impessoal no qual todos que quebrassem a lei seriam punidos. O Brasil enriqueceu e nada disso aconteceu. Sempre que há um momento de crescimento econômico e modernização, surgem novas oportunidades de corrupção. É assim em todo lugar, não só nas nações pobres. Na França ou nos EUA, também. É quando aparece o conluio de grupos para fraudar licitações promovidas pelo Estado, por exemplo. Porque são oportunidades óbvias, envolvendo grandes quantias. Mesmo nas nações mais liberais, quando a economia cresce o Estado contrata muitos serviços envolvendo valores altos. Quando um país passa por uma grande transformação econômica, como é nosso caso, a tendência aumenta. No caso das privatizações, por exemplo, grandes somas passaram de uma mão para a outra e a corrupção foi inevitável, por mais que existissem controles. Na Rússia foi muito pior. O Japão tem uma corrupção monstro até hoje. A Coréia do Sul, também. São governos que concentram muito poder. A China se tornou capitalista faz quanto tempo? Vinte anos. E já ostenta um número grande de bilionários. Mesmo considerando o ritmo de crescimento chinês, essa riqueza veio como? Não pelo mérito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E a segunda causa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mobilidade social. Nosso País tem 200 milhões de pessoas, metade delas muito carentes, a outra metade louca para melhorar de vida. Há muita mobilidade social. Quem diz que, no Brasil, o pobre nasce e morre pobre está no mundo da lua. Qualquer pequeno movimento da economia provoca mudanças imediatas, toda oportunidade aqui é aproveitada, pois o mercado é imenso e tem carências enormes. Nos últimos meses, por exemplo, quando o crédito para automóvel se estendeu, todo mundo comprou imediatamente sem se preocupar com quantas prestações ia pagar ou com o trânsito ruim. Automóvel facilita a vida e é um símbolo de status. O brasileiro tem uma vontade incrível de melhorar de vida, de ter melhor situação que a que seu pai teve. Junte as duas questões, oportunidades de corrupção e a vontade de melhorar de vida, e una isso à terceira causa: as normas brasileiras são frouxas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É nossa herança portuguesa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As normas morais, no Brasil, sempre foram fraquíssimas. Comparado à Europa, tivemos, por exemplo, uma Igreja muito fraca. O Direito, até há muito pouco tempo, não chegava a boa parte do País. As normas sociais são débeis e o Estado é incapaz de aplicá-las. A origem disso é o de menos. Nosso problema não é o passado, é o presente. Voltemos a Rousseau. Há algumas décadas, a Igreja no Brasil era fraca, mas muito reacionária. Defendia a propriedade, o latifúndio. Hoje, a Igreja é outra, acredita em Rousseau. Essa visão de que o povo é essencialmente bom, mas corrompido pelo ambiente, se espalhou por todos os setores da sociedade. É uma mentalidade que impede a aplicação da lei. Só a defesa do altruísmo é legítima. Um grupo que defenda seus interesses é considerado imoral. A palavra "interesse" soa suja, sugere um indivíduo calculista. Acreditamos em Papai Noel. Cremos que as pessoas são boas por princípio. Nos EUA, a cabeça deles não é Rousseau. É Thomas Hobbes. Para eles, as pessoas são más. É preciso vigiar o comportamento a toda hora. É preciso cumprir a lei, porque se não cumprir, a transgressão será generalizada. Polícia não tem que achar que as pessoas são boas ou são más. Tem é que olhar transgressão. A política tem que lidar com a probabilidade de certos comportamentos ocorrerem e se prevenir. Achamos que tudo que deu errado no Brasil tem uma origem social em algum ponto do latifúndio, da família patriarcal ou do que quer que seja. É ingenuidade. Nós somos uma sociedade de 200 milhões de pessoas, completamente urbana e pobre. É um País diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gilberto Freyre está obsoleto?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Completamente. No tempo dele, acreditava-se naquela idéia de que geração de riqueza levava a um mundo mais perfeito. Vinte anos atrás havia uma discussão entre a esquerda e o malufismo, em São Paulo, se a polícia devia atuar preventiva ou repressivamente. Que discussão é essa? A polícia tem que atuar, só isso. Tínhamos que estar muito mais preparados em termos jurídicos e policiais para atuar quando há transgressão. Não se combatem valores culturais ou a propensão a certos comportamentos. Você combate infrações graves da norma legal. Nós não entendemos a gravidade da situação que o Brasil enfrenta. O nível de corrupção pode aumentar. Veja o exemplo paralelo, a violência urbana. Muitos teóricos falam como se fosse uma coisa de momento que, mais à frente, vai desaparecer. Mas como vai desaparecer? O país é urbano, tem periferias imensas, o tráfico de drogas atua em larga escala, não há nenhuma medida para combater o mercado da droga, que é o consumidor, ou a entrada da droga, nas fronteiras. A violência não vai desaparecer espontaneamente. O Brasil não enfrenta a transgressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ricos não iam para a cadeia antes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade. Antes havia uma diferença de classes muito grande,. Você prendia o pobre, mas não o rico. Não estou negando que a Polícia Federal esteja mais eficiente. A mudança começa com a Constituição de 1988. Antes dela, os procuradores eram subordinados aos juízes. Ela deu autonomia ao Ministério Público e uma geração nova de procuradores veio com vontade de investigar. Por sua vez, isso fez com que muitos juízes também se mexessem. O fim da ditadura despertou, dentro da Polícia Federal, um debate. Estavam acostumados a agir sob os generais, o que a democracia representaria para eles? Demoraram uma década até encontrar um rumo. Ajudados pelo Ministério Público, que começou a investigar problemas em tudo quanto é área, ela encontrou sua vocação. Não foi só isso que mudou. Inflação corrói a sociedade, força todos ao comportamento criminoso. No início dos anos 90, ninguém comprava um imóvel, em São Paulo, sem uma mala cheia de dólares. Isso criou um câmbio negro e um mercado de ilícitos do qual todos participavam. Não há mais aquela inflação. A perna que não andou, nesse processo, foi a da CPI. Ela acaba se politizando tanto que fica inócua na maioria das vezes. O caso do mensalão é uma exceção. Levou 40 nomes para o Supremo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual o problema do Congresso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Câmara e Senado estão numa mediocridade como nunca vi. Vivemos uma entressafra de líderes políticos. No tempo da Constituinte você, sem dificuldades, punha no papel 20 nomes de imensa importância no cenário político nacional. Hoje, não dá. Não há incentivo para ser político. Vão chamar você de ladrão, sua família vai ficar chateada. O indivíduo que tem uma boa formação ganhará o triplo em outra profissão e terá fim de semana. Quando o crédito do político cai para quase zero, nasce um círculo vicioso. Ou você atrai corruptos ou gente despreparada. O Executivo não tem projeto. E os partidos não têm projeto. O resultado é que, sem ter o que fazer, deputados e senadores partem para a investigação. O Executivo reage com acordos políticos. A política no Brasil se resume a isso. Só.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antes da ditadura, partidos como UDN e PTB de fato representavam setores da sociedade. O senhor não acha que hoje isso deixou de acontecer?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A UDN era o partido da classe média urbana, aquela gente que ganhava a vida duramente e não esperava uma aposentadoria generosa. Ainda existe essa classe média urbana, muito maior hoje. É um contingente de pessoas que paga o serviço duas vezes: o imposto para a educação e a educação na escola particular. Era um partido liberal. O DEM, hoje, não é um partido liberal. Por isso mudou de nome. Um partido liberal, no Brasil, teria que vir de São Paulo ou das grandes capitais. Não é o caso. O PSDB. O que é? É o partido da reforma feita no governo Fernando Henrique. Mas não descobriu uma agenda própria depois disso. E o PT? Alguns dizem que é representativo. Não sei de quê. Qual a doutrina econômica do PT? Vimos que não tinha. O partido chegou ao poder e desdisse tudo. Não tinha projeto. E desconfia do capitalismo. Tem uma cabeça nacionalista dos anos 50, com preconceito contra o setor privado. Não é à toa que a doutora Dilma é o braço forte do governo. Os partidos, no Brasil, foram dissolvidos em 30, em 37 e em 64. Os militares acreditavam que as origens da corrupção estava neles. Dissolveram e tentaram impor um sistema bipartidário como o britânico. Quando a democracia voltou, o País era completamente diferente e os partidos de antes não queriam dizer mais nada. Ficou um vácuo. Em 1989, quando tivemos a primeira eleição presidencial, houve 22 candidatos. Eram 21 partidos de oposição. E nenhum dos partidos grandes se saiu bem. É sinal de que não representavam mais os anseios da população.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual a responsabilidade da ditadura pela atual corrupção?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando os militares instauraram o regime, diziam "nós vamos combater a corrupção". Além de se intrometerem no sistema partidário que tinha seu valor, criaram um governo dez vezes mais concentrado. Na pressa de desenvolver o País, contrataram obras públicas faraônicas. Transformaram o País apoiados num crescimento de 8% a 10% ao ano. Posso bem imaginar quanto de superfaturamento houve naqueles 21 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-665699894833100478?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/665699894833100478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=665699894833100478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/665699894833100478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/665699894833100478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/06/corrupcao-um-mal-brasileiro.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sj_qmT-mL3I/AAAAAAAAABg/gToqmsJAXL8/s72-c/lamounier_alias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6066758673818899898</id><published>2009-06-19T17:56:00.002-03:00</published><updated>2009-06-19T18:01:07.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sjv8VUiPljI/AAAAAAAAABY/peCkoK4ie4U/s1600-h/paineluemg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349146425652385330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sjv8VUiPljI/AAAAAAAAABY/peCkoK4ie4U/s400/paineluemg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; CURSO DE COMUNICAÇÃO DEBATE DECISÃO DO STF EM ACABAR COM A OBRIGAÇÃO DO DIPLOMA DE JORNALISTA&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A decisão do Supremo Tribunal Federal de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da função foi tema de um debate promovido ontem pelo curso de Comunicação Social do campus de Frutal da UEMG. A questão foi discutida pelos professores Lausamar Humberto, Marcelo Pessoa, Jociene Ferreira e Rodrigo Portari, pelo jornalista Samir Alouan e pelo locutor Aluízio Humberto, da rádio 102FM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de terem a oportunidade de manifestar a opinião sobre o assunto, os debatedores puderam responder às dúvidas dos alunos, em especial, sobre a o futuro do curso de Jornalismo em todo o país. Com exceção do jornalista Samir, todos outros debatedores foram unânimes em afirmar que a exigência do diploma nunca foi condição para que pessoas desenvolvessem o jornalismo e que, a partir de agora, cabe aos interessados em atuar na área buscarem qualificação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A professora e mestre em Comunicação, Jociene Ferreira, lembrou que a busca pelo diploma se refere à busca pela qualificação, e exemplificou com a procura de estudantes pelo curso de Publicidade mesmo sem uma regulamentação que exija formação superior para atuar na área.Essa opinião foi compartilhada pelos professores Marcelo Pessoa, Rodrigo Portari e Lausamar Humberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diretor do campus de Frutal, Ronaldo Wilson Santos, destacou que não há motivo para pânico por parte dos alunos e que os cursos superiores em Comunicação Social vão continuar oferecendo qualificação para quem busca um diferencial no mercado de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.uemgfrutal.org.br/"&gt;www.uemgfrutal.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6066758673818899898?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6066758673818899898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6066758673818899898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6066758673818899898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6066758673818899898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/06/curso-de-comunicacao-debate-decisao-do.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sjv8VUiPljI/AAAAAAAAABY/peCkoK4ie4U/s72-c/paineluemg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4563366208103452053</id><published>2009-06-16T11:13:00.001-03:00</published><updated>2009-06-16T11:14:38.766-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lula não sabe quem foi JK&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O presidente Juscelino Kubitschek foi o que o brasileiro gostaria de ser. O presidente Lula é o que a maioria dos brasileiros é. Incapaz de folhear biografias, sem paciência nem disposição para estudar a História do Brasil, Lula não faz idéia de quem foi o antecessor. Mas gosta de comparar-se a JK. Primeiro, apresentou-o como exemplo a seguir. Não demorou a descobrir-se, como reiterou no fim de semana, bem superior ao modelo (e infinitamente melhor que todos os outros).&lt;br /&gt;Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.&lt;br /&gt;O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço, detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer.&lt;br /&gt;O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.&lt;br /&gt;O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.&lt;br /&gt;Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois, e sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo.&lt;br /&gt;Nos anos 50, o governo e a oposição eram conduzidos pelos melhores e mais brilhantes. O povo que sabia sonhar sabia também escolher melhor. Mereceu um presidente como JK. No Brasil de Lula, mandam os medíocres. O grande rebanho dos conformados tem o pastor que merece.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do Blog do Augusto Nunes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4563366208103452053?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4563366208103452053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4563366208103452053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4563366208103452053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4563366208103452053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/06/lula-nao-sabe-quem-foi-jk-o-presidente.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5799201030433003752</id><published>2009-06-03T15:09:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T15:11:40.756-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Reflexões andarilhas (lavra própria)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O segredo da vida é respeitar as esquinas e ter velas na despensa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É mais feliz o homem que tem um boteco de estimação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5799201030433003752?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5799201030433003752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5799201030433003752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5799201030433003752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5799201030433003752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/06/reflexoes-andarilhas-lavra-propria-o.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2516576113459302263</id><published>2009-06-03T15:04:00.003-03:00</published><updated>2009-06-03T15:08:28.179-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estes acadêmicos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A Fundação Oscar Araripe, organização artístico-cultural sem fins lucrativos localizada no Centro Histórico de Tiradentes, MG e interessada nas relações da Arte com a Educação, da Arte com a Ciência &lt;strong&gt;e da Arte com ela mesma&lt;/strong&gt;, está abrindo inscrições para apresentação de músicos pianistas, cantores, flautistas, violonistas, celistas, saxofonistas para participarem da programação do Um Piano ao Anoitecer em Tiradentes, que acontece uma vez por mês aos sábados. Informações e esclarecimento &lt;span style="color:#000000;"&gt;com Cidinha Araripe através do e-mail &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://br.mc334.mail.yahoo.com/mc/compose?to=cidinhaararipe.gestao@oafundacao.org.br" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;cidinhaararipe.gestao@oafundacao.org.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;, pelo telefone (32) 3355-1937, e ainda pelo site &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.oafundacao.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;www.oafundacao.org.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Relação da arte com ela mesma? mas que diabos será isso?? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2516576113459302263?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2516576113459302263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2516576113459302263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2516576113459302263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2516576113459302263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/06/estes-academicos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3809418108200899424</id><published>2009-05-04T14:10:00.002-03:00</published><updated>2009-05-04T14:19:43.833-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Saudações rubro-negras&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para refletir após as finais dos estaduais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Paradoxo Futebolístico:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A nenhuma torcida deveria ser impingida a angústia da perda de um título, e a nenhuma deveria ser negado o êxtase de uma conquista.  &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3809418108200899424?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3809418108200899424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3809418108200899424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3809418108200899424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3809418108200899424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/05/saudacoes-rubro-negras-para-refletir.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5418808663558880683</id><published>2009-04-21T10:19:00.005-03:00</published><updated>2009-04-21T10:36:43.692-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;DOUTORES DEMAIS*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não enlouqueci. Pelo menos não a ponto de achar que as nossas universidades têm formado doutores demais. Ao contrário, continuam formando doutores “demenos”. E mesmo o aumento significativo que pode ser observado nos últimos anos tem produzido muito mais títulos de doutores do que verdadeiros produtores de conhecimento.&lt;br /&gt;Os doutores em excesso, neste caso, são outros. Ter o título de doutor, conferido por uma universidade, colocado após o nome como referência de qualificação é uma coisa. Outra, bem distinta, é usar este simples pronome para se diferenciar.&lt;br /&gt;Confesso que me soa patético quando percebo que alguém faz questão de ser chamado de Doutor. Como se esta palavra lhe conferisse uma grandeza que imagina ter, mas sobre a qual o dito cujo parace não ter muita segurança, ou não precisaria deste tratamento para se destacar. Estas pessoas não percebem o ridículo desta postura.&lt;br /&gt;O sujeito alcança certo nível de ensino e começa a se achar superior. É, para ele, natural que as pessoas “comuns” passem a distingui-lo como Doutor. Afinal, foram anos de estudos para que merecesse esta deferência. Por que não ostentá-la?&lt;br /&gt;E há também aqueles que sequer precisam de um diploma universitário para se considerar doutor. Suas posses lhes garantem isso. É direito herdado, marca de nascença. Afinal, são apenas os inferiores reconhecendo seus superiores, a plebe reverenciando sua elite.&lt;br /&gt;Este ranço elitista é herdeiro da tradição “Casa Grande e Senzala”. Os que se consideram os senhores atuais buscam num singelo pronome de tratamento o reconhecimento de sua superioridade, a marca distintiva de sua posição social.&lt;br /&gt;Cursou Direito, Medicina, Engenharia? É Doutor. Ocupa cargo de chefia? É Doutor. Tem grana? É Doutor. E ainda usa paletó e gravata? É Doutoríssimo.&lt;br /&gt;Pois bem. Que fique cada um com sua tara opressora, seu nariz empinado, sua postura narcisista, exigindo ou esperando que lhes chamem de Doutor. Só não contem comigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto a mim, basta só meu nome, que pode até não ser dos mais bonitos, mas com o qual convivo desde que nasci, e esta relação até que não tem sido das piores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;* Este artigo foi publicado há mais de dois anos no jornal de Frutal e depois republicado no informativo Caminhos do Saber. Atendendo a pedidos, ele agora veio parar no blog.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5418808663558880683?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5418808663558880683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5418808663558880683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5418808663558880683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5418808663558880683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/04/doutores-demais-nao.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7300434330214340606</id><published>2009-04-15T10:40:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T10:46:53.492-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;LEITORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisa de um mês fui questionado por uma leitora deste espaço que disse que sempre lia estes textos, mas que, muitas vezes, este articulista que vos fala escreve somente para pessoas inteligentes. Que pessoas comuns não teriam acesso a todos os textos, por não conseguirem entendê-los completamente.&lt;br /&gt;O jornalista Elio Gaspari, da Folha de São Paulo, diz que sempre que o leitor não entende, a culpa não é do leitor e sim de quem escreveu. Concordo plenamente. Estou aqui para transmitir alguma informação e opinião, e tenho a obrigação de me fazer entendido. Quando não consigo, a culpa é só minha.&lt;br /&gt;Sobre a questão de que, às vezes, escrevo somente para pessoas inteligentes, faço uma correção. Escrevo sempre para pessoas inteligentes. Só que algumas, por terem tido a possibilidade de uma escolaridade maior, estão familiarizadas com alguns termos usados. Outras, não. A todas, digo que procurarei ser sempre claro, mas que, caso não dominem algumas palavras, saibam que o importante não é a forma, é o conteúdo. Se alguma palavra não for compreendida, mas a ideia sim, me darei por satisfeito. A palavra é o corpo, a ideia é a alma. E se a alma é boa perdoemos os defeitos do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7300434330214340606?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7300434330214340606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7300434330214340606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7300434330214340606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7300434330214340606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/04/leitores-ha-coisa-de-um-mes-fui.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4578488453119419159</id><published>2009-04-13T08:51:00.004-03:00</published><updated>2009-04-13T09:04:04.316-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;SER HONESTO É O MÍNIMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as notícias envolvendo corrupção que nos tem rodeado, vide Senado e Câmara atualmente, trazem à baila a questão da honestidade. E os marqueteiros de plantão já perceberam isso há um bom tempo. Marca clara nas campanhas políticas mais recentes: a valorização da honestidade pessoal do candidato.&lt;br /&gt;Nada mais esperado. As campanhas atuais são comandadas por experientes profissionais do marketing e da propaganda. Se a honestidade é um diferencial importante para o produto tenha certeza que ela será estampada na testa do candidato.&lt;br /&gt;Se ele é realmente honesto pouco importa. Se for o que os eleitores-consumidores desejam, o marqueteiro não lhes negará este pedido. E tome slogans: “honestidade acima de tudo”, “fulano é o prefeito mais honesto que Tubiacanga já teve”, “honestidade, capacidade e trabalho” e outras baboseiras mais.&lt;br /&gt;Os marqueteiros se defenderão. Se o candidato possui algumas manchas em sua honestidade, estas manchas devem ser apagadas, pelo menos até a eleição.Agora, se o candidato é imaculado, de reputação ilibada, por que não se aproveitar de uma de suas mais visíveis e admiráveis qualidades?&lt;br /&gt;Os marqueteiros têm razão. Afinal são profissionais pagos, e muito bem pagos, para dourar a pílula da melhor forma possível. Todas estas considerações são feitas por jornalistas e acadêmicos chatos, irritados com o baixo salário e sem coisa melhor pra fazer.&lt;br /&gt;Como grande admirador daqueles profissionais, acredito na candura de todos os candidatos. São honestos, honestíssimos. Mas me pergunto: e daí? Conheço muitas e muitas pessoas que são honestas e que nem por isso saem alardeando esta qualidade aos quatro ventos e nem são candidatas a coisíssima nenhuma.&lt;br /&gt;Este é o ponto. Não devíamos esperar de nossos candidatos uma carta pública atestando sua honestidade. Para postularem um cargo público – de representação, é bom lembrar – ser honesto é o mínimo. E por isso esta deveria ser a primeira pergunta que nos faríamos para definir nosso candidato. Fulano de tal é honesto?&lt;br /&gt;Durante qualquer campanha eleitoral se faça este questionamento. Se a resposta for SIM, pode continuar avaliando o candidato. Agora se a resposta for NÃO, pare por aí. De nada lhe adiantará saber se o candidato é um bom administrador, um grande empreendedor, um líder regional, uma pessoa ligada ao social. A primeira resposta já deve tê-lo eliminado. E, se depois desta sua avaliação crítica ninguém tiver passado pela primeira questão, a coisa então estará preta e tenha certeza que há algo de errado com você ou com os candidatos. E para o bem e a alegria geral da nação, e sem querer ser portador de mau agouro, reze pra que seja com você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4578488453119419159?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4578488453119419159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4578488453119419159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4578488453119419159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4578488453119419159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/04/ser-honesto-e-o-minimo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4674434369654036238</id><published>2009-04-11T09:39:00.002-03:00</published><updated>2009-04-11T09:45:52.897-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O DINHEIRO VAI E NÃO VOLTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma gritaria generalizada pela alta carga tributária que o brasileiro paga. Chega a quase 40% do PIB o volume dos tributos. Aqui e na coxinchina este valor é muito alto. Mas, como quase sempre acontece no Brasil, um debate que poderia ser muito proveitoso, acaba por se tornar uma histeria improdutiva.&lt;br /&gt;Alguns pontos colocados nesta discussão já são debilitados de nascença porque surgem do erro e da ignorância. Para realçar a indignação com a cada vez mais crescente tungada nos seus bolsos, muitos ficam a alardear que o Brasil é o país com a maior carga tributária do planeta. Não é. Os impostos, taxas, contribuições e qualquer outro nome que se dê aos tributos brasileiros são realmente muito altos, mas isso só nos coloca na 27ª posição dos países que mais enfiam a mão no bolso do contribuinte, segundo pesquisa recente.&lt;br /&gt;O que esta pesquisa também mostra é que somos, aí sim, um dos países mais perdulários. Gastamos muito e gastamos mal. A maioria dos países que arrecadam mais que o Brasil possui uma rede de cobertura social muito mais eficiente do que a nossa. No topo da lista dos arrecadadores estão países nórdicos como a Dinamarca, a Noruega, a Finlândia, a Islândia e a Suécia. Mas estes países também estão no topo da lista do ranking dos que oferecem melhor condição de vida para a sua população, com boa educação, bom transporte público e acesso a rede de saúde.&lt;br /&gt;O que mais causa revolta no nosso caso é o imenso descompasso entre a fúria arrecadadora e o retorno ineficiente dos serviços públicos. Falemos um pouco de obviedades. Temos uma saúde pública em frangalhos; a educação é ruim, e os testes internacionais estão aí para nos lembrar disso; o transporte público, principalmente nas grandes cidades, é caótico; as rodovias estão em estado de penúria. Serviços públicos de boa qualidade são uma raridade.&lt;br /&gt;Por isso que esta gritaria contra os impostos deveria focar também, e principalmente, na qualidade dos gastos. O Estado brasileiro é inchado e ineficiente. Enquanto não se resolver esta questão, entre o quanto entrar de tributos, o retorno será sempre insatisfatório e insuficiente.&lt;br /&gt;Enquanto tantos acharem que o Estado existe, seja ele no nível municipal, estadual ou da União, apenas para satisfazer suas vontades pessoais, brindando-os com pequenos favores e com o emprego de algum parente, não sairemos desta encruzilhada.&lt;br /&gt;Claro que a diminuição planejada dos tributos traria um fortalecimento das atividades produtivas, e ninguém em sã consciência é contrário a isso. Mas discutir apenas o volume de impostos sem se preocupar com a maneira com que o Estado gasta estes recursos não é promover educação fiscal. Ao contrário, induz-se a uma sonegação sem culpa. Já que não se diminui a carga tributária os sonegadores fazem isso por conta própria. E aí, entramos em um mato sem cachorro. O fortalecimento da ilegalidade nunca fez bem a país algum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4674434369654036238?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4674434369654036238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4674434369654036238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4674434369654036238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4674434369654036238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/04/o-dinheiro-vai-e-nao-volta-ha-uma.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4763232365249485528</id><published>2009-03-24T08:07:00.001-03:00</published><updated>2009-03-24T08:09:57.440-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sci_VdmyrNI/AAAAAAAAABQ/YNH20DheyDo/s1600-h/file-761774.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316709735556361426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sci_VdmyrNI/AAAAAAAAABQ/YNH20DheyDo/s320/file-761774.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;IGNORANTES, RECALCITRANTES E FELIZES &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acima, vocês vêem uma foto publicada no Portal G1. Alunos de Vila Velha, no Espírito Santo, protestam em frente ao Ministério Público CONTRA A ELEVAÇÃO DA CARGA HORÁRIA NAS ESCOLAS.E o que escrevem na faixa? Isto:PORQUE A CARGA HORARIA ALMENTAR? SE NA ESCOLA NÃO TENHO CONDIÇÕES DE FICAR?A faixa explica a razão, não é mesmo? O certo é "por que", "aumentar" e "horária" (com acento). Percebendo que estavam sendo fotografados, todos sorriram satisfeitos debaixo do atestado de ignorância. E, como se vê, não querem ampliar a carga horária, não. Como diz Dona Reinalda aqui do lado, parece que é mesmo caso de colégio interno...Pode-se fazer uma leitura jocosa da coisa. Pode-se vê-la como um sintoma. Digamos que as condições das escolas tenham de melhorar. Não duvido. Uma das medidas, certamente, passa pela elevação da carga horária. Mas esse não é o ponto.Hoje em dia, não só entre aqueles alunos, a ignorância é satisfeita de si. Basta que o estudante ou o indivíduo seja “posicionado”, entenderam? Boa parte dos professores acredita, inclusive, que a sua principal tarefa, na escola, é “ensinar cidadania”, seja lá o que essa porcaria retórica queira dizer.A tal faixa indica a falência da escola? Acho que sim. E não nos enganemos. Muitos outros alunos a escreveriam e subscreveriam Brasil afora. Sorridentes. A responsabilidade é do Estado, é dos professores, é dos estudantes também. Não há coitadinhos nessa história.Mas eu aposto um mindinho, e não o perderei por distração, que basta escarafunchar um pouco essa faixa e se chegará a um desses movimentos de “reivindicação”, entenderam?, que transformam a a apologia da ignorância em matéria de mobilização popular.Dia desses, chegou-me o texto de uma delinqüente na pele de pedagoga praticamente defendendo a depredação das escolas. Segundo a meliante, trata-se de um protesto e de um grito de socorro. Vontade de participar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Do Blog do Reinaldo Azevedo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4763232365249485528?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4763232365249485528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4763232365249485528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4763232365249485528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4763232365249485528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/03/ignorantes-recalcitrantes-e-felizes.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/Sci_VdmyrNI/AAAAAAAAABQ/YNH20DheyDo/s72-c/file-761774.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7936578319777171772</id><published>2009-03-17T09:26:00.002-03:00</published><updated>2009-03-17T09:35:08.543-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://monitorando.wordpress.com/2009/03/15/guia-pratico-da-ciencia-moderna-essencial/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Para ser lido em dias difíceis e com o mau humor em alerta máximo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;TAXONOMIA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1. Se mexer, pertence à Biologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2. Se feder, pertence à Química.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3. Se não funcionar, pertence à Física.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;4. Se ninguém entender, é Matemática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;5. Se não fizer sentido, é Economia ou Psicologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é Informática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;LEI DA PROCURA INDIRETA:&lt;br /&gt;1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.&lt;br /&gt;2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA TELEFONIA:&lt;br /&gt;1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.&lt;br /&gt;2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.&lt;br /&gt;Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:&lt;br /&gt;Se estiver escrito ‘Tamanho Único’, é porque não serve em ninguém, muito menos em você…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA GRAVIDADE:&lt;br /&gt;Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:&lt;br /&gt;80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA QUEDA LIVRE:&lt;br /&gt;1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.&lt;br /&gt;2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:&lt;br /&gt;A fila do lado sempre anda mais rápido.&lt;br /&gt;Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:&lt;br /&gt;Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DO ESPARADRAPO:&lt;br /&gt;Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA VIDA:&lt;br /&gt;1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.&lt;br /&gt;2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:&lt;br /&gt;Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7936578319777171772?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7936578319777171772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7936578319777171772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7936578319777171772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7936578319777171772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/03/guia-pratico-da-ciencia-moderna-para.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3961510192326542960</id><published>2009-03-16T10:46:00.005-03:00</published><updated>2009-03-16T13:34:59.899-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; AÇÃO DA IMPRENSA E A IDEOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu recente sentença sobre as privatizações no governo FHC. Os responsáveis pela privatização da Telebrás foram inocentados na ação impetrada por figurões do PT.&lt;br /&gt;As privatizações sempre foram um tema absurdamente ideologizado. A esquerda era contra e criou um escarcéu para evitá-las. Mais de uma década depois se comprova que eram necessárias e inadiáveis. A revolução tecnológica trazida pela internet e pela comunicação móvel só foi possível graças a elas. Mesmo assim, reputações foram enlameadas por simples campanha ideológica, infelizmente encampada por boa parte da mídia.&lt;br /&gt;A imprensa precisa ser vacinada frequentemente contra o vírus da ideologização. Só assim produzirá boas notícias. A boa notícia deve interessar a todos e não apenas atender ao interesse de um grupo determinado. Que não se entenda por boa notícia apenas as otimistas. Produzir boas notícias é noticiar bem, levando ao leitor, ouvinte ou telespectador, a versão mais fiel do fato. Nem a melhor nem a pior versão, mas sim a mais objetiva possível.&lt;br /&gt;A imparcialidade absoluta é meta inatingível, mas mesmo assim a sua busca deve nortear o trabalho de qualquer jornalista que deseje ser digno de receber este nome. Quem tem a oportunidade de estudar jornalismo sabe bem como uma edição de imagem ou de som, a escolha de um título ou uma foto, a escolha de determinadas fontes, pode influenciar o entendimento da notícia.&lt;br /&gt;Estas ferramentas podem ser usadas de modo correto, procurando deixar o fato o mais claro possível para o leitor, ou podem ser instrumentos de distorção. Quando isto ocorre por incompetência é lastimável, já quando ocorre por má fé ou por posicionamento ideológico é a negação do próprio ofício.&lt;br /&gt;A imprensa, com seus erros, já arranhou reputações, destruiu carreiras e causou prejuízos irremediáveis. Chamada por muitos de Quarto Poder, ela, mais do que ninguém, acredita nisso. O que gera prepotência e alguns erros cruéis surgidos do exercício de um poder muitas vezes irresponsável. E pior, erra-se no varejo e desculpa-se no atacado. Ou seja, quem erra é o veículo, seja ele a Rede Globo, o Estado de Minas ou o Jornal de Frutal, e na hora do mea-culpa invoca-se a entidade Imprensa que é rigidamente “analisada”. O que preocupa é que estes erros e análises estão se tornando cada vez mais frequentes. E não são erros novos, são os velhos erros requentados.&lt;br /&gt;A parcialidade ideológica não pode ser vista como um erro, mas sim como um desvio sério de conduta. Esta parcialidade ocorre sempre mais claramente na área política, o que, para as pessoas das comunidades alcançadas pelo veículo de comunicação, é muito ruim. Um veículo, posicionando-se a favor da situação, deixa de cumprir o importante papel de vigia, fiscalizador dos poderes legislativo ou executivo. Sendo claramente oposicionista, tende a minimizar qualquer conquista da situação. A situação é quase sempre manipuladora, pelo poder financeiro e político que controla, e a oposição tende a radicalismos inconseqüentes.&lt;br /&gt;Seria uma ação inteligente dos políticos passarem a lutar por uma imprensa cada vez mais livre e imparcial, porque isso diminuiria os riscos de se estar do lado errado da "linha editorial" adotada pelo veículo de comunicação e de ser atingido por "erros" da imprensa.&lt;br /&gt;Cabe à imprensa a busca incessante pela notícia correta, agindo sempre com honestidade intelectual, renegando para si os papéis de investigador, promotor e juiz. Que fique com o seu honroso papel, que já lhe permite fazer um trabalho fundamental para todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3961510192326542960?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3961510192326542960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3961510192326542960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3961510192326542960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3961510192326542960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/03/acao-da-imprensa-e-ideologia-saiu.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5544369701870375899</id><published>2009-02-26T10:43:00.002-03:00</published><updated>2009-02-26T10:45:53.219-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um crime terrível e suas repercussões bárbaras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno carnaval, época de alegrias, um crime hediondo em Frutal. Uma garotinha foi violentada e assassinada. Um crime como este tem a capacidade de invocar nossos instintos mais primitivos, e a vingança é o principal deles.&lt;br /&gt;O que devemos esperar da repercussão deste fato? Que a polícia cumpra bem seu papel, montando um inquérito profissional, com provas inquestionáveis, e que o júri popular condene o assassino, possibilitando ao poder judiciário a aplicação da pena mais dura possível.&lt;br /&gt;Esta seria a conseqüência natural deste fato. Mas, por temer que ela não ocorra ou por não aceitar as limitações legais, vozes se levantaram desde o primeiro momento cobrando outro tipo de providências: o apoio ao linchamento foi quase explícito, o pedido de justiçamento a ser feito pelos outros presos foi escancarado. E uma parte da imprensa teve papel primordial neste chamado aos mais baixos instintos da população frutalense.&lt;br /&gt;Só para lembrar: um acusado inicial foi liberado pelo não envolvimento com o crime. Tivesse o linchamento ocorrido, muitos teriam sangue inocente nas mãos e nas consciências. E o que é pior. O preconceito foi flagrante ao se levantar a procedência nordestina do assassino.&lt;br /&gt;Para cada crime que, como este, causa enorme comoção, levantam-se vozes clamando por justiça, pelo fim da impunidade. Neste momento de quase justificada histeria coletiva, propostas radicais como a pena de morte são constantemente lembradas.&lt;br /&gt;O aumento substancial das penas para os crimes e até a adoção da pena capital são idéias defendidas pelos comunicadores populares e alcançam grande eco em todas as camadas da sociedade. É fácil entender por que. O desejo irascível de vingança é parte de nossa natureza humana; domá-lo é apenas uma das tarefas do homem civilizado.&lt;br /&gt;A pena de morte é um barbarismo. E não penso em resultados de baixa de criminalidade para os que a adotam ou não, apesar de ser facilmente verificável que a sua adoção não altera significativamente os números de crimes. Considerar boa ou má a pena de morte apenas por este dado estatístico seria de um calculismo pragmático doentio. Não sinto firmeza alguma na nossa capacidade de escolha para dar ao Estado o poder de vida e de morte. Não reconheço, em nós todos, a superioridade moral e ética capaz de decidir sobre quem deve viver ou morrer. Se o desejo de vingança pessoal é compreensível, a vingança estatal é inconcebível. É a velha lição; não podemos combater a monstruosidade nos transformando em monstros.&lt;br /&gt;O pedido de justiçamento, de aplicar a lei pelas próprias mãos, é a morte da civilidade. Temos instrumentos legais para tratar estes facínoras. Devemos lutar pela sua correta aplicação. Mas este apelo à violência não me espanta, ao contrário, é coerente com práticas que muitos apóiam, velada ou abertamente.&lt;br /&gt;O uso da força, da coerção, da intimidação, das surras, ainda são instrumentos de “investigação”, de tomadas de depoimento, que vez ou outra a imprensa denuncia.&lt;br /&gt;A tortura só permanece porque a sociedade finge-se de morta e a aceita. Principalmente na classe média, que é de um reacionarismo assombroso, é vista como método legítimo.&lt;br /&gt;A degradação ética sabe-se camuflar. Um ato trágico e violento pode ser tão maléfico quanto às atitudes que são tomadas para fazer&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sua condenação. Este episódio triste e lamentável, mas infelizmente didático, prova isto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5544369701870375899?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5544369701870375899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5544369701870375899' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5544369701870375899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5544369701870375899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/02/um-crime-terrivel-e-suas-repercussoes.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-1555541640162376267</id><published>2009-02-12T14:45:00.002-02:00</published><updated>2009-02-12T14:53:19.154-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A DITADURA DO BOM GOSTO&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;         Lembro-me de quando a música “Sozinho”, com Caetano Veloso, estourou nas rádios AM e FM. O mesmo ocorreu com a música “É o amor” cantada por Maria Bethânia. As músicas têm em comum a origem: as duas foram compostas por autores ditos bregas: Peninha e o sertanejo Zezé Di Camargo. Ainda em comum: as duas foram temas da novela “Suave Veneno” e alcançaram um público que geralmente torce o nariz para seus autores originais. Como se explica isso? E o porquê desta lembrança? Vamos adiante.&lt;br /&gt;        Caetano Veloso e Maria Bethânia são artistas respeitados pela crítica e, sobretudo na classe média, sinônimos de bom gosto. Quando interpretam estas músicas retiram delas o ranço do preconceito que carregam. Apenas por cantá-las é como se dessem a elas um selo de respeitabilidade. É a ditadura do bom gosto. Melhor, não só do bom gosto, mas da boa origem.&lt;br /&gt;        Esta ditadura do gosto sofre de um defeito inicial: é preconceituosa e ignorante. Não estou avalizando ou emitindo um conceito de qualidade para estas músicas, tanto nas gravações originais quanto nas atuais. É possível perceber, no entanto, que a excelente receptividade foi dada não só pela qualidade dos intérpretes, mas também pela etiqueta cultural que eles simbolizam. Muitas pessoas admitem, agora sem culpa, gostar destas músicas.&lt;br /&gt;        O escritor Marcelo Coelho afirma que gosto se discute, sim. Concordo com ele. Só que para discutir é preciso conhecer e a discussão não deve representar automaticamente reprovação. A tarefa inglória de separar o joio do trigo cabe a crítica dita especializada. O problema é que, muitas vezes, é difícil separar a crítica-joio da crítica-trigo.&lt;br /&gt;        O que tem sido feito ultimamente é a crítica comparativo-depreciativa. Não basta elogiar Chico Buarque, é necessário massacrar Caetano. Não basta elogiar o pagode, é necessário colocar rente ao chão os sertanejos. Não basta elogiar Zeca Pagodinho, é necessário desancar Martinho da Vila. Não basta elogiar Al Pacino, é necessário menosprezar Robert DeNiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Este estilo de crítica, por ser polêmico, fica sob os holofotes e acaba abastecendo a mídia, mas é inócuo. Falta-lhe seriedade e profundidade. Fica na superfície e sua análise sai prejudicada. &lt;br /&gt;        Há qualidades admiráveis tanto na cultura popular, cultura “classe média ” e alta cultura .E há bobagens e empulhações desastrosas em todas.&lt;br /&gt;         Mas é inegável que os apreciadores da arte erudita tem certo desprezo pela cultura pop ou pela arte genuinamente popular. Esquecem-se eles que Cervantes, Moliere, Shakespeare, Mozart e Strauss beberam da fonte popular para construírem obras de qualidade incontestável e imortais.&lt;br /&gt;        Quando uma destas culturas começa a penetrar outra, causa  certa estranheza. Só que estas intersecções são benéficas. O constrangimento que acomete quem se considera acima na linha cultural quando se percebe gostando de algo que provem de uma cultura dita inferior não tem razão de ser. A arte desconhece estas fronteiras e pode atingir a todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;          Como não se encantar com um samba de roda de lavadeiras baianas ou com um aboio sofrido de um cantador cearense? Ou não se deslumbrar com os acordes de Danúbio Azul no balé espacial de 2001- Uma Odisséia no Espaço? A arte atinge o homem. Para usufruir deste prazer não é necessário entender ou explicar. A arte fala à alma e a alma não precisa de explicações&lt;/span&gt; . &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-1555541640162376267?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/1555541640162376267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=1555541640162376267' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1555541640162376267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/1555541640162376267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/02/ditadura-do-bom-gosto-lembro-me-de.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-743117328014598303</id><published>2009-02-09T09:20:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T09:27:57.490-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;TROTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Neste princípio de ano, como em todos, acontece o início de uma vida universitária para milhares de alunos. Junto com a alegria natural dos estudantes e o orgulho dos pais outra manifestação também já é tradicional neste período: o trote.&lt;br /&gt;       Responsável por tristes notícias em anos passados o trote vem, há alguns anos, mudando sua face. O trote violento está praticamente abolido, o que já não era sem tempo, e em seu lugar surge o trote cidadão.&lt;br /&gt;       Há em seu torno uma aura de boas intenções. As ações são as mais distintas e politicamente corretas possíveis: recolhimento de alimentos e agasalhos para os mais pobres de cada lugar, doação de sangue, limpezas de vias e parques públicos. Atitudes dignas de aplausos? Não o meu. Mesmo correndo o risco de ser politicamente incorreto não sou simpático desta nova modalidade de trote.&lt;br /&gt;       O trote cidadão traz em si o mesmo estigma do trote violento: a sua obrigatoriedade independentemente da vontade do calouro. Os seus defensores dirão que não é bem assim, que a participação é voluntária. Balela. Os que não participam são olhados com certo desprezo não apenas por se recusarem a participar deste rito de passagem, mas agora também por estarem desprezando uma atitude digna, corretíssima, patriótica até, que é a de ajudar os mais necessitados. É o neofilantropismo.&lt;br /&gt;       Este bom-mocismo pontual é irrelevante. O ambiente universitário é hoje tão individualista quanto qualquer outro, movido pelas pedras filosofais da vida moderna, a competição e a eficiência. A preocupação com os reflexos sociais das ações de cada um deve ser incentivada cotidianamente, e não em atos esparsos. As atitudes patrocinadas por estes trotes são tão eficientes para a construção de uma responsabilidade social quanto assistir ao programa Silvio Santos pode ser útil à formação cultural de qualquer um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-743117328014598303?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/743117328014598303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=743117328014598303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/743117328014598303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/743117328014598303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/02/trotes-neste-principio-de-ano-como-em.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2008107456283215631</id><published>2009-02-08T15:08:00.002-02:00</published><updated>2009-02-08T15:13:58.175-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;PONTOS DE VISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho ia assistir teatro. Não sabia bem que diabos era isso, mas a professora dizia que era bom, e já que toda turma iria ele também iria. A peça, não sabia o nome, seria apresentada em frente da igreja à noite e todo mundo se encontraria lá a partir das sete horas. Pedrinho combinou com mais alguns amigos de irem juntos e, como moravam longe, iria todo mundo de bicicletas. Calçado com chinelos e vestindo short e camiseta que tinha ganhado numa campanha do agasalho que algumas instituições sempre fazem Pedrinho seguiu com os amigos para a praça da igreja. Do bairro até a igreja era um bom pedaço, com ruas esburacadas e poeirentas; mesmo assim chegaram cedo. Como havia ainda pouca gente e os lugares onde podiam sentar estavam quase todos vazios tinham tempo para brincar. Na rua de casa estavam acostumados a brincar de polícia e ladrão e como a praça era grande, com muitas árvores, dava pra passar o tempo brincando pelo menos enquanto a professora não chamasse. A folia foi boa. Suados e um pouco sujos por causa da poeira que tinham pegado na ida continuavam brincando. Em um momento, na correria da brincadeira, Pedrinho trombou com um rapaz bem vestido, quase o derrubando. Um guarda que estava próximo, segurando Pedrinho pelo braço, afastou-o do rapaz e dando-lhe puxões de orelha levou até um canto para mais reprimendas. A sorte de Pedrinho foi que sua professora o viu e, pedindo desculpas ao guarda, prometeu que o manteria quieto e ao seu lado até o final da peça. Assim foi feito. Pedrinho gostou da música da peça e achou a moça que mais apareceu muito bonita e achou bom que ela tenha ficado com o rapaz de quem ela gostava. Tinha gostado do tal teatro e agora apenas rezava para que a professora não contasse em casa sobre o guarda senão seria uma surra daquela.&lt;br /&gt;Pedro tinha chegado à cidade de seus pais aproveitando um período de feriado prolongado. Só assim era possível sair da faculdade na capital e rumar para o interior. A cidade pequena como sempre não oferecia grandes alternativas de lazer, que acabavam se reduzindo as rodas de bar com os velhos amigos. Pedro nunca diria, mas a companhia de alguns destes amigos já não lhe agradava. Achava-os muitos provincianos e sempre com os mesmos invariáveis e chatos assuntos. Neste final de semana haveria na cidade uma apresentação teatral feita por um grupo amador local. Pedro não esperava grande coisa, mas mesmo assim se sentia na obrigação de prestigiar. Pedro considerava-se de esquerda e achava o teatro a arte progressista por excelência. Chegou à praça onde a peça seria realizada já em cima da hora. Estacionou seu carro e foi procurar um bom local para se sentar. Chegando perto da arquibancada montada para o público Pedro viu um bando de guris correndo feito loucos. Que povo esquisito, pensou. Uma molecada suja, suada, com certeza só aproveitando a ocasião para pedir alguns trocados. Sentia-se deslocado no meio daquela gente. Estava pensando em dar meia volta e sair dali quando levou uma trombada de um pirralho. Quase que por reflexo levou a mão à carteira. Um guarda que estava ao lado segurou o garoto e levou-o dali. Sua camiseta branca ficou suja com o esbarrão do garoto. Ia embora deixando a peça para trás quando encontrou Rodolfo, velho amigo, que o convenceu a ficar. Achou a peça um fiasco. O som era sofrível, a cenografia, uma lástima, e os atores, risíveis. Tentaria salvar a noite bebendo algumas cervejas com os amigos de sempre. Antes teria que ir em casa trocar a camiseta que o aprendiz de trombadinha tinha sujado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2008107456283215631?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2008107456283215631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2008107456283215631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2008107456283215631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2008107456283215631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/02/pontos-de-vista-pedrinho-ia-assistir.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5383608162389964660</id><published>2009-02-03T08:57:00.001-02:00</published><updated>2009-02-03T08:57:59.459-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;UMA QUESTÃO DE CIVILIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Por que insistimos, permanentemente, em quebrar simples regras de civilidade? Esta pergunta sempre surge quando me apanho cometendo ou presenciando alguém cometer estas pequenas transgressões.&lt;br /&gt;       Algumas regras de conduta da vida em sociedade são, por nós, brasileiros, freqüentemente negligenciadas. Lembro de ter lido certa vez que as cores do semáforo no Brasil ganham novos significados: verde - oba, caminho livre; amarelo - acelera que dá tempo; vermelho - atravesse, caso não venha outro carro e o guarda não esteja olhando.&lt;br /&gt;       Colocamos o som em alto volume, sem nos preocupar com os tímpanos do vizinho; jogamos lixo nas ruas, afinal temos varredeiras pagas com o nosso dinheiro para fazer a limpeza; estacionamos em zona azul jurando que ficaremos apenas dois minutos, voltamos uma hora depois e ficamos bravos por termos que pagar o talão ou a multa; e vamos assim, sucessivamente, mostrando a nossa falta de respeito por nós mesmos e por quem nos rodeia.&lt;br /&gt;       O fato de muitas destas pequenas infrações serem tutelas pela lei nos reprime um pouco. Quando são comportamentos que só são esperados por uma questão de convívio social nos sentimos mais livres para desrespeitá-los.&lt;br /&gt;       Uma situação em particular me incomoda. Quando a polícia rodoviária resolve fazer blitzs nas estradas os motoristas que passam por elas fazem sinais de luz para que os motoristas vindos em sentido contrário possam se preparar. É atitude que beira a irresponsabilidade. Aquele que assim procede pode estar evitando que contrabandistas, assassinos, seqüestradores, traficantes, previamente avisados, sejam apanhados.&lt;br /&gt;       Reconhece-se um povo civilizado nos pequenos detalhes. Não somos eremitas, cidadãos é que somos. Temos os benefícios que esta condição proporciona e devemos arcar com a responsabilidade que nos cabe. O respeito às regras sociais, às condutas de civilidade, é o mínimo que se espera de nós. Pode parecer o óbvio, e é, mas como tem sido difícil a sua prática. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5383608162389964660?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5383608162389964660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5383608162389964660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5383608162389964660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5383608162389964660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/02/uma-questao-de-civilidade-por-que.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7607678967470899700</id><published>2009-01-30T10:04:00.002-02:00</published><updated>2009-01-30T10:16:40.569-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;DESCAMINHO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Não sou nada./Nunca serei nada./Não posso querer ser nada./À parte isso,&lt;br /&gt;trago em mim todos os sonhos do mundo . &lt;strong&gt;Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E temos agora tantas, tantas coisas que denunciar neste mundo louco ...&lt;br /&gt;_ Mas a quem ?! &lt;strong&gt;Mário Quintana&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como é bom ter as certezas do adolescente. Seu pensamento é sempre radical e não admite antagonismos. Não há dialética, paradoxos, nem relativismos. Não é um radicalismo profundo, agudo, procurando atingir o cerne da questão. É inocente, quase ignorante, na sua radicalidade.&lt;br /&gt;Quando se é adolescente acredita-se na dualidade simples. Há o certo e o errado, o bem e o mal, a luz e a escuridão, o preto e o branco. A condição de adultos nos apresenta um mundo em claro-escuro, em penumbras, no qual o cinza é mais presente que o branco e o preto. As trilhas apresentadas não são linhas retas; são sinuosas e podem esconder angústias e desilusões após cada curva. Os caminhos são tantos. Mas qual o rumo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7607678967470899700?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7607678967470899700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7607678967470899700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7607678967470899700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7607678967470899700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/descaminho-nao-sou-nada.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5028755117921392827</id><published>2009-01-29T09:26:00.004-02:00</published><updated>2009-01-29T09:30:52.809-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;"...eu sou como eu sou&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;presente &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;desferrolhado indecente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;feito um pedaço de mim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;eu sou como eu sou&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;vidente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;e vivo tranquilamente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;todas as horas do fim."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;          Torquato Neto&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5028755117921392827?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5028755117921392827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5028755117921392827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5028755117921392827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5028755117921392827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6527596723924543788</id><published>2009-01-29T09:21:00.003-02:00</published><updated>2009-01-29T09:34:51.291-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;AMIZADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;“Amigos, não os fazemos. Apenas os identificamos.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mais rude dos homens possui um bom amigo, alguém em quem pode confiar. Se não o tem, deseja tê-lo. Nas várias enrascadas e armadilhas que nos envolvemos durante a vida, o apoio dos amigos é a rede de proteção a nos livrar da queda fatal.&lt;br /&gt;Não nascemos para viver só. Mesmo aqueles que, por opção, abrem mão de constituir uma família, necessitam de pessoas que os acolham: pais, irmãos, parentes. E os amigos.&lt;br /&gt;O relacionamento humano é um processo precioso e deslumbrante. Conviver é uma arte. Quando somos expostos ao mundo, surgimos numa família que já possui a sua história, suas manias, suas frustrações e alegrias, os seus escolhidos e suas ovelhas negras.&lt;br /&gt;Estar no seio de uma família é algo sobre o que, no início, não temos o mínimo controle. Resta a livre adesão ao modo de vida familiar ou a contestação a ele, o que pode nos tornar a ovelha negra.&lt;br /&gt;Há no filme “A Partilha”, baseado em peça teatral de Miguel Falabela, uma frase genial. Em um dos momentos de discussão entre as quatro irmãs que decidem a partilha de um apartamento, a personagem vivida pela atriz Glória Pires afirma: “Tão pensando o quê? Que isso é uma democracia? Isso não é uma democracia não; é uma família”.&lt;br /&gt;A amizade, ao contrário, é democrática. Escolhemos e somos escolhidos. Há uma boa definição para um verdadeiro amigo: é aquele que, mesmo nos conhecendo muito bem, ainda assim gosta de nós.&lt;br /&gt;Todos temos o nosso jeito, nossas manias, nossos vícios e virtudes, sabemos ser agradáveis e insuportáveis, muitas vezes variamos de humor em frações de segundos.&lt;br /&gt;E a amizade é justamente isso; a tolerância se sobrepondo aos nossos caprichos individuais, o carinho sendo maior que a impaciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6527596723924543788?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6527596723924543788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6527596723924543788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6527596723924543788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6527596723924543788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/amizade-amigos-naos-os-fazemos.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-3017038607758537771</id><published>2009-01-28T14:48:00.001-02:00</published><updated>2009-01-28T14:51:41.160-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vítimas de um conflito *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pouco mais de dez da noite. Na troca de canais da tevê, tropeço em um documentário sendo exibido na TV Escola. Começo assistí-lo já pela metade e lamento não tê-lo visto desde o início.&lt;br /&gt;Não sei se é uma produção americana ou européia, mas seu diretor é um judeu americano. O filme busca estudar as reações nascidas das relações entre crianças judias e palestinas. Esta aproximação se dá mediada pelo documentarista. No começo ele ouve crianças dos dois lados do conflito e pergunta sobre um eventual encontro. As respostas são negativas.&lt;br /&gt;São crianças entre 08 e 12 anos. Mas suas respostas indicam uma percepção do conflito impressionante. São articuladas e renegam a possibilidade do encontro. Os motivos invocados parecem surgir da boca dos líderes políticos israelenses ou palestinos. Há ódio, há rancor demais.&lt;br /&gt;“Meu irmão foi morto pelos árabes. Eles não são confiáveis”. Um garoto palestino, que pela aparência tanto poderia ser um garoto francês ou inglês, é contundente: “Podemos até nos tornar amigos hoje, mas quando eles crescerem se aliarão aos seus pais para matarem nossa gente”.&lt;br /&gt;Este garoto se surpreende quando o cineasta se declara judeu. A amizade já tinha nascido e permanece. Negociações são abertas para viabilizar o encontro. Um jovem árabe, amante de atletismo e futebol, líder natural do grupo, resolve ligar para dois irmãos judeus e convidá-los para sua casa. Na conversa em inglês rudimentar, em um papo ameno e em que ambos revelam que torcerão pelo Brasil na Copa (o filme é anterior a 2002), o convite é aceito.&lt;br /&gt;Na viagem até a Palestina os garotos israelenses passam por um posto de controle policial. A mãe aponta a fila de carros de árabes aguardando para serem revistados. Um dos meninos comenta que é estranho os palestinos serem revistados em sua própria terra. A mãe rebate que esta é a saída para prevenir a morte de judeus.&lt;br /&gt;A chegada dos meninos no assentamento palestino é tranqüila. Após cumprimentos protocolares, as crianças logo parecem se entender. Em um breve passeio pelo bairro, os garotos judeus, alertados para evitar falar em hebraico, veem ruínas e muitas frases pichadas nos destroços elogiosas ao Hamas, grupo guerrilheiro palestino. O resto do dia é de brincadeiras, comidas e muito riso.&lt;br /&gt;No meio das brincadeiras surgem os pontos de vistas. Apontam erros e acertos de ambos os lados. Pedem por tolerância. Findo o dia, é hora de retornar para casa. O garoto palestino, o que combinou o encontro, começa a chorar. Questionado, fala que com o fim do documentário a equipe das filmagens vai embora e que, por isso, depois de conhecer os dois irmãos e ter gostado deles, possivelmente nunca mais vão se reencontrar. Todos sabem que isso é verdade. Todos choram.&lt;br /&gt;O documentário dá um salto no tempo e volta a entrevistar algumas das crianças, agora já adolescentes. O reencontro realmente jamais houve e apesar de alguns contatos telefônicos iniciais, a amizade não se firmou. Há novas preocupações no horizonte de todos, mas ainda existe a esperança da convivência pacífica e de que as diferenças sejam respeitadas. Só que a solução está nas mãos dos adultos. The end.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Texto escrito em 2004. O conflito Israel-Hamas o mantém atual e reafirma a dificuldade de uma solução definitiva.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-3017038607758537771?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/3017038607758537771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=3017038607758537771' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3017038607758537771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/3017038607758537771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/vitimas-de-um-conflito-sao-pouco-mais.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-6869154208505813042</id><published>2009-01-27T16:34:00.006-02:00</published><updated>2009-01-27T16:46:15.964-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;VIDA LONGA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O homem que sonha com a eternidade não sabe o que fazer numa tarde de sol de domingo.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tememos a morte. Se não a nossa, tememos por nossos pais, por nossos filhos, por nossos irmãos, por nossos amigos, por todos a quem amamos. Apesar de ser um evento certo e incontornável o simples pensar na morte nos angustia e por isso procuramos sempre evitá-la em nossas conversas e reflexões.&lt;br /&gt;Em toda a sua história o homem trava um duelo com o seu fim irremediável. A crença em uma alma imortal, bálsamo que nos é dado por quase todas as religiões, é uma trincheira importante desta batalha. À fragilidade de nossas carnes opomos uma alma inquebrantável.&lt;br /&gt;É difícil imaginarmos não sermos nada. Isso abala a importância que nos damos. A idéia de nossa aniquilação, o grande enigma do que virá depois, se é que virá, é pensamento que nos atemoriza. Contra isso, esperneamos.&lt;br /&gt;Os avanços tecnológicos, a alta qualificação da medicina moderna, as possibilidades da biotecnologia, todos estes fatores são os responsáveis por termos avançado de uma expectativa de vida de 40 anos na idade média para 80 anos nos dias atuais, e já não ser sonho pensar em uma expectativa de vida de 120 até o fim deste século.&lt;br /&gt;A cada dia vivemos mais. Mas a finitude nos irrita. Isso explica o fascínio causado por assuntos como a clonagem. A simples possibilidade da construção de outro ser à nossa imagem e semelhança nos deixa excitados.&lt;br /&gt;Sabemos que a criação de bebês clonados é uma possibilidade científica real. Ainda que hoje o que se conseguirá será apenas uma cópia idêntica fisicamente ao ser clonado, já há aqueles que vislumbram a possibilidade de clonagem da memória e da personalidade do homem original. É a possibilidade da ressurreição. Algo que técnicas como a criogenia também prometem. Pessoas com doenças incuráveis seriam congeladas até que a ciência descubra a cura para suas moléstias e elas possam ser reanimadas.&lt;br /&gt;Por que tanta busca por uma prolongação inesgotável da sobrevivência? Estamos nos fazendo merecedores de todos os prazos ganhos? Evoluímos em comportamentos assim como evoluímos cientificamente? As infinidades de erros que nos são escancarados dia-a-dia, cometidos por nós, em todas as partes do mundo, não apenas reforçam a nossa mediocridade? É ela que queremos perpetuar? Não tenho respostas.&lt;br /&gt;Eu, de minha parte, não pretendo ser clonado, nem congelado, muito menos viver indefinidamente. Que venham os anos que me couberem, e que sejam intensos e úteis, e sei que é já esperar demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-6869154208505813042?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/6869154208505813042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=6869154208505813042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6869154208505813042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/6869154208505813042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/vida-longa-o-homem-que-sonha-com.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-5529022363201423480</id><published>2009-01-27T16:24:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:44:54.121-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;POR UMA FÉ LÚCIDA E LIVRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época, em que questões como o fundamentalismo religioso na Palestina e no Irã são amplamente debatidas, a relação entre fé pessoal e fé estatal deve ser discutida.&lt;br /&gt;Muito se tem falado dos males do fundamentalismo islâmico que é o que está mais em evidência, em virtude de sua virulência e fanatismo, mas não se deve deixar nas sombras o fundamentalismo judaico e cristão.&lt;br /&gt;Caracterizados por um conservadorismo e tradicionalismo em relação às questões morais e culturais, os fundamentalistas se negam à modernidade política, já que o pluralismo de idéias e o respeito aos direitos humanos estão em flagrante conflito com a sua inerente estrutura autoritária.&lt;br /&gt;O combate a toda forma de fundamentalismo é das mais importantes tarefas da atual geração da humanidade. O respeito religioso, da escolha e da maneira pessoal de viver a sua fé, ou de não viver fé nenhuma, é das maiores conquistas que um povo livre pode aspirar.&lt;br /&gt;O Brasil é o maior país católico do mundo. Ou, melhor dizendo, é o país de maior população católica no mundo. Durante séculos o poder brasileiro esteve intimamente ligado aos altos escalões da igreja. Somente no século XX se deu de maneira clara a separação entre Estado e Igreja. Mas as marcas desta longa convivência são fortes até hoje.&lt;br /&gt;Estas marcas são muitas vezes desconfortáveis para quem não professa a fé católica. De maneira implícita ou explícita, normas que deveriam atingir diretamente apenas os católicos, atingem toda a população.&lt;br /&gt;Este assunto me chamou a atenção por causa de uma nota lida em um jornal, em que uma vereadora, membro da Igreja Universal do Reino de Deus, foi duramente criticada e ameaçada de processos por ter pedido que se retirasse um crucifixo que ornamentava a parede da Câmara.&lt;br /&gt;Este é apenas um dos riscos quando se mistura fé e política. A tendência moderna é que cada vez mais estes dois fatores se distanciem, relacionando-se, mas sem se misturar. É neste aspecto que acredito que podemos evoluir. A convivência entre todos os credos brasileiros é muito boa.&lt;br /&gt;Há aspectos pontuais que prejudicam um respeito ainda maior à escolha individual. São, por exemplos, os casos dos feriados religiosos. Sendo apenas da igreja católica, estes feriados discriminam parcela considerável da população.&lt;br /&gt;A própria constituição federal impõe o respeito a todos os credos e à livre crença religiosa. Não há outro caminho. Por respeito à religião, um país não pode ser religioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-5529022363201423480?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/5529022363201423480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=5529022363201423480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5529022363201423480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/5529022363201423480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/por-uma-fe-lucida-e-livre-nesta-epoca.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-2017998375586736674</id><published>2009-01-27T16:15:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:46:40.138-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Creio profundamente na convivência das divergências. E quando esta convivência divergente se dá entre grandes amigos ela é ainda mais enriquecedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ter uma pessoa próxima cujas visões opostas se aliam a uma amizade profunda e convicta pode ser uma influência maravilhosamente instrutiva. Pois enquanto formos obrigados (como em geral somos em relação aos pais e a outras pessoas mais velhas) a ver o outro sempre como algo falso, mau, hostil, em vez de simplesmente como o outro, não entraremos numa relação tranqüila e justa com o mundo em que todos devem ter lugar: parte e contraparte; eu e o sumamente diferente de mim. E, apenas sob o pressuposto e a admissão de tal mundo completo, poderemos dar um arranjo amplo, espaçoso e arejado de nosso eu interior, com seus contrastes e contradições internos.&lt;br /&gt;Rainer Maria Rilke&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-2017998375586736674?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/2017998375586736674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=2017998375586736674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2017998375586736674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/2017998375586736674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/creio-profundamente-na-convivencia-das.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7928537725175354354</id><published>2009-01-27T14:46:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:46:56.627-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;QUE NÃO NOS OUÇAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que o autor de algum crime midiático é condenado a uma pena “branda” levanta-se uma rede de indignação contestando a seriedade de nossas sentenças punitivas.&lt;br /&gt;Fatos como esse colocam em discussão um instrumento jurídico importantíssimo para a vida em sociedade, a pena criminal. Ela muitas vezes nos desilude. Talvez a palavra desilusão não seja a correta, nos causa desconforto e a certa incredulidade.&lt;br /&gt;A pena criminal tem o seu caráter punitivo, sancionador, mas deve também ser um meio de ressocialização. E é aí que o caldo engrossa .&lt;br /&gt;Intimamente e coletivamente não acreditamos nessa ressocialização. É por isso que longas penas, estas que chegam a 80, 100, 120 anos, quando decretadas, trazem consigo certa sensação de alívio já que esperamos não ver estes infratores nunca mais, esperando que apodreçam na cadeia.&lt;br /&gt;Acontece que o sistema penal brasileiro não permite que ninguém cumpra pena além de 30 anos. E há vários dispositivos legais que permitem que o condenado saia da prisão bem antes do estipulado. E sempre que isso acontece em casos amplamente cobertos pela mídia há um sentimento de revolta e pretensa impunidade.&lt;br /&gt;O caráter ressocializador da pena é o seu aspecto humano, positivista. É a descrença no mal absoluto e a confiança em que um trabalho dirigido, um ambiente propício, podem tornar o criminoso uma pessoa sociável. O sistema penitenciário brasileiro tornou isso quase uma utopia. Nossas penitenciárias são verdadeiras universidades criminais. Juntando-se a isso o nosso medo ancestral de que a maldade esteja incrustada nas entranhas de muitos de nós, faz com que desejemos, consciente ou inconscientemente, o isolamento destes seres.&lt;br /&gt;A pena de morte é a radicalização deste desejo. No Brasil, um plebiscito, instrumento legal e legítimo, sobre este tema, com certeza daria a vitória da adoção da pena capital. É em situações como esta que, para o nosso bem, é bom que a voz das ruas não seja ouvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7928537725175354354?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7928537725175354354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7928537725175354354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7928537725175354354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7928537725175354354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/que-nao-nos-oucam-toda-vez-que-o-autor.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7359670713056100779</id><published>2009-01-27T13:56:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:47:18.997-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Díficil saber porque gostamos de algo. As explicações são normalmente muitas. Com textos, e poemas em especial, é a mesma coisa. Claro que há aqueles gostos por textos que tomamos como que emprestados de outras gerações. Mas, como é bom gostar de algo novo, nunca visto antes, sem a chancela de outras pessoas. Poemas me fisgam às vezes por quase nada. Uma frase, uma imagem solta e pronto, estou conquistado. Aconteceu assim com o poema Nevasca do poeta inglês Sean O´Brien, traduzido por Marcelo Coelho. As três últimas frases são de um significado imenso, que só a força de síntese da poesia consegue concentrar em tão minúsculo texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;NEVASCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neve irá levar o mundo para casa, o outono&lt;br /&gt;Que salva a Corrente do Golfo e a Groenlândia.&lt;br /&gt;Abolidora branca dos calendários e dos mapas,&lt;br /&gt;Seu rigor que se amontoa como os pecados significa&lt;br /&gt;Que esta é a única estação, decaindo sempre sobre ela mesma.&lt;br /&gt;Para acabar com toda analogia, frio puro&lt;br /&gt;Que prova aquilo que jamais precisa ser dito,&lt;br /&gt;O outono nos chama novamente para dentro numa deriva&lt;br /&gt;Em que figura e fundo se confundem –&lt;br /&gt;Sem mais metáfora, sem mais talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe para os peitorais das janelas, para a grade na vidraça,&lt;br /&gt;Branco depois de branco contra os lençóis cor de creme,&lt;br /&gt;Hóstias de uma comunhão sem piedade&lt;br /&gt;Que transforma um bosque na Mãe Rússia, e a noite&lt;br /&gt;Na vida de além-túmulo, em seguida numa rua bloqueada pela neve.&lt;br /&gt;Com suas cataratas e flocos salpícando os seios,&lt;br /&gt;As sereias numa lingerie de bronze&lt;br /&gt;Esperam bravamente na fonte da praça pública.&lt;br /&gt;Verdes jovens, pensam que é destino delas&lt;br /&gt;Oferecer o ideal para o ar vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem-me por não ter entendido&lt;br /&gt;Que vocês eram reais, não arte apenas,&lt;br /&gt;Que sua fidelidade era coragem, que eu deixei&lt;br /&gt;De honrá-las, de reconhecer a sua dor,&lt;br /&gt;De notar que a neve, quando cai, não cai outra vez.&lt;br /&gt;Tudo fica mais claro agora: o mundo não é um lugar&lt;br /&gt;Mas sim uma ocasião, primeiro de pecado e depois do desejo&lt;br /&gt;Que se reconheça o que sabemos de nós mesmos&lt;br /&gt;Enquanto a neve continua caindo, enquanto&lt;br /&gt;Aprendemos que não há pecado nem salvação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7359670713056100779?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7359670713056100779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7359670713056100779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7359670713056100779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7359670713056100779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/dificil-saber-porque-gostamos-de-algo.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-7859683791905732533</id><published>2009-01-22T16:48:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:47:32.989-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Creio que todas as pessoas gostam de compartilhar com outras as suas afinidades eletivas. Farei isso aqui neste blog compartilhando leituras, filmes, opiniões. E começo já. João Pereira Coutinho é articulista do Jornal Folha de São Paulo. Dos melhores. E o texto que apresento abaixo é um bom cartão de visita deste português. Procurem conhecê-lo mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Em defesa do relativismo suave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do mundo é não ser um pouco mais relativista. Eu sei, eu sei: o relativismo é mau, dizem, porque a idéia de que os valores dependem de meras escolhas individuais, sem nenhuma justificação externa ou racional, é uma fraqueza epistemológica e ética da maior gravidade. Fato. Mas eu falo de um relativismo ligeiro, um relativismo banal, o relativismo das coisas menores. Como um tempero que se coloca sobre o prato da vida, só para dar algum sabor mortal a tudo o que fazemos e sentimos. É o relativismo suave que ensina que nada tem uma imporância tão absolutamente esmagadora quando o fim é certo e o esquecimento também.&lt;br /&gt;E então recordo uma conversa que tive uns anos atrás com um amigo, em São Paulo, e o relato que ele me fazia de um conhecido jornalista que descobrira que a namorada, mais jovem, se afastara dele para procurar uma "nova vida", como se diz nas telenovelas; e ele, de cabeça perdida, incapaz de aceitar a rejeição, pegou na arma e fez o que fez. Arruinou a vida, a carreira, os amigos, a família, e etc. etc. etc.&lt;br /&gt;Ouvi a história e perguntei aos meus pobres neurônios se eu seria capaz disso: amar uma mulher ao ponto de a matar por despeito. E a resposta, toc toc toc, é negativa. Tudo por causa de meu relativismo suave, que me acompanha dia após dia como um animal de estimação. Sim, tenho minhas fúrias, como qualquer pessoa racional. E existem momentos de um desespero tão profundo, e tão medonho, que chorar é um luxo. Mas mesmo quando o demônio se intromete na pacatez dos meus dias, existe um lado de mim que ri dele. Como se o espírito deixasse o corpo e, planando sobre a carcaça, contemplasse o absurdo da minha condição. O absurdo da condição humana. E uma voz invisível segreda-me ao ouvido: será que vale a pena, companheiro? Será que vale a pena tudo isso quando tu estarás morto no futuro médio? E, depois da voz, vem a imagem: como num filme de Bergman, eu, velho e morto, em caixão aberto.&lt;br /&gt;O relativismo liberta-nos para fazer o mal, como acreditava Dostoiévski? Não creio. Em doses temperadas, o relativismo é um convite para não fazermos o mal. Ele esvazia o nosso patético ego como uma agulha que fura o balão de uma criança. E ele é sobretudo útil em matéria de amor: somos amados, magoados, atraiçoados. Acreditamos que, depois do abandono, teremos uma dor inultrapassável, que se vai prolongar pelos séculos seguintes.&lt;br /&gt;Mas a verdade é bem mais triste e, paradoxalmente, bem mais feliz. Tudo passa. A dor vai diluindo-se em tristezas menores, que ficam como o pó esquecido nos cantos da casa. E certo dia descobrimos que o tempo cobriu tudo com invisíveis mortalhas; e o passado é o porto de onde a nossa embarcação já se afastou há muito. Vemo-lo ao longe, por entre a neblina. Mas não há regresso.&lt;br /&gt;Desesperado leitor: se achas que a dor de hoje te autoriza a tudo, lembra-te que és nada e que a tua vida será nada. E festeja essa certeza com a alegria sincera dos náufragos resgatados.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-7859683791905732533?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/7859683791905732533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=7859683791905732533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7859683791905732533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/7859683791905732533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/creio-que-todas-as-pessoas-gostam-de.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36118173.post-4707446284719297297</id><published>2009-01-22T16:34:00.001-02:00</published><updated>2009-01-27T16:47:52.860-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;22 de janeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Um bom dia pra começar, como qualquer outro também seria. O que fazer com um blog? No meu caso será um espaço para deixar gravadas minhas impressões. Impressões da vida, da cultura, da política, da rotina, etc, etc e etc. Vamos ver o que vai surgindo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36118173-4707446284719297297?l=lausamar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lausamar.blogspot.com/feeds/4707446284719297297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36118173&amp;postID=4707446284719297297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4707446284719297297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36118173/posts/default/4707446284719297297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lausamar.blogspot.com/2009/01/21-de-janeiro-um-bom-dia-pra-comear.html' title=''/><author><name>Lausamar Humberto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05197758706635134130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_EDiyuQTq1xE/SX8ydIz_uFI/AAAAAAAAAAk/soAwqiNaNzE/S220/Imagem+038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
